segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Secretariado Permanente do SN da Frente Polisario condena “os intentos de atores externos em prejudicar a unidade e a coesão da União Africana”




Chahid El Hafed, 16/10/2017 (SPS)- O SAecretariado Permanente do Secretariado Nacional da Frente Polisario, condenou em reunião realizada este domingo, e presidida pelo Presidente da República, Brahim Ghali, os graves intentos de atores externos, simpatizantes da tese expansionista marroquina, em atingir a unidade, a coesão e a reputação da União Africana.

O Secretarido Permanente, reitera em comunicado, a firmeza da RASD em relação ao respeito pela Carta Constitutiva da União Africana, assim como aos princípios, acordos de associação com parceiros internacionais e normas que regem os distintos âmbitos.

Por outro lado, as máximas autoridades da Frente Polisario condenaram as sistemáticas violações de direitos humanos dos civis saharauis nas Zonas Ocupadas, cujo último capítulo foi a brutal intervenção contra os familiares dos presos políticos de Gdeim Izik.

O Secretariado Permanente exige a libertação dos presos políticos de Gdeim Izik e de todos os presos políticos saharauis em cárceres marroquinos, cssim como o levantamento do bloqueio imposto sobre as zonas Ocupadas e o termo da pilhagem dos seus recursos naturais.

Finalmente, o Secretariado Permanente aproveitou o aniversário da Unidade Nacional para instar os saharauis a cerrar fileiras em torno da Frente Polisario, único representante do povo saharaui, e prosseguir o caminho traçado no Plano de Acção Nacional do Congreso, até conseguir os objectivos nele traçados e impor a soberania do Estado saharaui sobre todo o território nacional.



domingo, 15 de outubro de 2017

Jovem saharaui violada e degolada por colonos marroquinos na cidade de Dakhla ocupada

Fonte: Equipe Media e Red Maizirat/Territórios ocupados; 15 de outubro de 2017 - Foto cedida pela família

Uma jovem saharaui, familiar de um ativista de direitos humanos, foi assassinada por colonos marroquinos em Dakhla, no extremo sul dps territórios saharauis ocupados, na noite de sábado 14 de outubro.

Segundo informou o defensor saharaui de direitos humanos e vice-presidente do Comité contra a Tortura de Dakhla, El Mahyub Aulad Chej, em chamada telefónica a partir daquela cidade saharaui ocupada, a sua prima Mentu Mint Mohamed Chej desapareceu na noite de sábado 14 de outubro quando saiu da casa de sua família para fazer compras num estabelecimento perto da sua morada.

Ao não regressar a casa a família da jovem começou a procura-la em casas de familiares até às 02 horas da madrugada. Após o que a família denunciou o seu desaparecimento numa esquadra de polícia da administração de ocupação marroquina. Infelizmente, hoje domingo 15 de outubro a jovem apareceu degolada no farol de Ergueiba nas redondezas da cidade. Segundo a sua família a jovem tinha sido violada e assassinada e o seu foi encontrado nu com sinais de fortes pancadas na cara e na cabeça. A sua roupa foi encontrada escondida debaixo de umas rochas do penhasco da zona de Ergueiba a sul da cidade.


Marrocos impede jovem jornalista saharaui de prosseguir os seus estudos

Publicado a 15 outubro, 2017 - Fonte e foto: PUSL / Western Sahara News Network Activist - Bashir Eddekly tem 20 anos, é jornalista e ex-preso político e agora também ex-aluno.

Depois de estudar ciência experimental durante um ano no Colégio Ibn Battuta, a sua inscrição foi recusada devido às suas atividades políticas.

Bashir é ativista no movimento dos estudantes em El Aaiún ocupada e a expulsão do colégio acontece pouco depois de ser detido e preso durante 4 meses devido à sua participação nos protestos pacíficos.

É muito provável que os serviços de informação marroquinos tenham forçado a administração da instituição a expulsá-lo e assim impedindo-o de completar a sua educação.

Depois de indagar sobre as causas da sua expulsão, o conselho escolar tratou Bashir Eddekhly com indiferença e fez orelhas moucas aos seus protestos.

