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domingo, 7 de maio de 2023

A República Saharaui participa com a Argélia, Egipto e Líbia na 11.ª reunião do Comité dos Chefes de Estado-Maior dos Estados membros da Capacidade Regional do Norte de África (NARC)




Argel, 06 de Mmaio de 2023 (SPS) | O Chefe do Estado-Maior do Exército de Libertação do Povo Saharaui, Mohamed Luali Akeik, participa nos trabalhos da décima primeira reunião do Comité de Chefes de Estado-Maior dos Estados membros da Capacidade Regional do Norte de África (NARC), que decorre na capital argelina, Argel.

Na reunião, em que participam também a Argélia, país anfitrião, o Egipto e a Líbia, foi apresentada uma série de propostas e recomendações para reforçar a capacidade da região do Norte de África para desempenhar o seu papel no processo de paz e segurança no nosso continente, em conformidade com a carta fundadora da União Africana e o memorando de entendimento para a capacidade da região do Norte de África.

Antes desta reunião dos altos comandantes militares dos quatro países participantes, realizou-se uma reunião de peritos em defesa e segurança nos dias 2, 3 e 4 deste mês, pelo que a reunião começou hoje ao nível dos chefes de Estado-Maior e deverá terminar com a décima reunião do Conselho de Ministros da Defesa dos Estados membros da capacidade da região do Norte de África.(SPS).

 

sábado, 19 de novembro de 2022

Ativistas saharauis denunciam as políticas de exploração de recursos de Marrocos na COP27



Os activistas saharauis no Egipto denunciam que Marrocos e empresas estrangeiras estão no meio de uma campanha de lavagem de imagem para encobrir as contínuas violações dos direitos humanos e do direito internacional.

Os activistas saharauis que participam na 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27), que está a decorrer na cidade de Sharm El-Sheikh, Egipto, intervieram a fim de esclarecer as graves consequências ambientais sofridas pela população saharaui em consequência das políticas de exploração indiscriminada das autoridades de ocupação marroquinas e de algumas empresas estrangeiras no Sahara Ocidental.

Denunciam também que estas empresas e Marrocos estão no meio de uma campanha de lavagem de imagem para encobrir as contínuas violações dos direitos humanos e do direito internacional com a ocupação contínua de partes da República saharaui.

A delegação saharaui é composta por Mahfud Mohamed Lamin Bachri, membro da equipa de coordenação da Campanha Internacional "Sahara no Se Vende", contra a pilhagem dos recursos naturais, e Ahmed Baba Abdeluadud, membro do grupo "Juventud Saharaui Activa", uma ONG do Estado espanhol.

Vale a pena notar que, coincidindo com a participação saharaui na COP27 em Sharm El-Sheikh, várias organizações estatais e internacionais e ativistas lançaram uma campanha sob o título "O verde marroquino está manchado de sangue" para refutar a narrativa marroquina que procura branquear a imagem da sua ocupação ilegal do Sahara Ocidental.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

A caminho da Índia via Egipto, cargueiro Hopa denunciado por pilhagem de fosfato saharaui

 


A Associação para o Controlo das Riquezas Naturais e a Protecção do Ambiente do Sahara Ocidental (AREN) denunciou, esta quinta-feira, a participação do navio HOPA, arvorando pavilhão maltês, em operações de pilhagem recorrente dos recursos naturais dos territórios ocupados através de um carregamento de fosfato das minas de Bou Craa.

Num comunicado publicado, a AREN especifica que: "O navio HOPA, com a matrícula IMO 9684213 e arvorando pavilhão maltês, foi avistado em estado de carregamento, no âmbito das operações de pilhagem recorrente das riquezas naturais do Sahara Ocidental pelo regime marroquino, de uma carga de fosfato saharaui", acrescentando acrescentando que o navio, "cuja carga máxima (DWT) é de 6300 toneladas, deixou o porto de Lâayoune (El Aiún) ocupado, em 9 de Fevereiro, com destino a Port Said (Egipto), um primeiro destino de diversão, antes de se dirigir para a Índia."

