segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A AAPSO SAÚDA OS DEPUTADOS DO PARLAMENTO EUROPEU

Comunicado da Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental

O Parlamento Europeu, ao recusar prorrogar o Acordo de Pescas entre a UE e o reino de Marrocos, mostrou que o direito internacional é um instrumento fundamental na defesa da justiça na relação entre os povos.

Este Acordo abrangia as águas territoriais do Sahara Ocidental, território não autónomo invadido e ocupado ilegalmente por Marrocos, que tem explorado as suas riquezas, entre as quais as pescas, sem que dessa exploração reverta qualquer benefício para o povo saharauí.

Marrocos mostrou-se incapaz ao longo de todo este tempo de apresentar provas claras de como o povo saharauí é beneficiado pelo dinheiro que a potência ocupante recebe da União Europeia por via do referido Acordo, tal como o processo negocial do mesmo exigia. E foi incapaz pela simples razão de que essas provas não existem.

Esta decisão é o resultado da resistência do povo saharauí à ocupação da sua pátria e com a qual se têm solidarizado deputados europeus, organizações dos direitos humanos e de solidariedade, além dos 84 Estados que reconhecem hoje formalmente a República Árabe Saharui Democrática (RASD).

A AAPSO saúda os deputados do PE, nomeadamente os portugueses, que rejeitando a prorrogação do Acordo não pactuaram com a violação de um princípio fundamental do direito internacional, o direito à autodeterminação dos povos.

Os deputados do PE portugueses foram coerentes com a luta longa e difícil que foi o processo de libertação de Timor Leste, que deveria servir de exemplo àqueles que utilizam argumentos de natureza económica para justificar situações de ocupação e dominação estrangeira, geradores de constantes violações dos mais elementares direitos humanos.

A AAPSO apela aos eurodeputados para que, em Fevereiro de 2012, data prevista para a retoma da discussão de um novo Acordo, defendam consequentemente a legitima participação no processo negocial dos representantes do povo do Sahara Ocidental.


Lisboa, 16 de Dezembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Governo basco atribui a Aminetu Haidar o Prémio Rene Cassin dos Direitos Humanos


Aminetu Haidar esteve presa entre 1987 e 1991, sem que se soubesse do seu paradeiro. Em 2005, foi gravemente ferida durante uma manifestação, tendo sido presa no hospital onde foi internada e levada para a prisão onde foi mantida por vários meses. Aí levou a cabo uma greve de fome que debilitou seriamente a sua saúde.

Nomeada para o Prémio Sakharov dos DDHH enquanto cumpria pena, Aminetu recebeu o Prémio Juan Maria Bandres para a Defesa do Direito de Asilo e Solidariedade, atribuído pela Comissão Espanhola de Ajuda aos Refugiados.

Recentemente foi-lhe concedido o Prémio Silver Rose, da aliança internacional de ONGs Solidar, por seu trabalho em prol da liberdade e dignidade humanas. Em Novembro de 2009, quando regressava à sua cidade natal vinda de Nova Iorque, depois de receber o Prémio Coragem 2009 Civil da Fundação Train, foi novamente presa pela polícia e a segurança marroquinas no aeroporto de El Aaiun. Posteriormente, foi expulsa para as ilhas Canárias onde desencadeou uma greve de fome de mais de 30 dias no terminal do aeroporto de Lanzarote.

O júri do Prémio Rene Cassin considera que Haidar representa a luta do povo saharaui pela defesa dos direitos humanos, tarefa de particular dificuldade e risco devido à obstinada realidade evidenciada pela forma como as autoridades marroquinas atentam contra os direitos direitos dos defensores e defensoras do direito internacional dos direitos humanos e a forma como restringem as liberdades de expressão, reunião e associação.

NOTICIAS DE ALAVA   VP - Jueves, 10 de Noviembre de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Comissões para o Desenvolvimento e Orçamentos do Parlamento Europeu decidem pedir ao PE para rejeitar o acordo da pesca UE-Marrocos


A Comissão de Orçamentos lamentou o pesado fardo financeiro que acarreta o acordo, que absorve pelo menos 25% da dotação do orçamento da União para a pesca. De todos os acordos bilaterais mantidos pela UE, o que está em vigor com Marrocos é o menos rentável e o que acarreta maiores despesas para os contribuintes da UE.

Uma hora depois, uma maioria esmagadora do Comité de Desenvolvimento chegou à mesma conclusão. Tendo em conta a avaliação externa que a Comissão Europeia solicitou sobre o controverso acordo, a relatora Isabella Lovin informou que o mesmo não tinha impacto positivo significativo sobre a viabilidade da pesca de uma perspectiva de desenvolvimento. Apenas 15% dos fundos disponíveis para apoiar o sector tinham sido usados por Marrocos. Além disso, a pesca da UE gerou apenas 0,04% do emprego no sector das pescas em Marrocos.
O parecer do Comité de Desenvolvimento também lamenta que o Acordo de Pesca falhe completamente na questão de saber se ele foi firmado em conformidade com os desejos do povo do Sahara Ocidental.

"Esperamos que o Parlamento adopte as recomendações das duas comissões. Não vemos qualquer argumento para que a pesca prossiga de forma imoral e antiética. As instituições da UE têm mesmo reconhecido que a pesca é prejudicial do ponto de vista ecológico e que se desenvolve em violação do direito internacional. De acordo com documentos de avaliação independente encomendados pela Comissão Europeia, o Pacto com Marrocos constitui uma grande perda de dinheiro dos contribuintes da UE", disse Sara Eyckmans, Coordenadora da organização internacional Sahara Ocidental internacional Resource Watch que afirmou: "a UE deve gastar o seu dinheiro em outro lugar."

