domingo, 3 de dezembro de 2017

Apresentação do relatório do processo de Gdeim Izik no Parlamento Europeu



A ‘Fundación Sahara Occidental’ apresentou no passado dia 28 de novembro de 2017 no Parlamento Europeu, no âmbito das Jornadas sobre “violações de direitos humanos no Sahara Ocidental”, organizadas pela eurodeputada Paloma López, o relatório sobre todo o processo judicial do grupo de presos de Gdeim Izik

A jornada começou com apresentação por parte da Eurodeputada Paloma López. Seguidamente interveio Rosario García Díaz, Diretora da ‘Fundación Sahara Occidental’ e observadora internacional, que apresentou o relatório do processo judicial de Gdeim Izik.
Depois tomou a palavra a Médica-forense Ana Flores que afirmou que os relatórios médicos-forenses realizados pelo Estado marroquino não cumprem o Protocolo de Istambul já que, entre outros pontos, os referidos exames médicos não foram levados a cabo por médicos independentes.

Depois tomou a palavra a portuguesa Isabel Lourenço, da ‘Fundación Sahara Occidental’ e colaboradora do website  porunsaharalibre.org que explicou qual é a situação atual em que vivem os presos de Gdeim Izik, assim como os restantes presos políticos saharauis: dispersão por várias prisões marroquinas, falta de assistência médica, recusa de direito a visitas, maus tratos constantes, etc.

A Sra. Ingrid Metton acrescentou mais detalhes sobre as irregularidades cometidas pelo Estado marroquino durante o processo judicial contra o grupo de Gdeim Izik.
No mesmo sentido ocorreram as intervenções seguintes, tanto por parte da Sra. Claude Mangin (esposa de Naama Asfari, preso do grupo de Gdeim Izik), como de Sidi Talebbuuia (da Asociación Profesional de Abogados Saharauis em Espanha) e de Hassana Aalia (ativista dos direitos humanos).

Os presentes na sessão puderam assistir à transmissão do documentário “El campamento de la Resistencia Saharaui”. O acto contou com a presença de Isabel Terraza, testemunha do brutal desmantelamento do acampamento da dignidade de Gdeim Izik.


Eis o texto do relatório:


sábado, 2 de dezembro de 2017

Guterres designa Colin Stewart como representante especial para o Sahara Ocidental e Chefe da Minurso

Nova Iorque, 1 de dezembro de 2017 (SPS)-. O secretario-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou esta sexta-feira a nomeação de Colin Stewart (do Canadá) como representante especial para o Sahara Ocidental e chefe da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO).

Stewart sucede a Kim Bolduc (tambiém canadiana), que completou a sua missão no passado dia 22 de novembro. O secretário-geral agradeceu a Bolduc a sua sólida liderança e perseverança ao longo do seu mandato.

Stewart - con mais de 25 anos de experiencia em questões de paz e segurança e assuntos internacionais -, foi chefe adjunto e chefe de Gabinete da Oficina das Nações Unidas para a União Africana (UNOAU) em Addis Abeba. Ocupou vários postos em várias missões das Nações Unidas no terreno, tendo sido chefe de Estado em funções e chefe de Assuntos Políticos da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) (2007-2009). De 1999 a 2004, ocupou sucessivamente a Missão das Nações Unidas em Timor Oriental (UNAMET), a Administração de Transição das Nações Unidas em Timor Oriental (UNTAET) e a Missão de Apoio das Nações Unidas em Timor Oriental (UNMISET). De 2004 a 2006, representou o Centro Carter A Cisjordânia e Gaza ena República Democrática do Congo.

Nascido em 1961, Stewart é licenciado pela Universidade Laval, no Canadá. Foi diplomata pelo seu país e funcionário do serviço exterior de 1990 a 1997.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Presidente da República Saharaui no almoço em honra dos chefes de Estado e de Governo que participam na Cimeira UA-UE



Abidjam (Costa do Marfim), 29/11/2017 - O Presidente da República e Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Gali, participou hoje no almoço organizado pelo presidente da Costa do Marfim, Lasan Ouattara, em honra dos chefes de Estado e de Governo presentes na Quinta Cimeira União Europeia-União Africana.

A Cimeira que se realiza entre hoje e amanhã naquela capital afriacna, conta com a presença de mais de 83 chefes de Estado e de governo de ambos os continentes.

A Cimeira deverá abordar "as estratégias comuns da UE e da UA para enfrentar os desafios que enfrentan ambas as partes". Na coimeira será abordado o desafio da paz e da segurança, aprofundar-se a cooperação na lucha contra o terrorismo.

A delegação saharaui reiterará a necessidade de uma maior colaboração internacional para concretizar a autodeterminação do povo  saharaui.

Esta cimeira euroafricana é a primerira em que participa a RASD, convidada para o magno evento após uma intensa batalha diplomática.



A presença da (RASD) na cimeira constitui uma mensagem clara para Marrocos, um ano depois da sua admissão na UA, assim como uma prova evidente de que  UA apoia sem rodeioa a descolonização do Sahara Ocidental e respeita os princípios de sua Carta Constitutiva.

