quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Brahim Ghali: “Marrocos é chamado a contribuir para a plena aplicação do plano de paz”




Addis Abeba, 01/02/17 (SPS) - O Presidente da República e SG da POLISARIO, Brahim Ghali, disse em Addis Abeba que a adesão do Reino de Marrocos à União Africana compromete o reino a contribuir eficazmente para a execução do plano de paz da ONU – UA no Sahara Ocidental e o respeito pela soberania da República Saharaui no seu território.

O Presidente salientou que a União Africana continua a ser um importante garante das Nações Unidas na implementação do plano de resolução, bloqueada pelo regime marroquino ao longo dos anos, e trabalhar para a resolução completa do conflito entre os dois membros da organização continental.

Observou ainda que Marrocos para aderir à União Africana é obrigado a participar nos esforços das duas organizações (União Africana e Organização das Nações Unidas) na resolução do conflito do Sahara Ocidental.

O presidente disse que o Marrocos tentou durante 32 anos distanciar a RASD da UA

O Presidente da República e SG da POLISARIO, Brahim Ghali, referiu que Marrocos tentou durante 32 anos, por todos os meios e métodos, abortar a decisão da Organização de Unidade Africana (OUA) promulgada em 1982 e adotada no ano de 1984, relativa à admissão da República Saharaui dentro da organização continental.

Em declarações à imprensa nacional Saharaui, o presidente Saharaui disse em resposta a uma pergunta sobre possíveis cenários na sequência da adesão de Marrocos que os líderes africanos da UA se centraram na necessidade do regime marroquino respeitar o Acto Constitutivo da União africana, o respeito pelo direito internacional e fronteiras internacionalmente reconhecidas de cada Estado-membro.

Brahim Ghali disse que o pedido de adesão de Marrocos à UA passou por três fases: a primeira desde sua retirada - de 1984 a 1998 - durante a qual Marrocos colocou como condição para o seu retorno à organização Africana, a expulsão de RASD, o tempo mostrou que esse desejo não pôde ser cumprido; a segunda fase, entre 1998 e julho de 2016, em que Marrocos já não queria expulsar a República Saharaui e colocava como termo de adesão à União Africana o congelamento do estatuto de membro da RASD, o que segundo o presidente Saharaui se revelou impossível, levando Marrocos a entrar na fase final e anunciar a sua intenção de aderir incondicionalmente e sem reservas, e sujeito às condições da organização continental, como o respeito pelo Acto Constitutivo e o princípio da fronteira dos Estados-membros e a sua aceitação sem reservas.

Fonte: SPS e Porunsaharalibre.org

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