WSRW 07.11 - 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ahmed Bukhari: "Marrocos tem uma política de caça ao saharaui com a ajuda de colonos"


O representante da Frente Polisario na ONU, Ahmed Bukhari participou neste fim de semana no fórum “Direitos Humanos no Sahara Ocidental", organizado pelo Sahara e Cantabria, em Santander. A sua próxima paragem será em Euskadi
Ahmed Bukhari insiste que a única solução possível para o conflito no Sahara Ocidental é o retorno à ideia original: a realização de um referendo de autodeterminação, que inclua a opção de independência. No entanto, Marrocos continua a bloquear esta saída, por isso as negociações das Nações Unidas estão paralisadas ", mas ainda não entraram em colapso."

O Enviado pessoal do SG da ONU, Christopher Ross, foi sexta-feira a Madrid. Como avança a sua mediação?

O processo de negociação está parado, como resultado de uma realidade que Marrocos não quer assumir, que é o facto de a negociação não poder conduzir ao que eles querem, que é a legitimação da sua proposta de autonomia. Marrocos tinha colocado todas as suas esperanças sobre as circunstâncias de 2007-2008, quando acreditou que algumas potências, especialmente os Estados Unidos e a França, o iam ajudar no Conselho de Segurança. Eu acho que Marrocos chegou à conclusão que isso não se pode materializar. É por isso que a próxima ronda de negociações foi adiada por Marrocos até ao próximo ano. Nestas circunstâncias, Ross decidiu visitar a região. Nós aceitámos, mas Marrocos opôs-se, alegando que têm eleições. Perante esta situação, Ross decidiu visitar as capitais dos países que integram o Grupo dos Amigos da ONU para o Sahara Ocidental: Madrid, Paris, Moscovo, Londres e Washington.

Qual o papel que deve desempenhar o Estado espanhol?

A Espanha tem um papel importante a desempenhar. Até agora, a imagem apresentada por Marrocos é que há uma espécie de ‘entente’ franco-espanhola para apoiar a visão marroquina. E, portanto, há um esforço conjunto dos saharauis e da sociedade espanhola, das forças políticas, de tentar quebrar o pacto que liga a diplomacia espanhola à diplomacia francesa em relação ao Sahara Ocidental. Fomos uma colónia espanhola e não há nada mais lógico do que continuar a manter uma relação com a metrópole, uma metrópole que seja capaz de cumprir as suas obrigações, como fez Portugal em relação a Timor-Leste, colónia que abandonou precipitadamente e que depois, pela pressão do povo Português, assumiu o que não tinha assumido em 1975.

Têm considerado outras formas de pressão diplomática, como o está fazendo a Palestina, por exemplo?

A ideia dos palestinos já a havíamos considerado há dez anos. E entendemos a motivação deste movimento diplomático palestino ante o fracasso das negociações. Mas nós ainda não chegámos ainda a um colapso definitivo do processo.

É o que parece…

O colapso não é definitivo ainda, no dia em que isso acontecer teremos que repensar a nossa estratégia. Ou voltar à pressão militar, que é algo que não gostaríamos, ou levantar a questão diplomática através da postura palestina: pedir a nossa entrada na ONU.

Que esperança existe, então, que o diálogo avance…?

Há um atraso, mas o resultado da negociação, de momento, é positivo para a Frente Polisario, porque demonstrou que Marrocos não pode alcançar o que deseja. Assim, a lógica é que Marrocos comece a mostrar desinteresse, o que é o que está fazendo agora. Mas é-lhe muito difícil desligar-se unilateralmente do processo. A parte que o vier a fazer tem que pagar um preço, e foi isso que aconteceu na Palestina. Foi Israel quem pôs todos os obstáculos ao processo. Isso deu argumento para a Palestina dizer: "nós tentámos tudo, não somos responsáveis ​​pelo impasse, é hora de fazer justiça." O que pretende Marrocos no Sahara Ocidental não é possível de alcançar, recusa-se a aceitar que não há outra saída que não seja voltar à ideia original: organizar um referendo. E na ausência de uma pressão militar ou diplomática ou de pressão interna do povo marroquino, o resultado pode ser o prolongamento do status quo. O Conselho de Segurança disse que isso é inaceitável, pelo que deve ser coerente e conduzir o processo para a direcção certa.


 Até agora, a imagem apresentada por Marrocos é que há uma espécie de ‘entente’ franco-espanhola para apoiar a visão marroquina.

Pode haver uma pressão no interior do Marrocos?

Não digo que possa levar ao colapso do regime, mas existem factores, como as despesas no Sahara Ocidental, assim como o aumento reivindicações sócio-económicas do povo marroquino, num contexto em que os amigos de ontem não podem dar o dinheiro que antes davam, nem na Europa nem no Golfo Pérsico, e ante o facto óbvio de que o Marrocos não conseguiu que um único país no mundo tenha reconhecido o Sahara Ocidental como seu. Todos estes factores devem, um dia, converter-se numa força de pressão para Marrocos, para que se envolva em negociações sérias. Portanto, não creio que estejamos num ponto em que possamos dizer que o processo de negociação tenha colapsado e que todas as perspectivas alternativas tenham sido cerradas.

O que está a ocorrer em Dakhla?

Dakhla  (porto pesqueiro e a terceira maior cidade do Sahara Ocidental ocupado) Tem sido palco nos últimos meses de violentas confrontações. O elemento novo na repressão exercida por Marrocos sobre a população civil do Sahara Ocidental é que mobilizou e implicou os colonos. Este é um elemento grave, porque a população saharaui e os colonos marroquinos sempre coexistiram, cada um para seu lado, mas sem se confrontarem. E Marrocos, para evitar ser visto como repressor, quer esconder-se por  detrás dos civis marroquinos. São praticamente forças paramilitares, utilizadas por Marrocos para reprimir. Integram as patrulhas nocturnas conjuntas com a polícia marroquina e estão equipados com armas brancas, sob a protecção da polícia marroquina, na execução de uma caça ao saharaui.

Após o sequestro dos 3 cooperantes nos campos de refugiados saharauis, surpreendeu e perturbou o facto de organizações terroristas poderem penetrar em Tindouf. Que informações tem sobre isso?