O Presidente da República saharaui chegou ontem a Abidjam acompanhado pelo ministro de Estado e conselheiro da presidência, Bachir Mustafa Sayed, o coordenador com a MINURSO, Mhamed Khadad, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Salem Ould Salek, a secretária-geral da União de Mulheres, Fatma Mahdi, o ministro delegado para a Europa, Mohamed Sidati, o ministro delegado para África, Hamdi Mayara, o embaixador para a União Africana, Laman Bali, o conselheiro da presidência, Abdati Braica, a conselheira da presidência Sukeina Larabas e Mousa Blal, diretor de África no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

(SPS)- Confidencial Saharaui

Cabo Verde: Brasil, Cabo Verde e Sahara Ocidental levam prémios do festival Plateau


 “O Chá do General” (Melhor Filme de Ficção curta-metragem), “Alegoria da Dor” (Melhor Filme Documentário curta-metragem), “Life is Waiting, Referendum and Resistance in Western Sahara” (Melhor Filme Documentário longa-metragem), “HomeStay” (Prémio Revelação Nacional) e “Canhão de Boca” (Menção Honrosa) são os filmes premiados na VI edição do Plateau – Festival Internacional de Cinema.

Foram cinco os filmes que o júri desta edição do festival Plateau decidiu premiar. Três curtas-metragens e duas longas, sendo que quatro dos filmes são documentários.

São do Brasil duas das obras distinguidas: a curta-metragem de ficção “O Chá do General, de Bob Yang (sobre a relação entre um avó e um neto que superam as barreiras linguísticas e geracionais de comunicação) e a curta documental “Alegoria da Dor”, de Matheus Vianna (“um ensaio sobre a dor movido pela memória” e que já tinha vencido nesta mesma categoria no VIII Los Angeles Brazilian Film Festival).



O prémio de Melhor Filme Documentário em longa-metragem foi para “Life is Waiting: Referendum and Resistance in Western Sahara. Realizado por Iara Lee em 2015 este filme retrata a longa e invisibilizada luta do povo saharaui pela auto-determinação.

Cabo Verde viu dois documentários distinguidos. A curta-metragem “HomeStay”, realizado pela jovem maiense Lolo Arziki, saiu com o Prémio Revelação Nacional. O filme é sobre as experiências de um projecto de turismo domiciliar realizado no Ilha do Maio com mulheres chefes de família e ganhou em Agosto passado o Prémio Estreia Mundial Televisão no Avanca Film Festival, em Portugal.

O júri atribui ainda uma menção honrosa que foi para “Canhão de Boca”, de Ângelo Lopes, cujo projecto de produção vencera no ano passado o concurso para financiamento DOC TV da CPLP.O júri decidiu este ano não atribuir os prémios de Melhor Longa-metragem de Ficção, Melhor Filme de Ficção Cabo-verdiano e Melhor Documentário Cabo-verdiano.
Foram quarenta os filmes seleccionados para esta edição do Plateau e exibidos ao longo dos quatro dias da mostra competitiva.
Ivan Santos, director de Cultura da Câmara Municipal da Praia e coordenador da produção do festival avaliou positivamente esta edição do Plateau, “de modo geral”, mas admitiu que persiste o desafio de ter mais público na sala. Atribuindo o facto à falta de hábito do público nacional em consumir cinema alternativo, Santos ainda assim avalia como tendo algum resultado a campanha #NuBaSinema que a produção do festival criou este ano para incentivar os munícipes a comparecerem na mostra.

“De mogo geral, quem foi gostou. Tivemos bom feedback. Foi bom ver principalmente as crianças a encherem a sala em todas as sessões a elas dedicadas. É um público que estamos a formar”, realçou.


Os vencedores da mostra competitiva do Plateau foram anunciados no Domingo, no evento de encerramento do festival.

Fonte: Expresso das Ilhas - Cabo Verde

domingo, 12 de novembro de 2017

Brahim Gali recebe chefe da MINURSO no termo da sua missão




Chahid El Hafed (Acampamentos de Refugiados Saharauis), 10 de novembro de 2017 (SPS) – O presidente da República Saharaui e secretário-geral da Frente Polisario, Brahim Ghali, recebeu sexta-feira na sede da Presidência a representante especial para o Sahara Ocidental e chefe da Minurso, Kim Bolduc, que realizou uma visita de despedida às autoridades saharauis.

A reunião teve lugar na presença do coordenador saharaui com a Minurso, Mhomed Khadad, o qual em declarações no fim do encontro afirmou que tinham sido abordadas com a representante especial para o Sahara Ocidental o trabalho realizado, recordando que o objectivo maior da Minurso continua a ser a organização de um referendo para a autodeterminação do povo saharaui.

Na reunião foi analisada a questão saharaui a nível da ONU, especialmente após a designação do novo enviado pessoal do SG da ONU, Horst Köehler, o qual apresentará ao Conselho de Segurança um relatório após a sua recente visita à região.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Ould Salek assegura que “a República Saharaui e a sua unidade territorial constituem uma linha vermelha”



 Argel, 08/11/2017 (SPS)- O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e membro do Secretariado Nacional da Frente Polisario, Mohamed Salem Ould Salek, afirmou hoje quarta-feira numa conferência de imprensa na sede da embaixada saharaui em Argel, que “a República Saharaui e a sua unidade territorial constituem uma linha vermelha” e que “o povo saharaui está preparado para elevar os desafios”.