Reiterando "o caráter ilegal das operações de pilhagem que envolvem empresas e navios estrangeiros na parte ocupada do Sahara Ocidental, nomeadamente na situação de guerra atual", a Associação alerta para "uma enésima violação flagrante das Cartas e dos tratados internacionais".

O AREN lança, neste sentido, um apelo ao Conselho de Segurança para "assumir as suas responsabilidades para com o povo saharaui, a fim de lhe permitir recuperar a sua plena soberania sobre as suas riquezas" e "tomar medidas decisivas e coercivas para dissuadir o ocupante marroquino de continuar a pilhar o fosfato saharaui na zona ocupada do Sahara Ocidental”.

O Egipto, na qualidade de membro da União Africana (UA), foi igualmente interpelado sobre o respeito dos compromissos decorrentes do acto constitutivo da UA, "a fim de não contribuir para este atentado direto à soberania da RASD, proibindo a passagem deste navio pelo Canal do Suez e procedendo à sua apreensão como o fizeram a África do Sul e o Panamá".

Por outro lado, a Associação congratulou-se com a não renovação, pelo Grupo alemão Continental, do contrato entre a sua filial Contitech e a OCP marroquina relativo, desde há anos, à manutenção das instalações de transporte de fosfato saharaui numa distância de 100 km. A Associação exortou, a este propósito, "as empresas que operam nos territórios saharauis ocupados, numa clara violação do Direito Internacional, a porem fim imediato a essas atividades”.

Reiterando a sua determinação em conduzir todas as lutas legítimas para defender o direito legítimo do Sahara Ocidental a exercer a sua soberania sobre as suas riquezas naturais, a AREN exprime a sua preocupação "face à exacerbação do sofrimento do povo saharaui" na sequência da violação por parte de Marrocos do acordo de cessar-fogo, em 13 de Novembro de 2020.

Fonte: APS

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Marrocos 54.ª potência militar a nível mundial e 7.ª em África




13 setembro 2017 – A sua vizinha Argélia é a 25.ª potência militar mundial e a 2.ª em África, seguida da Etiópia, Nigéria, África do Sul, Angola e Marrocos. O Egipto continua a ocupar em 2017 o lugar de primeira potência militar entre os países de África.
Não obstante o esforço colocssal que tem feito, Marrocos continua longa da potência militar argelina que procura a todo o custo ultrapassar.
Esse ranking é estabelecido pelo The Global Power Index 2017, que examina o poder militar das forças armadas dos países do globo. Publicado todos os anos pelo Global Fire Power, um instituto americano especializado em questões de defesa, o Índice 2017 estudou as forças armadas de 133 países do mundo, entre os quais 33 países na África.
A nível mundial os dados não se alteraram. Os EUA continiuam a liderar com a Rússia em 2.º lugar, a China em 3.º e a Índia em 4.º. Portugal ocupa o 62.º lugar do ranking.

Ranking mundial das Forças Armadas (África):

Egipto –                       10.º
Argélia –                      25.º
Etiópia -                      41.º
Nigéria –                      43.º
África do Sul-              46.º
Angola –                      51.º
Marrocos -                  54.º
Sudão –                      71.º
Líbia –                        73.º
R. D. do Congo –         76.º
Quénia –                    77.º
Tunísia –                    78.º
Zimbabwe –               81.º
Zâmbia –                   85.º
Tchad –                     88.º
Uganda –                  92.º
Tanzânia –                96.º
Sul-Sudão –               99.º
Ghana –                  101.º
Botswana –             107.º
Moçambique –        109.º
Camarões –            111.º
Niger –                   114.º
Costa do Marfim –    116º
Mali –                     117.º
Congo –                  118.º
Madagascar –          119.º
Gabão –                  120.º
Namíbia –               127.º
Somália –                128.º
R. Centrofricana –   129.º
Mauritânia –            130.º
Serra Leoa –            131.º

Fonte: Maroc Leaks


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Argélia e Egipto reiteram a necessidade de concluir o processo da ONU no Sahara Ocidental




Argélia e Egipto reiteraram esta quarta-feira a necessidade de concluir o processo das Nações Unidas para a solução do conflito do Sahara Ocidental no âmbito das resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros argelino.