Ficámos surpresos porque nunca houve um caso anterior. Quanto ao modus operandi, entra o modelo de converter cooperantes estrangeiros em mercadoria, que depois é vendida a organizações terroristas que pedem um resgate aos governos. Portanto, pode ser que esta operação tenha sido realizada por ladrões de cavalos, salteadores de estradas, que querem ganhar dinheiro vendendo os seus reféns a uma organização, a Al Qaeda ou essa nebulosa. A outra opção é que tenha sido uma organização terrorista quem realizou o sequestro. Até agora não há nenhuma reivindicação oficial. Outra opção é que Marrocos esteja, de uma ou outra forma envolvido, para assustar a ajuda humanitária e reafirmar um elemento essencial da sua propaganda: que a Polisario está infiltrada por organizações terroristas e que para garantir a segurança na região a única entidade que o pode fazer é Marrocos.

Tomaram medidas para garantir uma maior segurança?

Sim, temos tomado medidas draconianas. Será quase impossível nos surpreenderem novamente.

Em Dezembro, a Frente Polisario realizará o seu Congresso. Quais as questões colocadas sobre a mesa?

Há um debate legítimo, a influência da primavera árabe está aí, o que leva à ideia de uma alternância política no poder. Se bem que os tempos políticos e históricos dos outros não sejam necessariamente os nossos, somos sensíveis a este debate. O secretário-geral disse que a Frente Polisario deve considerar procurar outro secretário-geral, que seria bom para o acesso das novas gerações de saharauis às tomadas de decisão. Muitas pessoas têm aplaudido isso e algumas pessoas são contra, porque acham que a prioridade deve ser a independência, em primeiro lugar. Outra questão será se é de pôr termo ao processo de negociações na ONU e retomar a pressão militar ou continuar através da via diplomática. E também como responder às reivindicações sócio-económicas da população.

Vai viajar até Euskadi. Tem planeada alguma reunião?

Espero que para me reunir com Ibarretxe.

Ouviu o seu discurso na ONU?

A sua posição sobre o Sahara é conhecida. Gostei do seu compromisso. Para nós, pela sua presença e da de Javier Bardem, não foi uma IV Comissão como as anteriores.

Marta Martinez - segunda-feira, 7 de Novembro, 2011 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Nada de novo no discurso do Rei de Marrocos


O governo marroquino faz da questão do Sahara Ocidental um "cabide" para pendurar as suas crises e "distrair" a opinião pública interna das questões e problemas reais dos cidadãos, foi assim que discurso proferido ontem pelo Rei e Marrocos  por ocasião do 36 º aniversário da invasão militar do Sahara Ocidental em 1975 foi considerado pelo governo saharaui.

"Mais uma vez, e como é costume desde 1975, o governo marroquino torna a questão do Sahara um gancho que pende sobre toda a crise marroquina, aproveitando este momento para distrair a opinião pública interna dos problemas reais e as dificuldades reais cidadãos marroquinos às vésperas das próximas eleições 25 de Novembro ", afirma o Ministério de Informação saharaui em comunicado.

"O discurso do rei de Marrocos é uma continuidade da política de corrida precipitada para contornar as resoluções das Nações Unidas e do Plano de Paz da ONU e da Organização de Unidade Africano e ratificada pelo Conselho de Segurança e assinada por as duas partes em conflito em 1991, que prevê um referendo sobre a autodeterminação do povo saharaui ", diz o texto.
(SPS)

Christopher Ross inicia novo périplo pelas capitais dos países amigos do Sahara Ocidental


O Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental, Christopher Ross encontrou-se sexta-feira em Madrid com o secretário de Estado espanhol dos Negócios Estrangeiros e América latina, Juan Antonio Yanez, no quadro de um périplo às capitais dos países amigos do SG da ONU para o Sahara Ocidental (EUA, França , Rússia, Espanha, Reino Unido), a fim de tentar "desbloquear" o processo de negociações entre a Frente Polisario e Marrocos.

Segundo Madrid, o Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental visitará Paris, Moscovo, Londres e Genebra antes de regressar às Nações Unidas.

A visita de Ross realiza-se num momento de total bloqueio das conversações directas entre Marrocos e a Frente Polisario sobre o conflito.

O regime de Rabat avisou de que não retomará as conversações pelo menos até ao final do ano invocando a realização das próximas eleições legislativas no próximo 25 de Novembro, segundo afirmaram fontes diplomáticas nas Nações Unidas.

Após 12 rondas de negociações, das quais 8 informais,  desde 2007 sob os auspícios da ONU, não se registaram progressos "significativos". A última das reuniões teve lugar em Julho passado em Manhasset próximo de Nova Iorque. 
(SPS)

Presos políticos saharauis da prisão de Salé em greve de fome exigem libertação ou julgamento justo


Os presos políticos saharauis que aguardam julgamento militar na prisão marroquina de Salé (nas proximidades de Rabat) acusados de participação no acampamento de Gdeim Izik, iniciaram no Domingo (30-10) uma greve de fome indeterminada para protestar contra a situação a que se encontram sujeitops e exigir a sua libertação ou um julgamento justo, reivindicando ainda que os seus direitos sejam respeitados dentro do presídio.

Por su deteriorado estado de salud, dos de ellos no secundarán esta tercera huelga que emprendan los presos políticos saharauis en la citada cárcel, Mohamed Alayubi y Deich Daf.

Según CODESA, Ahmed daudi uno de los huelguistas "padece dolores en su pierna izquierda debido a las heridas de un disparo del ejército marroquí el 24 de octubre de 2010, sin que reciba el tratamiento adecuado".

Cumplirán un año en prisión la próxima semana y desde que fueran encarcelados están a la espera de juicio militar en el penal de Salé, a pocos kilómetros de Rabat. Son el último grupo que sigue entre rejas tras el desmantelamiento del campamento de protesta de Gdeim Izik, en el que se produjeron 200 detenidos. Y se les acusa de crímenes contra las fuerzas del orden.