 “A solução é acabar com a ilegal ocupação e retirar as tropas concentradas no nosso país, assim como fazer cessar a agressão sistemática que sofre o nosso povo às mãos de quem lhes rouba os seus recursos naturais”, afirmou Ould Salek, antes de reafirmar que a guerra suja “não vergará a vontade do nosso povo em continuar a su luta pela libertação até conseguir a sua independência”

O chefe da diplomacia saharaui, apelou à França a assumir as responsabilidades derivadas da sua política que “contradiz a filosofia e os princípios que inspiraram a Revolução Francesa”, o que implica, segundo Ould Salek, “deixar de apoiar a injustiça contra o povo saharaui e permitir a restauração da paz na nossa região”.

O ministro de Negócios Estrangeiros saharaui afirmou ainda que “os intentos de Marrocos de encurralar a RASD no âmbito da União Africana, fracassaram e sofreram fortes combates”, exemplo disso foram – disse – as sucessivas derrotas do Reino de Marrocos nas reuniões técnicas e especializadas que se realizaram recentemente.

“Atualmente, Marrocos apoiado pela França, pretende frustrar a Quinta Cimeira UE-UA, que terá lugar na Costa do Marfim nos dias 29 e 30 de novembro, apesar das resoluções da UA sobre o assunto e o acordo de ambas organizações continentais”, afirmou o diplomata saharaui.


Finalmente, o chefe da diplomacia saharaui recordou que a causa saharaui obteve grandes vitórias ao longo de 2017, “vitórias que consolidaram a posição da República Saharaui a nível continental e internacional”, acrescentou Ould Salek, que salientou que a frente da luta pela proteção dos recursos naturais, “conheceu uma importante consolidação legal e política na esfera europeia e africana”.

Mohamed VI impõe condições a Guterres para a solução do problema do Sahara




Rabat, 6 nov (EFE).- O rei Mohamed VI de Marrocos fez saber hoje ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, as condições de Marrocos para continuar a procurar uma solução para o contencioso do Sahara Ocidental, num discurso pronunciado no 42.º aniversário da Marcha Verde.

Tal como acontece todos os anos por esta data, o monarca afirmou com firmeza a posição do seu país sobre a sua principal causa nacional: "O Sahara continuará sendo marroquino até ao final dos tiempos, e pouco importam os sacrifícios que seja necessário fazer para que seja sempre assim".

Mas neste discurso, o primeiro na era de António Guterres como Secretário-Geral, o monarca quis deixar claro que Marrocos se compromete "com a dinâmica atual que Guterres pretende", antes de acrescentar: "Assim será enquanto forem respeitados os princípios e fundamentos da posição marroquina", que definiu em quatro eixos.

O primeiro é o mais perentório: "Não é possível nenhume resolução do assunto do Sahara fora da soberania plena e integral de Marrocos sobre o seu Sahara, nem fora da iniciativa de autonomia", descartando assim a opção do referendo de autodeterminação a que se apega a Frente Polisario.

Outra das condições reside em que o Conselho de Segurança "é a única instância internacional encarregada de supervisionar o processo de solução", o que equivale a descartar outros órgãos da ONU, e igualmente a União Africana e outros fóruns.

Nas votações do Conselho de Segurança, Marrocos conta sempre com o apoio inquebrantável da Francia, o que lhe permitiu no passado suavizar o tomde de algumas resoluções ou diretamente apagar críticas contidas em alguns relatórios sobre a política marroquina.

Outra condição imposta pelo rei é "a recusa categórica (...) a toda a proposta obsoleta para desviar o Plano de Resolução dos parâmetros de referência fixados ou incluir abusivamente outros temas, que devem ser tratados pelas instâncias competentes".

Com esta afirmação, Mohamed VI refere-se aos intentos da Polisario, que encontraram eco em vários países, de incluir uma função de vigilância dos direitos humanos nas atribuições da missão da ONU o Sahara (MINURSO), algo que Rabat se opôs ferozmente.

Segundo o discurso marroquino dos últimos anos, a MINURSO deve limitar o seu mandato a observar o cessar-fogo, avançar com a limpesa de minos no terreno e propiciar visitas entre familiares de um e outro lado do muro de segurança, sem qualquer responsabilidade política.

A mensagem de Mohamed VI a António Guterres, muito explícita, tem lugar quando o novo Enviado Pessoal de Guterres para o Sahara, Horst Köhler, ainda não entregou ao Conselho de Seguranla o relatório da sua visita à região empreendida durante grande parte de outubro, um relatório que tem previsto entregar a 22 de novembro.

Durante esse primeiro périplo após a sua nomeação em agosto, Köhler não visitou o Sahara Ocidental controlado por Marrocos (que inclui a maior parte do território), e limitou a sua viagem a Rabat, Argel, Tindouf (sede da Frente Polisario em território argelino) e Madrid, sem que se saiba nada das suas conclusões.

No discurso de hoje, Mohamed VI não menciona Köhler pelo seu nome antes afirma que Marrocos está disposto a "cooperar com o Enviado Pessoal", mas sempre segundo as condições de Rabat.

Marruecos teve uma relação muito tensa com o anterior Enviado Pessoal, o norte-americano Christopher Ross, a quem acusava de parcial e favorável à Polisario: tendo num primeiro momento lhe retirado a sua confiança, mas como Ban Ki-moon o manteve no seu cargo, então Marrocos humilhou-o proibindo-o de pôr os pés em El Aaiún e em nenhum território controlado por Marrocos.


