Mostrar mensagens com a etiqueta Canárias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Canárias. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Autoridade marroquinas invadem oração fúnebre do rapper saharaui Flitox


Lili morreu no domingo, 23 de junho, numa tentativa de chegar às Ilhas Canárias.
Junto com ele morreram outros 20 jovens saharauia

Sábado, 29 de Junho de 2019 porunsaharalibre PUSL - As autoridades marroquinas invadiram a mesquita de El Aaiun, no Sahara Ocidental ocupado, para impedir que a população saharaui participasse nas orações fúnebres de Said Uld Lili.
Said Lili, era um rapper saharaui conhecido como Flitox, as suas canções defendiam a independência do Sahara Ocidental e ele participou num documentário sobre a realidade da ocupação ilegal do Sahara Ocidental por Marrocos.

Lili morreu no domingo, 23 de junho, numa tentativa de emigrar para as Ilhas Canárias com um grupo de 36 pessoas numa pequena embarcação. 20 outros companheiros de viagem morreram nesta tentativa. A sua morte e dos seus companheiros de barco ocorreu em circunstâncias misteriosas e nenhuma investigação foi iniciada.

Foto do diário espanhol El Pais

A mesquita onde se realizou o memorial fúnebre está localizada em frente à sede da MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental). As autoridades marroquinas não querem que a Missão das Nações Unidas testemunhe qualquer reunião da população saharaui e, por isso, invadiu a mesquita com uma unidade paramilitar. Do lado de fora, um número impressionante de policiais uniformizados e à paisana cercou a área para impedir qualquer manifestação. A família foi forçada pelas autoridades de ocupação a mudar o memorial fúnebre para outra mesquita, chamada Dweirat.
O funeral aconteceu a 40 km a norte de El Aaiun e embora as autoridades marroquinas estivessem sempre presentes, Said foi enterrado com uma bandeira saharaui e as pessoas presentes no funeral acenaram bandeiras saharauis e entoaram as palavras de ordem da independência, exigindo a retirada imediata da ocupação marroquina do território e denunciando os crimes cometidos pelo regime de Mohamed VI.



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Parlamento das Canárias recebe presidente do Parlamento Saharaui


O Parlamento das Canárias recebeu hoje a visita do presidente do Parlamento da RASD, Jatri Assud. Representantes de todos os grupos Parlamentares e a presidente do Parlamento, Sra. Carolina Darías, expressaram o seu apoio à justa causa do Povo saharaui e o seu desejo de uma solução justa no âmbito da legalidade internacional. Por seu lado, Jatri Assud insistiu uma vez mais no compromisso de que a Espanha tome partido na resolução deste conflito que já dura há mais de quatro décadas.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Parlamento saharaui acredita que a atual conjuntura é muito favorável a uma solução




O presidente do parlamento saharaui, Jatri Aduh, afirmou hoje que a atual conjuntura política é muito favorável a agilizar uma solução "justa e duradoura" do conflito do Sahara Ocidental, que passa por um referendo de autodeterminação.

Jatri Adhu, que hoje se reuniu com o presidente do Parlamento das Canárias, Antonio Castro, e deputados autonómicos, manifestou no termo do encontro que a comunidade internacional está cada vez mais consciente de que o povo saharaui existe e que o seu direito à autodeterminação está consagrado pelas resoluções da ONU.

Na opinião do presidente do Parlamento saharaui, a comunidade internacional também acredita que é chegado o momento de pôr fim à invasão do Sahara Ocidental por parte de Marrocos.

Durante o encontro, Jatri Adhu transmitiu o agradecimento do povo saharaui ao apoio que as Canárias lhe têm dado. Sublinhou ainda que as conclusões do último relatório da ONU são muito importantes e refletem a realidade, referindo que nelas se destaca que a solução para o Sahara deve basear-se na natureza jurídica do conflito como problema de descolonização.

No relatório, acrescentou Jatri Adhu, afirma-se que o Sahara é um território não autónomo e por isso o exercício do direito à autodeterminação é o passo obrigatório para uma solução justa.

Jatri Adhu afirmou ainda que os saharauis resistiram durante trinta e nove anos e demonstraram que nunca renunciarão ao seu direito à autodeterminação.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Observatório dos Recursos Naturais do Sahara Ocidental acusa na ONU a petrolífera TOTAL e compradores de fosfatos saharauis

 
 
Na intervenção perante a Comissão de Política Especial e Descolonização das Nações Unidas, o Observatório dos Recursos naturais do Sahara Ocidental  (Western Sahara Resources Watch) denunciou com veemência as companhias que fazem comércio com os recursos de fosfatos do Sahara Ocidental e as nada éticas prospeções petrolíferas do fundo marinho nas águas do território.

Intervenção na Assembleia Geral das Nações Unidas
IV Comissão de Política Especial e Descolonização
New York, outubro 2013

A Questão do Sahara Ocidental e os seus recursos naturais

Charles Liebling
Western Sahara Resource Watch
Bruxelas

Tenho hoje o privilégio de comparecer perante esta assembleia. O WSRW está tremendamente agradecido por esta oportunidade e agradece-lhes o facto de a questão do Sahara Ocidental ser analisada uma vez mais.