El campamento de protesta saharaui se levantó a mediados de septiembre del año pasado en El Aaiún, capital ocupada del Sáhara Occidental, y fue desmantelado a la fuerza el 8 de noviembre. Allí convivían más de 25.000 saharauis llegados de distintos puntos del territorio. Sus reivindicaciones eran políticas y socioeconómicas. 
(SPS) 02/11/2011

Não há presença da AQMI nos acampamentos de Refugiados Saharauis (oficial)


Uma fonte oficial do Governo Saharaui desmentiu categoricamente a informação divulgada pela agência de notícias 'AFP' sobre a existência de um suposto ramo da Al-Qaida do Magreb Islâmico (AQMI), nos acampamentos de refugiados saharauis.

En un despacho difundido desde Bamako, dicha agencia, afirmo que los terroristas, que secuestraron los tres cooperantes europeos el pasado 22 de octubre, habrían contado con apoyo, consistente en armas y guías para ejecutar su acción.

"No hay presencia de AQMI en los Campamentos de Refugiados Saharauis y los terrorista que realizaron el ataque abrieron fuego sobre los cooperantes y los vigilantes del centro, hiriendo a un rehén y a uno de los guardias. Contrariamente a las mentiras y manipulaciones vertidas desde la AFP, los terroristas utilizaron también armas, efectuando ráfagas para cubrir su huida", indico la fuente gubernamental saharaui.

"El Gobierno de la República Saharaui y el Frente Polisario, desmienten rotundamente esta versión, carente de fundamento y políticamente interesada, hecha por la oficina de la AFP en Bamako sobre el secuestro de los tres cooperantes europeos y los detalles de la  acción terrorista perpetrada el 22 de octubre en los campamentos de refugiados saharauis", señala la fuente.

 "Desde su oficina de Bamako, la AFP no ha cesado de propagar informaciones falsas y versiones manipuladas, usando siempre la figura del anonimato, con el propósito de desprestigiar al Frente Polisario y fabricar nexos entre la lucha de liberación del pueblo saharaui y el terrorismo y el crimen organizado", denunció la misma fuente.

Abundando en este sentido, la fuente saharaui, indicó que "la oficina de AFP de  Bamako, la cual ya había publicado decenas de cables plagados de falsedades durante los últimos cuatro años, esta vez ha tenido que atribuir a un mediador igualmente anónimo, informaciones según las cuales, el AQMI se habría beneficiado de cómplices, miembros y de simpatizantes del AQMI en los campamentos, quienes les ofrecieron armas y referencias de los rehenes para el secuestro y que dos hombres armados con uniformes del Frente del Polisario, habrían dejado partir a los vehículos que portaban a los rehenes".

El grupo terrorista ha llegado "bien armado y regreso al lugar de donde procedía", indico el Gobierno Saharaui, precisando que "la ubicación del lugar de residencia de los cooperantes extranjeros es conocida por todos porque es la misma desde 1976".

Finalmente el Gobierno saharaui y el Frente Polisario, "condenaron enérgicamente esta deliberada manipulación cuyos autores visibles y los que se esconden detrás de las cortinas, se esfuerzan en difundir mentiras y acusaciones graves y groseras para alcanzar objetivos políticos indignos".
Bir Lehlu (Territorios Liberados), 31/10/2011 (SPS)

Lisboa: 5ª Conferência Sindical Internacional de solidariedade com o Sahara Ocidental



Nos dias 27 e 28 de Outubro, realizou-se, em Lisboa, a 5ª Conferência Sindical Internacional de Solidariedade com os Trabalhadores e o Povo Saharaui. Esta Conferência foi organizada por um Comité Preparatório, constituído por várias centrais sindicais, a saber: CGTP-IN, Portugal; UGT e CC.OO, Espanha; UGTA, Argélia; CGT, França; CGIL, Itália e UGTSARIO, a central sindical Saharaui.

O Secretário-Geral de UGTSARIO, Cheikh Mohamed, denunciou a cumplicidade de Espanha e França com Marrocos, a violação dos Direitos Humanos e a repressão exercida pelas forças de ocupação marroquinas, fazendo um apelo às organizações sindicais para que difundam o que está a ocorrer nos territórios ocupados, ao mesmo tempo que condenou o sequestro dos três cooperantes europeu nos acampamentos de Tinduf, atribuído à Al Queida do Magrebe.

Kasisa Cherif, Secretário da Relações Internacionais e Cooperação da UGTSARIO,  explicou o triplo trabalho desenvolvido pelo sindicato saharaui: no interior dos territórios ocupados, nos acampamentos e junto da diáspora saharaui, procurando romper o silencio internacional e incentivando a solidariedade.

Interveio também a defensora dos Direitos Humanos Yamila Dambar, irmã do jovem Said Dambar, assassinado a 21 Dezembro e cujo corpo se encontra ainda na morgue do hospital de El Ayun por as autoridades marroquinas se recusarem entregar o corpo à família. Na sua intervenção, explicou em detalhe o que aconteceu e denunciou a situação em que se encontra a sua família. Said está há 10 meses na morgue do Hospital de El Aaiun esperando para ser enterrado porque as autoridades marroquinas se negam a fazer a autópsia como reclama a sua família, pretendendo com isso evitar que seja revelada oficialmente a causa da sua morte: por disparos da polícia saía de um bar após ter visto um jogo de futebol, como revelaram várias testemunhas.

Yamila denunciou também a perseguição e a violência de que é alvo a sua família (a policia e os colonos marroquinos apedrejaram inclusive a sua casa) para os obrigar a firmar a autorização de enterro sem autópsia.