No papel, Marrocos acredita que Guterres será mais próximo das suas teses que Ban Ki-moon, mas em qualquer caso, e para que as coisas fiquem claras, hoje o monarca preferiu pôr a claro as suas condições. EFE

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Relatório do governo norte-americano defende que as medidas de represália de Marrocos minaram o funcionamento da MINURSO




Washington, 05 de novembro de 2017 (SPS/APS)- As medidas de represália impostas por Marrocos à Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) tiveram o efeito de pôr em perigo o funcionamento desta missão da ONU, impedindo-a de cumprir com os seus deveres, refere um relatório do executivo norte-americano dado a conhecer na passada sexta-feira.

“Em março (2016), o governo marroquino anunciou uma série de medidas que comprometeram a capacidade da MINURSO para realizar as suas funções”, afirma este relatório de balanço sobre a participação dos EUA na ONU em 2016, dirigido ao Congresso.

O Presidente dos EUA, em virtude da Lei de 1945 sobre a participação dos Estados Unidos na ONU tem que apresentar pelo menos uma vez ao ano ao Congresso, uma exposição detalhada sobre as principais atividades dos Estados Unidos nas Nações Unidas.

O relatório, que ilustra o alcance do compromisso dos EUA com as Nações Unidas, refere que estas medidas afetaram “a componente civil da MINURSO, incluindo o seu segmento político” cujo número conheceu “uma redução significativa”.

A este respeito, o documento da Administração norte-americana recorda o cancelamento da contribuição voluntária de Marrocos para a operação da MINURSO.

A renovação do mandato da MINURSO em 2016 esteve rodeada de incertezas como cenário de fundo depois da expulsão do pessoal civil da MINURSO. A ex-embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Samantha Power, afirmou depois da votação que a renovação era “polémica” e um “grande desafio” para o Conselho de Segurança da ONU.

Samantha Power afirmou que o Conselho de Segurança tem “a responsabilidade de proteger a integridade do mandato da missão da ONU para a realização do referendo no Sahara Ocidental”.

O ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou no seu último relatório sobre o Sahara Ocidental em 2016 que o mandato outorgado a esta missão é para vigiar o cessar-fogo e  para realizar um referendo de autodeterminação neste território não autónomo.


No relatório era especificado que este mandato se define nas sucessivas resoluções do Conselho de Segurança, rejeitando assim as interpretações erróneas de Marrocos, que quer limitar a missão da MINURSO à vigilância do cessar-fogo e às questões militares.

Frente Polisario destrói 2.500 minas anti-pessoal




Tifariti (Sahara Ocidental), 4 de novembro de 2017 (SPS/Contramutis) - A Frente Polisario destruiu ante representantes internacionais 2.500 minas anti-pessoal e antitanque, recolhidas nos territórios libertados do Sahara Ocidental, especialmente ao longo do muro marroquino de 2700 quilómetros que divide o território.

A operação de destruição, realizada no dia 4 de novembro, teve lugar em Tifariti, localidade situada nos territórios sob controlo da Polisario e que foi bombardeada por Marrocos no dia em que foi firmado o cessar-fogo, a 6 de setembro de 1991, após dezasseis anos de guerra.

Ante autoridades militares saharauis, como o ministro da Defesa e o Chefe da 2.ª Região Militar,  e de representantes do Serviço de Ação contra s minas das Nações Unidas (UNMAS), da MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental), do Apelo de Genebra, foram destruídas 2.300 minas anti-pessoal VS-50, 100 SB-33, 100 M-966 e 8 minas anticarro BPRB-M3.

Com esta ação, a Frente Polisario já destruiu desde 2006  15.508 minas e tem previsto inutilizar outras 4.985 em 2018.

O chefe das tropas de reserva saharauis, Mohamed Lamín Buhali, referiu que a vontade do governo da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) é continuar a aplicar os acordos em matéria de destruição de minas, tema sobre o qual Marrocos nunca se quis implicar.

Mohamed Lamín, ex-ministro da Defesa, afirmou que na parte ocupada do Sahara Ocidental continuam colocadas ao longo do muro milhares de minas, que são transportadas pelas águas ao longo do leito dos rios e se convertem em armadilhas mortais para a população saharaui que se desloca livremente na parte libertada do Sahara Ocidental.

Pascal Bongar, diretor jurídico do Apelo de Genebra, afirmou que estavam ante una “demonstração clara da vontade da Frente Polisario de colaborar na destruição e limpeza das minas”, que semeiam o terror, em particular na libertada do Sahara Ocidental.

Disse que nos últimos anos as minas causaram 34 vítimas na zona libertada e o facto de Marrocos não querer firmar o acordo do Apelo de Genebra “é uma demonstração de que não quer colaborar no processo de paz”.



quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Universidade Popular dos Movimentos Sociais de Boaventura de Sousa Santos teve lugar nos acampamentos de refugiados saharauis




02 Novembro 2017 - A Universidade Popular dos Movimentos Sociaius, que dirige o pensadore académico português Boaventura de Sousa Santos dedica a sua edição de 2017 ao processo de descolonização do Sahara Ocidental. O ano passado a Universidade Popular teve lugar no Brasil.

Este anos os trabaljos decorreram nos dias 30 e 31 de outubro nos campos de refugiados saharauis junto à cidade (argelina) deTindouf. A abertura teve início com uma videoconferência de Boaventura Sousa Santos que se dirigiu aos organizadores e ao povo saharaui.

O grupo académico que dirigiu esta edição era integrada pelo professor Juan Carlos Gimeno diretor do Departamento de Antropología da UAM, Maria Paula Meneses vice-reitora do Centro de Estudos Sociais, CES, da universidade de Coimbra, Elodia Hernández León, vice-reitora da Universidade de Olavide Sevilha e pelo reitor da Universidads saharaui de Tifariti, Jatari Hamudi.