Esta posição foi reiterada durante uma reunião entre os ministros de dos Negócios Estrangeiros da Argélia e do Egipto, Ramtan Lamamra e Sameh Chukri, no marco das consultas entre ambos os países.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Azedam-se as relações entre o Egipto e Marrocos




Segundo um fonte diplomática marroquina, o lançamento no Egipto do livro « Olhares egípcios sobre o Sahara Ocidental», a que se juntam os recentes ataques nos media contra Rabat são a causa da inversão do discurso mediático oficial em relação ao general-presidente Al-Sissi.

Segundo a agência noticiosa turca Anadolu, o diplomata marroquino que solicitou o anonimato declarou que a autorização concedida pelas autoridades egípcias para a publicação do livro «Olhares egípcios sobre o Sahara Ocidental», os recentes ataques de certos órgãos de comunicação egípcios contra Rabat e a visita à Argélia de uma delegação de jornalistas egípcios a semana passada para participar num encontro internacional de apoio à Frente Polisario e na qual o livro foi apresentado são elementos que provocaram a ira dos dirigentes marroquinos.

Fonte: De online (site noticioso independente marroquino)
Todo o artigo em:

domingo, 26 de outubro de 2014

Delegação egípcia visita os acampamentos saharauis




Uma delegação do Egipto iniciou sexta-feira uma visita de três dias aos acampamentos de refugiados saharauis onde contactará com várias instituições nacionais e manterá reuniões e encontros com dirigentes da Frente POLISARIO e membros do governo saharaui.

A delegação egípcia visita a wilaya de Smara e Bojador, sendo recebida pelos respectivos cidadãos e pelos governadores das duas províncias. A delegação visitará ainda o Museu Nacional da Resistência, as instalações e a  sede da Meia Lua Vermelha saharaui, a sede da AFAPRADESA, da TV RASD e da Rádio Nacional saharaui.

Os ministros da Cultura e da Informação recebem a delegação horas antes desta ser recebida pelo Presidente da República.


SPS

terça-feira, 22 de julho de 2014

Uma evolução que inquieta Marrocos: a Frente Polisario nas manchetes da imprensa egípcia



Em Rabat, círculos marroquinos dizem-se alarmados pela notoriedade da questão do Sahara Ocidental na imprensa egípcia, sobretudo `pelo movimento de simpatia que mostra a causa saharaui. É o que reportam vários grandes quotidianos pan-árabes, como o “Al Hayat” e o “Al Quds Al Arabi”, editados em Londres, que referem que se regista agora uma mudança na postura oficial do Cairo sobre o velho conflito do Sahara Ocidental, pelo menos desde a aproximação entre a Argélia e o Egipto, que se refletiu, em particular, com a visita do presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, à Argélia o mês passado.

Observa-se, de facto, uma campanha mediática no Egipto, onde surgiram longas entrevistas com responsáveis da Frente Polisario e reportagens realizadas por vários periódicos egípcios nos últimos dias, que evidenciam uma franca solidariedade com a tese da autodeterminação do povo saharaui, considerando a presença marroquina no Sahara Ocidental como uma ocupação que deve terminar.



O periódico "Misr Al Yawm” publicou numa das suas edições da semana passada um importante artigo sobre a questão saharaui. Por seu lado, a revista egípcia "Rose Al Youssef” dedicou várias páginas ao conflito do Sahara Ocidental, onde figura com grande destaque uma longa entrevista com o presidente saharaui Mohamed Abdelaziz. Este último parece ter aproveitado a oportunidade para pôr tudo sobre a mesa. "A Frente encontra-se sob a pressão dos jovens, cansados ​​de viver nos acampamentos e que querem voltar à guerra", declarou.



