sábado, 31 de dezembro de 2016

Brahim Ghali: “O regime marroquino vive um sufocante isolamento internacional, devido às vitórias conseguidas pelo povo saharaui”




O presidente da República Saharaui e secretário-geral da Frente Polisario, Brahim Ghali, afirmou esta quinta-feira numa intervenção que proferiu no Dia Nacional da Informação, que o regime marroquino vive um sufocante isolamento a nível continental e internacional devido às consecutivas vitórias obtidas pelo povo saharaui sob a direção da Frente Polisario.

Na sua intervenção, o presidente da República destacou que o povo saharaui com os seus humildes meios de comunicação trava uma luta decisiva contra o ocupante marroquino que está empregando todos os meios ao seu alcance para influir na moral do povo saharaui e na sua luta legítima pela liberdade e independência. Ghali assegurou que apesar de toda a propaganda e tergiversações do regime marroquino, o povo saharaui prosseguirá a sua justa luta pela liberdade e a independência contra a política expansionista marroquina.


Por seu lado o responsável da organização política da Frente Polisario, Hama Salama, afirmou que o Estado saharaui dá grande atenção aos meios de informação saharauis porque constituem uma arma altamente eficaz frente às falácias, intoxicações e propaganda marroquina.
SPS

Sahara Ocidental: noite de distúrbios em El Aaiún


El Aaiún, 31/12/2016 - El Confidencial Saharaui  - Uma nova noite de distúrbios foi vivida esta sexta-feira na cidade ocupada de el Aaiún, capital histórica do Sahara Ocidental, onde ocorreram confrontos entre jovens saharauis e forças de ocupação marroquinas.
Depois de uma manifestação pacífica nas ruas de el Aaiún, a intervenção policial marroquina gerou violentos incidentes, segundo informa a partir do território o coletivo de informação Equipe Media.
 Os manifestantes empunhavam bandeiras da República Saharaui e gritavam palavras-de-ordem contra a ocupação marroquina e pelo fim da ocupação do território saharaui, acrescenta a mesma fonte.
Segundo ainda as mesmas fontes, os manifestantes puderam consolidar a sua presença na avenida denominada pela administração marroquina Echerif Arradi.
As forças policiais presentes, ante o avanço dos manifestantes retiraram-se e pediram a intervenção de reforços. Foram enviadas várias unidades que atuando junto com as forças auxiliares arremeteram de forma brutal contra os manifestantes. Perseguindo os saharauis pelas ruas da cidade.
Até às 00:30 horas, segundo os defensores saharauis de direitos humanos, prosseguiam as manifestações. Todavia desconhece-se número de feridos e detidos causados pela intervenção policial.

Marrocos expulsou em 2016 (pelo menos) 97 estrangeiros por ativismo prosaharaui



A polícia marroquina expulsou este ano pelo menos 97 cidadãos estrangeiros pelo seu ativismo prosaharaui, a maior parte (87) foram expulsos do território do Sahara Ocidental e os restantes de Marrocos, afirmaram hoje à agência fontes independentistas saharauis.

As cifras dos expulsos foram recompiladas pela Asociación saharaui de víctimas de violaciones de derechos humanos (ASVVDH), único grupo independentista com existência legal, e não puderam ser comparadas com as das fontes oficiais, já que habitualmente nem a polícia nem o governo informam sobre essas expulsões.

Os expulsos são originários na sua maioria de países europeus, 23 dos quais são espanhóis, e entre elas há juristas, jornalistas, professores universitários e políticos de instâncias nacionais, regionais ou municipais.

O padrão é quase sempre o mesmo: todos eles tinham chegado ao Sahara (ou estavam para embarcar num voo com destino ao Sahara) com o objetivo de participar nalguma atividade organizada pela ASVVDH ou por outros grupos independentistas ilegais.

A maior parte das vezes, ea expulsão tem lugar no próprio aeroporto de El Aaiún: a polícia marroquina entra no avião, detem o ativista e retem-no no aeroporto até o obrigar a a tomar um voo de regresso, sem permitir que ele saia da aerogare nem lhe apresente uma ordem por escrito da sua expulsão.

Em muitas ocasiões, a notícia não vai mais além do que o relato do retorno dos expulsos nos seus próprios países, e só excepcionalmente, como aconteceu em abril passado depois da expulsão oito advogados da cidade de Rabat, surge a justificação oficial; neste caso é a que eles tinham "entrado Marrocos para semear a discórdia e prejudicar a ordem pública ", como a (governo civil) Wilaya de Rabat disse então.

Há alguns meses atrás, o governo marroquino disse pela boca de seu porta-voz, Mustafa Jalfi que ao longo de 2015, um total de 20.000 estrangeiros tinham visitado a cidade de El Aaiun (capital do Sahara) por atividade "comercial, turístico e razões culturais", sem a menor alusão aos que foram expulsos por razões políticas.