O ato de abertura das jornadas foi presidido pelo Ministro da Educação saharaui, Mohamed Moulud em representação do Primeiro-Ministro do governo da República Saharaui e contou com a presença de várias autoridades das instituições saharauis.
A UPMS realizou a sua edição deste ano em colaboração com o Festival Internacional de Artes por el Sahara ARTIFARITI 2017.

Os eixos em que se centraram os dois dias de trabalho foram os direitos humanos, o papel da arte para a autodeterminação, a educação e o ensino para a autodeterminação e a não-violência para a autodeterminação.

O pensador Boaventura Sousa interveio através de videoconferência explicando os propósitos da UPMS no Sahara Ocidental e encorajou todos a continuar lutando contra o colonialismo histórico que atinge o Sahara Ocidental com a ocupação marroquina do território.



Esta manhã, os trabalhos da UPMS encerraram com a leitura de uma síntese de recomendações, cartas e um memorando de compromisso acadêmico com o processo de descolonização do Sahara Ocidental.

As cartas foram dirigidas à ONU, à UNESCO, ao FÓRUM SOCIAL MUNDIAL, à Frente Polisario e ao mundo académico em geral.



Participaram nos trabalhos vários elementos do mundo académico de vários países, nomeadamente do México, Argentina, Espanha, Portugal, França e Polónia. Vários intelectuais saharauis, investigadores e estudantes da diáspora no exílio participaram nos grupos de trabalho durante os dois dias das jornadas.

Fonte: E. I. C. Poemario por un Sahara Libre / DLRS // Fotos: ARTifariti 2017


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Territórios ocupados: exploração petrolífera ilegal perto de Dakhla




Londres, 30 de outubro de 2017 (SPS)-. O Observatório dos Recursos Naturais saharauis (WSRW) revelou este sábado no seu relatório a existência de operações ilegais de exploração petrolífera levadas a cabo pela segunda vez pela companhia norte-americana Kosmos Energy perto de Dakhla, no extremo sul do Sahara Ocidental ocupado.

Já no seu relatório de fevereiro passado o Observatório advertia que se estavam levando a cabo atividades de prospeção ilegal pela mesma empresa.

No seu último relatório, o WSRW revela que "um navio de exploração offshore e um navio de propriedade da Kosmos Energy realizam, no local de Bir Kara, manobras usadas apenas para determinar as reservas de petróleo". Este local é precisamente o mesmo onde "a empresa norte-americana iniciou as primeiras sondagens de petróleo no Sahara Ocidental".

O Observatório dos Recursos Naturais saharauis sublinha que a Kosmos Energy “manipulou os seus acionistas ao ocultar-lhes documentos de direito internacional que definem o Estado do Sahara Ocidental”.

A Kosmos Energy há anos que tem estado ativa na prospeção e perfuração de petróleo e gás nas costas saharauis ocupadas, com a autorização da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e Minas, um companhia propriedade do Estado ocupante marroquino, recorda  o WSRW.


A exploração da Kosmos Energy nesta área com a autorização das autoridades de ocupação marroquinas “é uma violação das resoluções do Conselho de Segurança, nomeadamente na opinião do ex-Assessor Jurídico do Conselho, Hans Corell, que afirmou que qualquer exportação dos recursos naturais no Sahara Ocidental constituem uma violação do direito internacional, já que esta atividade não está de acordo com a vontade e o interesse do povo saharaui”, conclui o relatório.

domingo, 29 de outubro de 2017

A RASD tomará parte na Cimeira de Associação União Africana-União Europeia que se realiza na Costa do Marfim




Chahid El Hafed (Acampamentos de Refugiados Saharauis), 27 de outubro de 2017 (SPS)- O Ministério de Informação da República Árabe Saharaui Democrática comunica que a RASD recebeu esta sexta-feira, 27 de outubro, um memorandum da Comissão da União Africana que tem por base um memorando da República da Costa do Marfim que convoca todos os Estados africanos sem exceção a participar na V Cimeira da Associação União Africana-União Europeia que terá lugar na capital da Costa do Marfim, Abidjan, nos dias 29 e 30 de novembro de 2017, conforme a decisão do Conselho Executivo (Conselho de Ministros de Negócios Estrangeiros) durante a sua sessão especial realizada em Addis Abeba a 16 de outubro.

O memorando, segundo o comunicado, estabelece que a República da Costa do Marfim garantirá a participação de todos os países e tomará todas as medidas necessárias para que a cimeira se realiza com êxito.

“A República Árabe Saharaui Democrática aproveita a ocasião para felicitar a União Africana e todos os povos africanos, expressando a sua plena confiança de que a cimeira constituirá sem dúvida um êxito e uma oportunidade para fortalecer a associação e a cooperação entre a União Africana e a União Europeia”, refere o comunicado do Ministério da Informação.

“A República Árabe Saharaui também considera que a União Africana, com a sabedoria dos seus líderes e a sua unidade, se se converteu num parceiro respeitável nas suas relações com parceiros estrangeiros”, conclui o comunicado.

A próxima Cimeira da União Africana e da União Europeia que se realizará em finais de novembro na Costa do Marfim, terá por lema “Investir na juventude para um futuro sustentável”.