Gostaria de centrar-me no tema dos recursos naturais. Além da Frente Polisario e do Governo da República Árabe Democrática, o WSRW investe todos os seus esforços no estudo da problemática relacionada com a extração dos recursos naturais do Sahara Ocidental ocupado. (…)

Todos nós conhecemos as consequências da extração dos recursos naturais do Sahara ocupado. Entre elas podemos citar, o benefício económico direto da potência ocupante e a perpetuação de uma ocupação, que inclui a instalação permanente de colonos no território.

A extração dos recursos naturais da parte ocupada do Sahara Ocidental persiste. Existem quatro tipos de recursos. O primeiro, e o que maior valor tem, é a rocha fosfórica da mina de Bou Craa. Em segundo lugar, está a pesca do Oceano Atlântico no litoral do território. Em terceiro, as exportações agrícolas e, por último e em quarto lugar, existem outras extrações, como a areia, cujo destino é, em particular, as Ilhas Canárias.

Felizmente, não existe ainda grande movimentação em relação ao petróleo. Embora, queiramos expressar a nossa preocupação com as prospeções petrolíferas do fundo marinho nas águas do território. Elas estão sendo realizadas pela empresa Groupe Total SA que está presente há vários meses no território e que, desde o início do ano, está levando a cabo prospeções que a população saharaui pede que sejam paradas.

A extração de fosfatos é a que atinge maior volume e valor. Este ano e até ao dia de hoje, 44 barcos transportaram este recurso natural com um valor superior a 300 milhões de dólares.

A rocha fosfórica não é um recurso renovável. Representaria a base da economia para uma população saharaui que fosse completamente independente. Sublinhamos uma vez mais que a população saharaui não aceita a extração nem a exportação deste recurso, do qual não aufere qualquer benefício. A extração da rocha fosfórica de um território ocupado militarmente viola a lei internacional, como muito bem sabemos por casos conhecidos como a Namíbia e Timor-Leste. E, nas circunstâncias atuais, é um crime de guerra.

O WSRW denuncia as empresas que comercializam os fosfatos do Sahara Ocidental. Nomeamos algumas delas: Potash Corporation e Agrium Incorporated, do Canadá, Lifosa, da Lituânia, e Innophos, com sede nos Estados Unidos.  Cada uma destas empresas sabe que fazer negócios com o fosfato saharaui é criminoso e não ético. No entanto, persistem em fazê-lo.

O WSRW apela ao trabalho realizado no caso da Namíbia, onde as Nações Unidas atuaram protegendo os recursos naturais do território, enquanto a sua população aguardava pela autodeterminação:

1- Recomendamos que a IV Comissão aborde, concretamente, o tema dos recursos naturais do Sahara Ocidental nas recomendações que propuser, para que sejam aprovadas este ano, na Assembleia Geral.

2-Sugerimos que a IV Comissão recomende à Assembleia Geral que faça referência à questão da legalidade da extração e exportação dos recursos naturais do Sahara Ocidental para obter uma Resolução definitiva do Tribunal Internacional de Justiça, fazendo referência ao artigo 65 do Estatuto do Tribunal.

3-Recomendamos que a IV Comissão designe um relator das Nações Unidas para os assuntos do Sahara Ocidental, que trabalhe em equipa com o enviado pessoal do Secretário-Geral, o Excelentíssimo Embaixador Cristopher Ross, e considere as Nações Unidas a administradora dos recursos naturais e das receitas que estes produzam, até que o povo saharaui obtenha a autodeterminação.


Fonte: wsrw.org

domingo, 27 de outubro de 2013

Grupo Parlamentar Nacionalista Canário exige à Comunidade Internacional que zele pela salvaguarda dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado

 

O Grupo Nacionalista Canário (CC-PNC-CCN) por Tenerife, através da deputada, Flora Marrero, exigiu à Comunidade Internacional que, através da MINURSO, a missão da ONU no Sahara, salvaguarde os direitos dos saharauis ante os contínuos atos de repressão por parte do exército marroquino, que responde com violência desmedida, detenções arbitrárias e assalto de domicílios às manifestações pacíficas que se sucedem no Sahara ocupado.

A deputada nacionalista recorda que a única coisa que o povo saharaui pede é a oportunidade de decidir livremente e em paz o seu futuro; um direito reconhecido pelas Nações Unidas que é “ignorado e rejeitado por Marrocos”.


Neste sentido, assegura que as manifestações pacíficas de reivindicação dos seus direitos civis e políticos do povo saharaui que, nos últimos meses se sucedem em todo o Sahara Ocidental, têm como resposta por parte de Marrocos “uma força desmedida e sob todos os pontos de vista injustificada” o que deve ser condenado “com firmeza” pela comunidade internacional.