O governo marroquino apresenta sempre o Sahara Ocidental (a que chama de "províncias do sul") como mais um território parte do país vive em que se vive com normalidade, mas o facto é que as entradas de estrangeiros naquele território, seja por terra ou por ar, estão severamente restringidas, e aqueles que o fazem são vigiados de perto.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O Sahara Ocidental não é Marrocos


Artigo de Julio González García - Catedrático de Direito Administrativo e Director do Instituto de Direito Europeu e Integração Regional na Universidade Complutense de Madrid. Foi Secretário-General da UCM durante 8 anos. Investigador visitante na Universidade de Harvard e no Instituto Universitario Europeu de Florença.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Sahara Ocidental: a decisão do Tribunal Europeu de Justiça é “uma advertência ao rei de Marrocos” - Washington Times



A sentença do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), que proíbe a inclusão do território saharaui nas relações comerciais entre a UE e Marrocos é “uma advertência ao rei de Marrocos” que perdeu a batalha da opinião internacional, afirma o Washington Times.

Num editorial intitulado “os tribunais lançam uma advertência ao rei de Marrocos”, o quotidiano norte-americano assinala que o rei Mohamed VI “está decidido a manter os EUA fora do conflito e gasta milhões de dólares todos os anos em lobbying para chegar aos seus fins“.

Mas “o ano passado, Marrocos chegou à conclusão de que estava perdendo a guerra da opinião pública” quando o Tribunal de Justiça anulou o acordo agrícola que tem com a União Europeia “, constata o Washington Times.

Destacando os reveses sucessivos da diplomacia marroquina, o periódico refere que Marrocos se tem negado a reconhecer a independência do Sahara Ocidental apesar de várias campanhas ganhas pelos saharauis na ONU e batalhas legais ganhas pela Frente Polisario nos tribunais Internacionais.

O diário norte-americano aborda no seu editorial a luta pacífica do povo saharaui para recuperar a sua soberania recordando, nesse sentido, o plano de resolução do conflito apresentado pelo ex-secretário de Estado americano James Baker, que foi sabotado por Marrocos.

"James Baker conseguiu encontrar um acordo que considerado bom porque foi rejeitado por ambas as partes. (o acordo) estabelecia um referendo para permitir que os saharauis que vivem (nesta área) pudessem decidir de uma vez por todas "o seu futuro, acrescenta.

“o acordo fracassou por pressão do rei e, ato contínuo, os EUA examinaram minuciosamente as razões desse fracasso e os detalhes da conduta marroquina sobre o terreno”, escreve o Washington Times.

“O povo (saharaui) luta pela autodeterminação e o estatuto do país há 46 anos, desde que Marrocos impôs a sua (própria) lei sobre o território”, acrescenta o jornal, precisando que o conflito entre a Frente Polisario e Marrocos é uma continuação da luta dos saharauis contra as forças coloniais espanholas há quase meio século.

Sob a direção do falecido presidente Mohamed Abdelaziz, a luta converteu-se numa batalha jurídica com recurso ao Tribunal Internacional de Justiça, às Nações Unidas e à consciência do mundo para convencer os marroquinos a que devolvam o seu país “, adianta o Washington Times.


Fonte: Diaspora Saharaui

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Abertura dos trabalhos da Conferência Anual de Relações Exteriores


O SG da F. Polisario e Presidente da RASD, ladeado pelo Ministo saharaui dos NE  e pelo responsável da Comissão de Assuntos Exteriores no Secretariado Nacional
SPS - Acampamentos de Refugiados Saharauis - Foi inaugurada ontem a tradicional Conferência Anual de Relações Exteriores, evento que todos os anos a Frente Polisario realiza. A abertura da conferência contou com a presença do presidente da República e secretário-geral da Frente Polisario, Brahim Ghali, membros do Secretariado Nacional, o Governo saharaui e o Conselho Nacional, além do corpo diplomático e quadros da Frente Polisario e do Estado saharaui.
O encontro anual do Ministério de Negócios Estrangeiros tem como objetivo fazer um balanço do trabalho diplomático durante o ano de 2016 para avaliar os programas realizados e êxitos conseguidos e traçar uma estratégia para o ano de 2017, com o propósito de intensificar os esforços para fazer chegar a justa causa do povo saharaui a todos os fóruns internacionais, além de ampliar a plataforma da solidariedade com o povo saharaui, conforme com as resoluções do XIV Congresso da Frente Polisario.
O responsável da Comissão de Assuntos Exteriores no Secretariado Nacional, M’hamed Khadad, afirmou que o seminário se celebra com o propósito de informar os participantes das conquistas obtidas a nível exterior e como reforçar a diplomacia saharaui frente aos desafios colocados e em especial nestes momentos atuais em que se intensifica a Intifada da independência, as questões de segurança e as formas de as enfrentar, além de adotar uma decisão acertada frente à recente escalada militar marroquina na zona de El-Gargarat .
M’hamed Khadad acrescentou que a conferência se realiza em circunstâncias especiais caracterizadas por grandes avanços da causa nacional saharaui e uma sólida posição dos aliados do povo saharaui e a recente vitória da Frente Polisario no Tribunal de Justiça da União Europeia, cuja sentença negou a existência de soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental e pediu que fosse excluído o território saharaui de todos os acordos entre Marrocos e os Estados europeus.

A Conferência Anual de Relações Exteriores prossegue os seus trabalhos até ao dia 30 de dezembro e ao longo destes dias terão lugar conferências sobre a ação exterior, questões de segurança e a forma de fazer frente ao terrorismo e ao crime organizado, assim como se aprovarão conclusões onde serão definidas as estratégias e perspetivas de trabalho diplomático para o ano de 2017.