LISTA DE ORGANIZAÇÕES PARTICIPANTES


Organizações Sindicais de estados e países de diferentes continentes:

• Angola: UNTA
• Senegal: CNTS
• Brasil: CUT
• Chipre: PEO
• Estado espanholol:
Confederación Intersindical
CCOO
USO
UGT
CIG (Galiza)
ELA-STV (País Basco)
• Itália: CGIL
• França: CGT
• Portugal:
CGTP-IN
UGT Portugal
• Reino Unido
União de dos Trabalhadores do Reino Unido (TUC)
• Sahara Ocidental
UGTSARIO

Instituições:
• Embaixadora de Argélia em Portugal
• ACTRAV/OIT (Organização Internacional do Trabalho)
• OIT de Portugal
• Deputadas portuguesas do Parlamento Europeu
— Grupo PSE
— Grupo Esquerda Europeia (GUE/EVN)
• CESE

Outras Organizações:
• Movimento Democrático de Mulheres (MDM)
• Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental
• Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC)

domingo, 6 de novembro de 2011

Polícia marroquina agride eurodeputado espanhol Willy Meyer


O eurodeputado espanhol Willy Meyer foi agredido no passado dia 30 de Outubro por efectivos policiais de Marrocos, quando procurava descer do avião que levou a El Aaiún, capital do Sahara Ocidental. Meyer e José Pérez, membro da Asociación Internacional de Juristas por el Sahara Occidental, pretendiam realizar uma visita de vários dias a El Aaiún para verificar a situação dos direitos humanos na antiga colónia espanhola anexada em 1975 por Rabat.

No momento em que deixava a aeronave, foi interceptado por vários polícias marroquinos que o queriam obrigar a regressar ao avião, informou a  Izquierda Unida (IU) em comunicado.

Ao ser empurrado de maneira violenta, o também responsável de Política Internacional da IU caiu nas escadas e sofreu ferimentos no pescoço, denunciou aquela organização política. O comandante do avião que cobre o trajecto entre Las Palmas (Canarias) e El Aaiún invectivou as forças de segurança marroquinas e exigiu-lhes que deixassem Meyer. Recordou-lhes que, além disso, se encontravam sob jurisdição espanhola pelo que não podiam entrar no aparelho.

No terminal da capital do Sahara Ocidental, fortemente rodeada por um cordão militar, esperavam o dirigente da IU vários cidadãos e cidadãs saharauis, entre os quais a conhecida activista Aminatu Haidar.

Meyer, que é também vice-presidente da Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento Europeu, afirmou que irá apresentar uma queixa formal na Procuradoria espanhola.

Em Novembro de 2010, horas antes do brutal desmantelamento do acampamento de Gdeim Izik, o eurodeputado também procurou visitar El Aaiún e também dessa vez o Exército marroquino impediu de sair do avião obrigando-o a regressar a Espanha.

O Cidadão saharaui Mohammed Adihani condenado a 10 anos de prisão efectiva

Mohammed Adihani

No dia  27 de Outubro de 2011 , o Tribunal de Apelação de Salé, Marrocos, em juizo de primeira instância decretou uma dura sentença de 10 anos de prisão efectiva contra o Cidadaos saharaui Mohammed Adihani (25 anos), após o réu ter permanecido vários anos em prisão preventiva, na prisão local.

El preso saharaui Mohammed Adihani fue secuestrado por la policía secreta marroquí sobre las diez y media de la noche del 28 de abril del 2010 en la calle Alhizám de El Aaiún, Sáhara Occidental.

Mohammed Adihani, residente en Italia permaneció en paradero desconocido por un espacio de más de 6 meses antes de aparecer como detenido en la prisión local (Zaki) en Salé, Marruecos, con acusaciones de carácter delictivo.

Según su familia, su hijo les dijo que permaneció en la cárcel secreta de Tamara, próxima a Rabat, Marruecos, donde fue sometido a interrogatorios, torturas y malos tratos por parte de agentes de la inteligencia marroquí, especialmente de los responsables del control de la gestión del territorio nacional (DST marroquí).

La familia del preso saharaui Mohammed Adihani, teme que tras el secuestro de su hijo durante más de 6 meses en la cárcel secreta de Tamara, y su condena a 10 años de prisión, haya motivos de venganza, ya que como ciudadano saharaui residente en Italia , en diciembre de 2009 fue agredido, por ir acompañado de algunos periodistas italianos, que vinieron a cubrir el regreso de la defensora saharaui de los derechos humanos Aminatu Haidar a su ciudad natal, El Aaiún, Sáhara Occidental, después del alejamiento forzoso al que estuvo sometida en el aeropuerto de la isla de Lanzarote en España.

Existem em Marrocos 104 condenados à morte em péssimas condições carcerárias

Mohamed VI, de Marrocos

Com a condenação à morte hoje  (28-10-2011) de Adel Othmani, o pretenso autor do atentado do passado mês Abril no Café Argana de Marraquexe, são já em número de 104 as pessoas condenadas à pena capital em Marrocos.

Embora a última execução em Marrocos date de 1993, isso não tem impedido que os tribunais marroquinos continuem a pronunciar condenações à morte: só 2011 já lá vão cinco, incluindo a de hoje.

La Coalición marroquí contra la pena de muerte (CMCPM) denunció recientemente que la aprobación de la Ley Anterrorista en 2005 supuso un empeoramiento de la situación, pues al amparo de esta ley ha habido ya 18 condenas a muerte por delitos relacionados con el terrorismo, todos ellos de signo islamista.

Además, también delitos comunes como la violación y asesinato de menores también han sido castigados con la pena capital, y se han registrado dos sonadas condenas a muerte a sus autores en los últimos años.

Salvo dos mujeres entre los condenados a la pena máxima, el resto son hombres y se encuentran en el "corredor de la muerte" de la Prisión de Kenitra (40 kilómetros al norte de Rabat), donde las asociaciones de derechos humanos no reciben permiso para visitarlos desde 2007, pese a sus múltiples tentativas.

El presidente de la CMCPM, Abderrahim Yamai, denunció en declaraciones a Efe la condición "escandalosa" en que se encuentran todos estos reos, según informaciones concordantes: "Su estado es escandaloso, están aislados, no tienen derecho a contactar con el entorno exterior de la prisión y tampoco con sus familias, y hay una falta grave de atenciones mínimas para los que están enfermos".