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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Relatório do Departamento de Estado dos EUA afirma que Marrocos é “o maior produtor e exportador de cannabis”


  
Washington, 24/10/2017 (SPS)- O Departamento de Estado norte-americano defendo num relatório intitulado ‘Branqueamento de dinheiro e crime financeiro’, publicado em março de 2017, que “Marrocos é o maior produtor e exportador no mundo de cannabis, segundo o Departamento das Nações Unidas de Drogas e Crime”, o que supõe que  cerca “de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) de Marrocos” provenha das drogas.

“Representantes do Governo de Marrocos, haviam reconhecido que Marrocos é um ponto de trânsito da Cocaína que provem da América Latina para a Europa”, afirma o relatório, antes de constatar a “deficiência do sistema legal marroquino”, assim como a passividade das autoridades.

Por outro lado, o Departamento de Estado fala do branqueamento de capitais como atividade principal que acompanha o “negócio das drogas”. “Continua a ser possível depositar grandes quantidades de dinheiro em bancos sem que se declare a sua origem”, diz o documento sobre a colaboração do sistema bancàrio marroquino com as operações que efetuam os traficantes com o objetivo de branquear o seu dinheiro.


Finalmente, o documento que trata da questão da droga e do crime financeiro, conclui que a "localização geográfica de Marrocos, como porta de entrada para a Europa, torna o país do Magrebe ideal para operações de trânsito", o que faz com que um grande setor em Marrocos esteja ligado às atividades ilegais, como a produção e exportação de drogas.

Ministra dos Negócios Estrangeiros sueca reitera o apoio do seu governo à causa saharaui




Estocolmo, 25/10/2017 (SPS)- A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallstrom, afirmou que o seu governo “tem um firme compromisso com o apoio da causa saharaui”, negando assim qualquer “retrocesso na  sua postura de defesa do direito do povo saharaui à autodeterminação”.

A ministra, que prestou declarações à revista ‘Sahara Occidental’, pertencente à Associação Sueca de Amizade com o Povo Saharaui, num artígo entitulado ‘Suécia mantem a sua atividade pelo Sahara Ocidental’, negou o retrocesso quanto à implicação do Partido Social-Democrata na defesa do direito do povo saharaui à autodeterminação e independência.

Margot Wallstrom, defende que o “Governo da Suécia, desde 2016 intensificou as suas atividades em favor do Sahara Ocidental” e que sempre manteve “contactos de alto nível com as partes implicadas no conflito, a Frente Polisario e  Marrocos”.

A chefe da diplomacia sueca acrescenta que a presença da Suécia no Conselho de Segurança nos dois últimos anos “abre um novo marco para a nossa política em relação ao Sahara Ocidental” e que a “Suécia defendeu a inclusão dos direitos humanos no mandato da MINURSO”, disse Wallstrom, a qual reitera o apoio do seu país ao “novo enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental”, já que a “sua missão é decisiva para acercar as posições das partes”.

Em relação à proteção dos recursos naturais do Sahara Ocidental, a ministra esclarece que o Governo sueco trabalha no seio da União Europeia “para que se cumpra a sentença do Tribunal Europeu de Justiça”, que impede a exploração das riquezas do Sahara Ocidental sem o prévio consentimento do povo saharaui.


A ministra sueca assevera que a ajuda humanitária que o seu governo concede aos refugiados saharauis conheceu um aumento progressivo e que a “Suécia é um dos maiores doadores do Programa Mundial de Alimentos”.

domingo, 22 de outubro de 2017

Ministério das Zonas Ocupadas e da Diáspora envia condolências pelo falecimento de Jalili Bachir, pai do ex-presidente Mohamed Abdelaziz

Chahid El Hafed (Acampamentos de Refugiados Saharauis), 22 de outubro de 2017 (SPS) - O Ministério das Zonas Ocupadas e da Diáspora enviou uma mensagem de condolências ao povo saharaui pelo desaparecimento físico do pai do ex-presidente e da RASD e SG da Frente Polisario Mohamed Abdelziz.

O defunto pai de Mohamed Abdelaziz nasceu em 1912 no Saguía El Hamra (Sahara Ocidental), tendo pegado em armas armas contra o colonizador espanhol em 1956.

O pai de todos os saharauis foi desde sempre perseguido pelas autoridades de ocupação marroquinas, tendo-lhe sido imposto arresto domiciliário na província de Beni Mel-lal em Marrocos com a sua família, desde 1975 até aos finais dos anos noventa do séulo passado. Jalili Bachir é pai de uma família de militantes.


Jalili Bachir faleceu este sábado 21 de outubro.

Frente Polisario vai interpor uma ação judicial contra a empresa Transavia pelo seu voo Paris-Dakhla




Vitry-sur-Seine, 21 de octubre de 2017 (SPS)- A Frente Polisario interporá uma ação judicial contra a empresa Transavia, que inaugurará na próxima sexta-feira um voo entre Paris e a cidade saharaui ocupada de Dakhla, sábado Gilles Devers, advogado da Frente Polisario no Tribunal Europeu, segundo despacho da APS.

Na próxima quarta-feira apresentaremos uma ação judicial contra a empresa Transavia "para a implementação da sentença do Tribunal Europeu de Justiça que não permite nenhuma transação económica sem o consentimento do povo saharaui, através do seu legítimo representante, a Frente Polisario" , disse o advogado durante os trabalhos da 42ª edição da EUCOCO que se realiza no sábado e domingo em Vitry-sur-Seine, França.