O Presidente Abdelaziz deplorou o facto de a UE ter reduzido em 60% a sua ajuda aos acampamentos de Tindouf. Atribuiu esta diminuição às "consequências da crise económica". Mas, sobretudo, criticou a falta de participação dos países árabes em encontrar uma solução duradoura para o conflito do Sahara Ocidental.

Em resposta, sítios de notícias marroquinos (ou sítios de propaganda, conforme o ponto de vista), criticam violentamente a perda por parte do Egipto da sua neutralidade no conflito, algo que sucedeu no passado, não só com o Egipto, mas também em relação a muitos países árabes, especialmente no âmbito da Liga Árabe. A imprensa marroquina, em particular a que é próxima do governo islamita de Marrocos, aproveitou para qualificar o atual executivo do Cairo como ilegítimo depois do golpe militar contra o ex-presidente e líder dos Irmãos Muçulmanos, Mohamed Morsi.

Uma «bronca» na ON TV: a apresentadora Amani El Khayat qualificou Marrocos de «Bordel"

As relações entre os dois países deterioraram-se seriamente com a gafe de uma apresentadora [Amani El Khayat] de uma cadeia de televisão egípcia ON TV (propriedade do patrão da Orascom, Naguib Sawiriss) que qualificou Marrocos como "bordel". O ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Sameh Shokry, teve que reagir, expressando a sua desaprovação, reuniu com os patrões dos meios de comunicação e sublinhou numa declaração ao Al Ahram "as boas relações" entre o Cairo e Rabat especialmente desde o dia 3 de julho de 2013 (queda de Mohamed Morsi – nota do tradutor). Simultaneamente, encarregou o embaixador egípcio em Rabat a emitir, quinta-feira, 17 de julho, um comunicado em que expressa a sua indignação e repúdio pelas declarações proferidas pela apresentadora da televisão  egípcia sobre Marrocos.


Fonte: Le Jour d'Algérie, 22/07/2014

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Porta-voz oficial das Forças Armadas egípcias revela que o exército não reconhece a "marroquinidade" do Sahara Ocidental


A página do Facebook do porta-voz oficial das Forças Armadas egípcias revelou que a Instituição Militar do Exército Egípcio não reconhece a “marroquinidade” do Sahara Ocidental, com a publicação na página do Facebook de fotos do coronel Ahmed Mohammed Ali dando uma conferência na Faculdade de Defesa Nacional pertencente à Academia Militar Superior Nasser do Exército Egípcio, no âmbito da Sessão Cultural sobre a Informação Militar Nº. 21, dirigida aos editores e jornalistas de vários meios de informação militar. A conferência incluía um mapa de Médio Oriente e Norte de África, em que a parte ocupada do Sahara Ocidental se vê excluída das fronteiras de Marrocos e com diferente cor.

Na conferência, realizada em dezembro passado ante um selecionado grupo de editores e jornalistas da informação militar sobre a Estratégia da Segurança Nacional, o coronel Ahmed Mohammed Ali centrou-se nos eixos como parâmetros gerais do poder do Estado e o papel dos meios no sistema da segurança nacional, e a presença dos meios de comunicação na análise militar durante a fase de transição. Por outro lado, o coronel referiu-se ao mapa do Médio Oriente no âmbito das revoluções da Primavera Árabe e referiu o papel de outro vetor tratado pelos meios de informação militar e as redes sociais.
A conferência do porta-voz militar oficial das forças armadas egípcias referiu Marrocos como um dos países em que as manifestações provocaram alterações no governo durante a Primavera Árabe. E mostrou num dos diapositivos a parte ocupada do Sahara Ocidental, como um dos lugares onde tiveram início as manifestações da Primavera Árabe.

*Fonte: Rede de Informação Radio Maizirat