La CMCPM, apoyada por varios organismos marroquíes pro derechos humanos, así como Amnistía Internacional, ha emprendido una campaña para sensibilizar a los partidos políticos marroquíes y que incluyan la abolición de la pena capital entre sus programas electorales ante los comicios del 25 de noviembre.

Pese a ello, Yamai dudó de que los partidos lo incluyan entre sus prioridades políticas, porque la opinión pública marroquí no está lo bastante sensibilizada "y los partidos podrían perder votos", reconoció.

El juicio a Othmani había sido visto como un "termómetro" sobre el clima de reforma democrático pregonado por el Palacio y el Gobierno marroquí tras la aprobación de la última constitución, en particular en lo referente a los avances a los derechos humanos, pero por el momento estos avances no pasan por la vigencia de la pena de muerte.

EFE - 28-10-2011 

Parlamento Saharaui é membro observador permanente no Parlamento Andino


O plenário do Parlamento Andino decidiu aceitar, por unanimidade dos seus membros, o ingresso do Conselho Nacional Saharaui, no referido organismo na "qualidade de Membro observador Permanente", segundo informouhoje o Ministerio de Exteriores para América Latina.

El acuerdo logrado en resolución 34 del XXXIX Periodo Ordinario de Sesiones, celebrado el Miércoles 26 de Octubre en ciudad de Bogotá da la bienvenida al Consejo Nacional Saharaui para "estrechar lazos de cooperación y coordinación institucional con el Parlamento Andino" y en "avanzar en la consolidación de un espacio político de diálogo y concertación, basado en el marco de una agenda multidimensional".

Bogotá, 27/10/2011 (SPS)

Polisario pede ao Conselho de Segurança que não permita a Marrocos bloquear as negociações

Ahmed Bujari, representante da F. Polisario junto da ONU

A Frente Polisario pediu hoje ao Conselho de Segurança que não permita que Marrocos bloqueie uma nova ronda de conversações informais para tratar de impulsionar o processo de paz no Sahara Ocidental, e advertiu uma vez mais sobre a situação dos direitos humanos na ex-colónia espanhola.

Em carta enviada hoje à embaixadora nigeriana U. Joy Ogwu, presidente em exercício do Conselho de Segurança, o representante do movimento saharaui junto das Nações Unidas, Ahmed Bujari, considera "totalmente inaceitável" que Marrocos esteja bloqueando uma nova ronda de conversações informais.

"El Frente Polisario está extremadamente preocupado porque el Consejo de Seguridad ha permitido a Marruecos obstruir los recientes esfuerzos del enviado especial de la ONU para el Sáhara Occidental, Christopher Ross, para dar un nuevo impulso al proceso de paz", afirma Bujari en la misiva, a la que tuvo acceso Efe.

El representante del pueblo saharaui ante la ONU envió la carta a la embajadora nigeriana un día antes de que se celebre una nueva reunión del Consejo de Seguridad en la que el embajador Ross informará a los miembros del organismo sobre la situación en el Sáhara Occidental.

El Frente Polisario insta al Consejo de Seguridad a reiterar a todas las partes la importancia de que se cumpla lo estipulado en la resolución 1.920 y demuestren "voluntad política" para seguir avanzando y permitir que la agenda de las negociaciones incluya "las posiciones de todos".

En su carta, Bujari consideró que "el actual bloqueo responde exclusivamente a la negativa de Marruecos a iniciar conversaciones que no partan de su propuesta de autonomía, una posición que busca eliminar la opción de la independencia y la autodeterminación" recogidas en resoluciones del Consejo de Seguridad y la Asamblea General.

Así, el Frente Polisario hizo un llamamiento al Consejo de Seguridad para que haga énfasis en las recomendaciones recogidas en el informe del secretario general en abril para que las partes busquen puntos de acuerdo en torno a la necesidad de "obtener la aprobación del pueblo saharaui sobre cualquier acuerdo".

Bujari aboga también en su carta por la celebración "lo antes posible" de una consulta popular a partir de las listas de votantes compiladas por la comisión de identificación de la Misión para el Referéndum en el Sahara Occidental (Minurso).

El Polisario recuerda que en los últimos meses los miembros del Consejo de Seguridad han apoyado las protestas de la "primavera árabe", una ejemplo claro, según el representante polisario de que cualquier solución política para el Sáhara Occidental debe reflejar la voluntad de su pueblo "si quiere ser creíble y duradera" a largo plazo.

Por otro lado, denunció que la situación de los derechos humanos "continúa deteriorándose", al tiempo que consideró que Marruecos "intensificó" el estado de sitio en El Aaiún.

Bujari se refirió también la necesidad de implementar un mecanismo para supervisar la situación de los derechos humanos en el Sáhara Occidental que sea "permanente, independiente e imparcial" y que recaiga en manos de la Minurso, tal como recomendó la Oficina del Alto Comisionado de Naciones Unidas para los Derechos Humanos.

A finales de julio, Marruecos y el Frente Polisario concluyeron en Nueva York su octava ronda de conversaciones informales sobre el futuro del Sahara Occidental en la que quedó patente su imposibilidad para acercar sus posturas sobre el conflicto.

Marruecos, que ocupó el Sahara Occidental en 1975, sostiene que la autonomía para la zona dentro de su Estado es la única salida viable para el conflicto, mientras que el Polisario apuesta por la celebración de un referéndum en el que los saharauis puedan votar también por la independencia.