A Transavia Airlines C.V., uma linha aéra holandesa de baixo custo (filial da KLM e parte do grupo Air France-KLM) anunciou a abertura de um voo de Orly a Dakhla.

O Tribunal de Justiça Europeu emitiu uma sentença a 21 de dezembro de 2016 en em que estabelecia a distinção e a separação entre Marrocos e o Sahara Ocidental ocupado e, pela qual, proíbe todo o tipo de acordo, atividade económica ou transação comercial para todos os países membros da UE sem o consentimento do povo saharaui, através do seu legítimo representante, a Frente Polisario.


Por outro lado, Gilles Devers denunciou, numa intervenção que concluiu com uma grande ovação, os intentos de muitos países europeus (Alemanha, Espanha, Portugal e França) de querer eludir a sentença a favor de Marrocos, apelindando-os de “países bandidos que se organizam para violar a lei”.

sábado, 21 de outubro de 2017

POLISARIO sublinha que não existe qualquer atmosfera de negociação devido à intransigência marroquino e ao apoio francês


França,20 de outubro de 2017 (SPS)- O Presidente do Conselho  Nacional Saharaui (Parlamento), Jatri Aduh, sublinhou esta sexta-feira que não existe uma atmosfera de negociação enquanto persistirem a intransigência marroquina, o apoio francês e a sistemática repressão diária dos direitos dos saharauis, detenções arbitrárias, repressão diária e saqueio dos recursos naturais da região.

No discurso que proferiu na Assembleia francesa no âmbito do Encontro parlamentar internacional de Solidariedade com o Povo Saharaui, o também membro do Secretariado Nacional da Frente POLISARIO afirmou esperar que o novo Enviado Pessoal encontre suficiente apoio e compreensão por parte da França para facilitar a sua missão.

O responsável saharaui disse durante o encontro internacional organizado pelo grupo parlamentar Paz e Liberdade para o Povo Saharaui em França que todos os obstáculos, a recusa e a intransigência durante mais de 40 anos por parte de Marrocos e dos que estão por detrás de Marrocos, abortaram graças ao valor, à paciência e à determinação do povo saharaui e à sua resistência sob a direção do seu representante único e legítimo a Frente Polisario, e os que estão por detrás de Marrocos, acrescentou Jatri Adduh, não podem influir na força, no prestígio, e no poder das relações do Estado saharaui e da força que goza dentro da União Africana.

Jatri deplorou o facto de todos os esforços das Nações Unidas desde 1991 não tenham conduzido a nenhum progresso.

Depois de recordar que a Frente POLISARIO aceitou o plano de resolução, aceitou o cessar-fogo e todos os esforços de mediação e continua a cooperar de maneira construtiva com a comunidade internacional, a ocupação marroquino – afirmou – é quem coloca obstáculos a qualquer progresso à solução do contencioso, foi ela quem interrompeu o trabalho da Missão das Nações Unidas para o referendo no Sahara Ocidental, desobedeceu às resoluções das Nações Unidas, fechou o território a todos, recusou o ex Enviado Pessoal Christopher Ross e evitou que o anterior Secretário-Geral das Nações Unidas visitasse a região, e inclusive transformou o Conselho de Segurança num meio na sua mão através do apoio de um membro do Conselho, a França.

O chefe do parlamento saharaui apelou aos deputados franceses e ao público presente no Encontro a trabalhar no sentido de inverter a situação em que a França se colocou a si mesma ao apoiar e proteger a ocupação marroquina e a violação dos direitos humanos e a exploração dos recursos naturais saharauis.
SPS


Ghali recorda ao novo enviado da ONU que o referendo é inegociável




EFE - Campos de refugiados de Tindouf (Argélia) -20/10/2017 -  O presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e SG da Frente Polisario, Brahim Ghali, expressou ao enviado pessoal do secretário geral da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Köhler, a disposição em colaborar na solução do conflito com Marrocos, sempre que seja através da realização do referendo de autodeterminação.

Na sua primeira visita aos campos de refugiados em que vivem os saharauis desde que em 1975 Marrocos ocupou a antiga colónia espanhola, Ghali ofereceu ao ex-presidente alemão uma parada militar antes de se reunir com ele à porta fechada.

Segundo disseram à Efe fontes oficiais saharauis, ambos abordaram a falta de avanços reais que existem desde 2012 devido aos obstáculos de Rabat à consulta popular e  as opções que existem para sair de um marasmo que se prolonga desde há mais de quatro décadas.

Ghali insistiu, por eu lado que as autoridades saharauis não apoiaram plano algum que não inclua o citado referendo, previsto desde o cessar fogo firmado em 1991 com  Marrocos.

De acordo com este argumento, o líder saharaui voltou a apelar para a vontade do Conselho de Segurança da ONU, que exigia maior determinação, coesão e apoio sem fissuras a Köhler para que este possa avançar pela nova dinâmica invocada pelo Secretário-Geral , António Guterres.

"Esperamos que ele tenha sucesso nos seus esforços, com o apoio do Secretário-Geral. E que ele consiga o apoio dos países membros do Conselho de Segurança, em particular dos cinco membros permanentes", disse Ghali em entrevista colectiva posterior.

O presidente saharaui também reiterou que, nesses esforços, a União Africana deve ser incluída, organismos, que afirmou, ser chave para a resolução do conflito.