Nações Unidas, 25 de Outubro de 2011 (EFE)

Três cooperantes europeus sequestrados nos acampamentos saharauis de Tindouf


O Ministério da Defesa saharaui pôs em marcha uma vasta operação para a captura dos assaltantes e a libertação dos três sequestrados
Os cooperantes espanhóis Ainoa Fernández Rincón e Enric Goyalons, e a italiana Rossella Urru foram sequestrados Sábado, dia 22 de Outubro, nos acampamentos de refugiados saharauis situados em Tinduf (Argélia), segundo um comunicado do Ministério da Informação da RADS. Os acontecimentos ocorreram às 23:54 horas quando um grupo de cinco homens armados irrompeu no Protocolo de Rabuni, lugar de residência dos cooperantes estrangeiros, depois de terem agredido e maniatado um dos guardas das instalações. Por indícios encontrados no local, levanta-se a hipótese de que um dos sequestrados, Enric Gonyalons, da ONG Mundubat, possa estar ferido, desconhecendo-se a sua gravidade.

Uno de los trabajadores saharauis, miembro del equipo de Oftalmología del Ministerio de Sanidad saharaui, Omar Ahmed Mohamed, fue trasladado al hospital General de Bolla e intervenido de urgencia al recibir un disparo en el cuello durante el asalto, cuando intentaba evitar el secuestro tras una llamada telefónica de socorro enviada por Ainoa. Su situación actual es estable, según confirmó el Director de su servicio, Hamudi Mojtar, que lo acompañaba cuando su vehículo fue tiroteado.

Los secuestradores huyeron en un todoterreno, al que se unió otro vehículo que estaba vigilando, siendo perseguidos por el turismo de un civil que se encontraba en el lugar, pero que no pudo seguir su rastro porque su coche no estaba preparado para circular por pistas de tierra. Tras unos primeros momentos de confusión, debido a lo inesperado de los acontecimientos, se puso en marcha todo el aparato de seguridad del Estado saharaui; que blindó los espacios de residencia de los trabajadores extranjeros dedicados a la atención humanitaria de la población refugiada e inició la búsqueda del vehículo de los secuestradores.

Inmediatamente se convocó un gabinete de crisis, encabezado por el presidente de la RASD, Mohamed Abdelaziz, cuyo objetivo es localizar a los asaltantes y liberar a los tres cooperantes secuestrados, para lo que se ha puesto a disposición de las fuerzas de seguridad todos los medios del Ministerio de Defensa y del resto de las instituciones saharauis. El gabinete sigue reunido en la Presidencia de Gobierno, situada en Rabuni. Hasta el momento se desconoce las motivaciones del secuestro.

El Director de Seguridad de la RASD, Mohamed Akeik, ha transmitido en nombre del Gobierno saharaui su solidaridad con las familias de los secuestrados, confirmando que el operativo que persigue a los secuestradores hará todo los esfuerzos necesarios para conseguir liberarlos sanos y salvos. “El Frente Polisario ha tomado todas las medidas necesarias para que los cooperantes extranjeros se sientan tranquilos”. Confirmó además que el Gobierno saharaui ha informado de los hechos a las embajadas de Italia y España en Argel y está en contacto con las mismas.

Por su parte, la cooperante Bárbara Magdalena, de MPDL, que recibió junto a otros cooperantes la llamada de Ainoa, condenó los hechos y confirmó que, aunque están muy preocupados por sus compañeros, la situación actual es de calma y de completa seguridad. Ainoa, integrante de la Asociación de Amigos del Pueblo Saharaui de Extremadura, lleva dos años en los campamentos desarrollando un proyecto de promoción de huertos para garantizar la seguridad alimentaria de los refugiados. Por su parte, Enric lleva en los campamentos desde Enero con la organización MUNDUBAT y Rossella desde hace tres años.
(SPS) - Chahid El Hafed, 23 de Outubro de 2011 

Uma má notícia: Guatemala, Marrocos e Paquistão, novos membros do Conselho de Segurança


Guatemala terá assento pela primeira vez durante 2012-2013 como membro temporário do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para que também foram eleitos Marrocos, Paquistão, Togo e Eslovénia, decidiu hoja a Assembleia Geral da ONU.

El presidente de ese órgano, el diplomático catarí Nasir Abdulaziz Al Naser, comunicó que la candidatura de Guatemala -sin competencia con ningún otro país de la región- obtuvo 191 votos favorables, ninguno en contra y dos abstenciones, del total de 193 países que votaron.

Guatemala sustituirá así desde el primero de enero de 2011 a Brasil, que concluye su mandato el 31 de diciembre próximo y que es un país que ha formado parte del máximo órgano de decisiones de Naciones Unidas en diez ocasiones y que pelea porque en su futura reforma pueda ser uno de los permanentes.

"Es un momento muy especial e histórico", dijo al término de la elección el canciller guatemalteco, Haroldo Rodas, quien apuntó que estar en el Consejo y obtener el respaldo mayoritario de los países de la ONU "es un triunfo del presidente Álvaro Colom, del ministerio de Relaciones Exteriores y de la Misión ante Naciones Unidas".

Rodas señaló que su país es uno de los fundadores de Naciones Unidas y que "siempre ha participado en todos sus esfuerzos y ha estado interesado en la resolución pacífica de los problemas en todo el mundo y en Centroamérica".
Asimismo dijo que Guatemala "se pronunciará en las próximas semanas" sobre uno de los asuntos que domina ahora la agenda del Consejo, como es la solicitud de la Autoridad Nacional Palestina para incorporarse como el estado 194 a la ONU.

Guatemala, dijo, propicia "una solución pacífica y negociada entre israelíes y palestinos, y apoya el principio de la creación de dos Estados" que puedan vivir en paz y seguridad.

Guatemala compartirá con Colombia durante el próximo año, como integrantes del grupo regional de Latinoamérica (GRULAC), dos asientos de miembros no temporales del Consejo, integrado por quince países, de los que cinco (EEUU, Francia, Reino Unido, Rusia y China) son permanentes y con derecho de veto.
En la votación de hoy también fueron elegidos Marruecos (151 votos a favor) y Pakistán (129 votos favorables) para sentarse como miembros temporales del máximo órgano de decisiones de la ONU, por los grupos africano y de Asia-Pacífico, respectivamente.

Ese resultado fue vivido como un gran triunfo por la delegación marroquí, encabezada por su ministro de Exteriores, Taib Fasi Fihri, quien aseguró que "Marruecos defenderá los intereses vitales de África en el Consejo".
Marruecos, que ya ha sido parte del Consejo en los períodos 1963-1964 y 1992-1993, agradeció a los países africanos y árabes que "hayan renovado su confianza y apoyado" su candidatura, al tiempo que consideró que en ello había contado su "estabilidad" y su "evolución democrática y de progreso social".

La candidatura marroquí había sido criticada por el Frente Polisario, cuyos representantes consideran que su presencia en el Consejo puede suponer un conflicto de intereses ya que es un órgano que tiene en su agenda de trabajo la resolución del conflicto del Sáhara Occidental, del que son parte.
"Marruecos también formó parte del Consejo de Seguridad hace veinte años y ya existía la situación del Sahara Occidental", dijo Fihri, que aseguró que su país "estará a la altura del reto".

Después de tres votaciones sin conseguir la mayoría necesaria de dos tercios, Togo aunó 131 votos, y se convirtió en el otro país africano que estará en el Consejo para el próximo bienio, mientras que Eslovenia necesitó de cuatro rondas para conseguir 99 apoyos (mayoría simple) y ser el representante de Europa oriental.

La Asamblea General renueva cada año cinco de los diez puestos no permanentes del Consejo, que se dividen por regiones geográficas entre Europa Occidental y Otros, Europa Oriental, África, Asia y Pacífico, y América Latina y el Caribe.

Tras la elección, el máximo órgano de decisiones de la ONU queda formado por los cinco permanentes más Colombia, Alemania, India, Portugal y Sudáfrica (cuyo mandato concluye a fines de 2012) y los recién elegidos Guatemala, Marruecos, Pakistán, Togo y Eslovenia hasta fines de 2013.

Los elegidos este viernes relevarán desde el primero de enero de 2012 a Bosnia-Herzegovina, Brasil, Gabón, Líbano y Nigeria.

Elena Moreno  Naciones Unidas, 21 de Outubro de 2011(EFE)

O activista saharaui dos direitos humanos Luali Ameidan posto em liberdade após cinco anos de prisão


Elwali Ameidan foi posto em liberdade no dia 13 de Outubro, após ter passado 5 anos na prisão. Elwali é um jovem de apenas 25 anos. Nascido em 1986 no seio de uma família muito nacionalista, desde muito cedo participou em diferentes protestos e manifestações pelo Direito à autodeterminação do seu Povo.

La primera vez que fue detenido se remonta a septiembre de 2005, debido a su participación en las manifestaciones durante la conocida Intifada Saharaui. Su libertad llegó seis meses mas tarde, en marzo de 2006.

Pero esta libertad poco le duró ya que volvió a ser detenido el 12 de octubre del mismo año.

Acusado de haber quemado la cinta de fosfatos que expolia las minas de FosBucraa, fue condenado a 5 años de prisión, sin prueba alguna y siendo inocente de tal delito.

Elwali ha cumplido su condena primero en la Cárcel Negra de El Aaiún y posteriormente en la cárcel de Tarudant, al este de Marraquech.

Tras esta grave detención absolutamente política, y habiendo cumplido 5 años de condena por el simple hecho de ser saharaui, hoy Elwali Ameidan vuelve a ser libre y regresará junto a su familia a su ciudad natal, El Aaíún.

Mañana, viernes día 14, en la ciudad ocupada de El Aaiún, en la casa de su familia, se celebrará su recibimiento.

Fonte: Sahara Thawra

Frente Polisario critica duplicidade da ONU em relação ao Sahara Ocidental


O líder da Frente Polisario, Mohamed Abdelaziz, criticou a duplicidade das Nações Unidas quando intervem em nome da protecção de civis e fecha os olhos ante o conflito no Sahara Ocidental.Denunciou que a ONU ignora o que se passa no território, onde os civis sofrem  agressões e violações dos seus direitos por parte das autoridades marroquinas de ocupação.

En una carta dirigida al secretario general de la organización mundial, el también presidente de la República Árabe Saharaui Democrática (RASD) considera que esa actuación de la ONU resulta injustificada, ilegal e inmoral.

El mensaje, conocido este viernes aquí, pide a Naciones Unidas que aplique sanciones contra Marruecos hasta que su gobierno cumpla con las resoluciones sobre el Sahara Occidental y ponga fin a su política colonial en ese territorio.

Sería una vergüenza que la comunidad internacional se quede de espectadora ante las graves y flagrantes violaciones de los derechos humanos en un territorio considerado zona de conflicto internacional y en contra de una población indefensa, agrega.

La carta de Abdelaziz recuerda que el Sahara Occidental está bajo responsabilidad directa de la ONU y en espera de su descolonización y del ejercicio del derecho inalienable a la autodeterminación y a la independencia.

La semana pasada, la Cuarta Comisión de la Asamblea General de la ONU ratificó ese derecho del pueblo del Sahara Occidental y la validez de todos los acuerdos adoptados por la organización sobre esa excolonia española.

El Polisario y Marruecos sostienen desde 2007 conversaciones informales auspiciadas por la ONU para tratar llegar a una negociación oficial sobre el problema saharaui y la ocupación marroquí.

Se trata de lograr "una solución política justa, duradera y mutuamente aceptable que conduzca a la libre determinación del pueblo del Sahara Occidental", según la resolución aprobada por la Cuarta Comisión a propuesta del Comité de Descolonización.

La ONU tiene el compromiso de realizar un referéndum en ese territorio y desde 1991 estableció allí una misión (Minurso) integrada ahora por unos 230 efectivos procedentes de 30 países.

El Sahara Occidental está incluido en la lista oficial de 16 territorios no autónomos reconocidos como tales por el Comité de Descolonización.
14 de Outubro de 2011 – Prensa Latina