Köhler desembarcou na quarta-feira no aeroporto argelino de Tindouf, e tomou a estrada para os campos de refugiados, onde se encontrou com representantes da Frente Polisario, a equipa de negociação, as organizações de mulheres e outros atores da sociedade civil.

O ex-presidente alemão, nomeado em setembro passado, também teve a oportunidade de caminhar pelas ruas arenosas e conhecer parte da tradição saharaui e analisar a situação no terreno com a MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental).

Amanhã, planeia visitar as chamadas "zonas libertadas" antes de partir para a Argélia e a Mauritânia, o fim de do périplo que começou terça-feira em Marrocos, onde foi recebido pelo rei Mohamed VI.

A sua viagem não incluirá, no entanto, os territórios saharauis sob ocupação marroquina, sem que se saiba se foi por decisão do próprio Köhler ou por imposição de Rabat, que impediu já impediu anteriormente essa visita ao seu antecessor, Christopher Ross.


Espera-se que o alemão apresente o seu primeiro relatório sobre o Sahara Ocidental dentro de seis meses, documento em que explicará a "nova dinâmica" que o Secretário-Geral da ONU prometeu promover em abril.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Secretariado Permanente do SN da Frente Polisario condena “os intentos de atores externos em prejudicar a unidade e a coesão da União Africana”




Chahid El Hafed, 16/10/2017 (SPS)- O SAecretariado Permanente do Secretariado Nacional da Frente Polisario, condenou em reunião realizada este domingo, e presidida pelo Presidente da República, Brahim Ghali, os graves intentos de atores externos, simpatizantes da tese expansionista marroquina, em atingir a unidade, a coesão e a reputação da União Africana.

O Secretarido Permanente, reitera em comunicado, a firmeza da RASD em relação ao respeito pela Carta Constitutiva da União Africana, assim como aos princípios, acordos de associação com parceiros internacionais e normas que regem os distintos âmbitos.

Por outro lado, as máximas autoridades da Frente Polisario condenaram as sistemáticas violações de direitos humanos dos civis saharauis nas Zonas Ocupadas, cujo último capítulo foi a brutal intervenção contra os familiares dos presos políticos de Gdeim Izik.

O Secretariado Permanente exige a libertação dos presos políticos de Gdeim Izik e de todos os presos políticos saharauis em cárceres marroquinos, cssim como o levantamento do bloqueio imposto sobre as zonas Ocupadas e o termo da pilhagem dos seus recursos naturais.

Finalmente, o Secretariado Permanente aproveitou o aniversário da Unidade Nacional para instar os saharauis a cerrar fileiras em torno da Frente Polisario, único representante do povo saharaui, e prosseguir o caminho traçado no Plano de Acção Nacional do Congreso, até conseguir os objectivos nele traçados e impor a soberania do Estado saharaui sobre todo o território nacional.



domingo, 15 de outubro de 2017

Jovem saharaui violada e degolada por colonos marroquinos na cidade de Dakhla ocupada

Fonte: Equipe Media e Red Maizirat/Territórios ocupados; 15 de outubro de 2017 - Foto cedida pela família

Uma jovem saharaui, familiar de um ativista de direitos humanos, foi assassinada por colonos marroquinos em Dakhla, no extremo sul dps territórios saharauis ocupados, na noite de sábado 14 de outubro.

Segundo informou o defensor saharaui de direitos humanos e vice-presidente do Comité contra a Tortura de Dakhla, El Mahyub Aulad Chej, em chamada telefónica a partir daquela cidade saharaui ocupada, a sua prima Mentu Mint Mohamed Chej desapareceu na noite de sábado 14 de outubro quando saiu da casa de sua família para fazer compras num estabelecimento perto da sua morada.

Ao não regressar a casa a família da jovem começou a procura-la em casas de familiares até às 02 horas da madrugada. Após o que a família denunciou o seu desaparecimento numa esquadra de polícia da administração de ocupação marroquina. Infelizmente, hoje domingo 15 de outubro a jovem apareceu degolada no farol de Ergueiba nas redondezas da cidade. Segundo a sua família a jovem tinha sido violada e assassinada e o seu foi encontrado nu com sinais de fortes pancadas na cara e na cabeça. A sua roupa foi encontrada escondida debaixo de umas rochas do penhasco da zona de Ergueiba a sul da cidade.


Marrocos impede jovem jornalista saharaui de prosseguir os seus estudos

Publicado a 15 outubro, 2017 - Fonte e foto: PUSL / Western Sahara News Network Activist - Bashir Eddekly tem 20 anos, é jornalista e ex-preso político e agora também ex-aluno.

Depois de estudar ciência experimental durante um ano no Colégio Ibn Battuta, a sua inscrição foi recusada devido às suas atividades políticas.

Bashir é ativista no movimento dos estudantes em El Aaiún ocupada e a expulsão do colégio acontece pouco depois de ser detido e preso durante 4 meses devido à sua participação nos protestos pacíficos.

É muito provável que os serviços de informação marroquinos tenham forçado a administração da instituição a expulsá-lo e assim impedindo-o de completar a sua educação.

Depois de indagar sobre as causas da sua expulsão, o conselho escolar tratou Bashir Eddekhly com indiferença e fez orelhas moucas aos seus protestos.

Esta decisão da escola é considerada uma violação da lei internacional e da lei marroquina, que garante a todos o direito à educação.

Bashir Eddekhly protesta pelo seu legítimo direito à educação, garantido pelas convenções e tratados internacionais e subscrito pela força ocupante.