Esta decisão da escola é considerada uma violação da lei internacional e da lei marroquina, que garante a todos o direito à educação.

Bashir Eddekhly protesta pelo seu legítimo direito à educação, garantido pelas convenções e tratados internacionais e subscrito pela força ocupante.



V Comissão das Nações Unidas: Sahara Ocidental, autodeterminação como única alternativa




Publicado a 13 outubro, 2017 - Fonte: PUSL / SPS - Argélia defende que “não há alternativa que não seja a autodeterminação”.
O embaixador permanente da Argélia junto das Nações Unidas, Sabri Boukadoum, afirmou na sua intervenção nos debates da Quarta Comissão, que a descolonização do Sahara Ocidental é “uma questão urgente e crucial para a estabilidade da região”, afirmou o embaixador, o qual reiterou que “não há alternativa ao respeito pelo exercício do direito à autodeterminação”.

“Para a Argélia, a resolução do conflito do Sahara Ocidental é uma questão urgente e crucial, para a estabilidade, o progresso e a integração do Magrebe”, afirmou Boukadoum, antes de denunciar que é “deplorável que em 2017 existam ainda 17 territórios não autónomos pendentes de descolonização”.

O diplomata argelino, disse que "o estatuto do Sahara Ocidental é inequívoco", uma vez que se trata de uma "descolonização registada nas Nações Unidas há mais de 50 anos".

“Todas as resoluções das Nações Unidas sobre o Sahara Ocidental adotadas pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Segurança, afirmaram a inequívoca natureza jurídica do conflito, assim como a aplicação do princípio de autodeterminação”, declarou Boukadoum.

No que respeita ao papel da União Africana no processo de resolução do conflito, o embaixador da Argélia junto da ONU, esclareceu que a UA tene êxito em negociar o plano de resolução que pôs fim a 16 anos de guerra e que continua a ser o único plano de paz aceite por todas as partes.
“O Conselho de Segurança, aprovou por unanimidade a resolução 690 (1991) e decidiu enviar uma missão da ONU com o mandato central de organizar e supervisionar um referendo de autodeterminação no Sahara Ocidental”, afirmou Boukadoum, enquanto esclarecia que “o R significa referendo”, em resposta a um à parte do diplomata marroquino.

Finalmente, o chefe da missão argelina junto das Nações Unidas, reiterou o apoio do seu país aos esforços do secretário-geral e do seu enviado pessoal para Sahara Ocidental.

A posição do Panamá...

O Panamá apoia uma solução baseada na “livre determinação do povo do Sahara Ocidental”.

A delegação do Panamá no Debate Geral da quarta Comissão sobre questões de Descolonização, expressou o seu firme apoio a uma “solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável, que preveja a livre determinação do povo do Sahara Ocidental, no âmbito das disposições conformes aos princípios da Carta das Nações Unidas”.
Para lograr a referida solução, Panamá congratula-se “com o relatório do secretário-geral (…) que põe em relevo a necessidade de superar este conflito” para que a região possa fazer frente às ameaças de segurança e à sua economia.
Neste sentido, o Panamá reitera o seu apoio ao reatamento das negociações entre as partes do conflito, através da mediação do novo enviado pessoal do SG da ONU, Horst Köhler.

Finalmente, a delegação panamiana transmitiu o compromisso do seu país com os esforços do secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, na conclusão da descolonização dos 17 Territórios Não Autónomos inscritos no Comité de Descolonização.

… e da Bolívia

Bolívia, por seu turno, expressa o seu “firme compromisso em apoiar, nos fóruns correspondentes, a República Árabe Saharaui Democrática”
A Missão Permanente do Estado Plurinacional da Bolívia junto das Nações Unidas, expressou no Debate Geral da Quarta Comissão (Descolonização), o seu “firme compromisso em apoiar em todos os fóruns a República Árabe Saharaui Democrática (RASD), nação que reconhecemos como irmã e que até à data procura ainda a sua livre determinação”, disse o representante da Bolívia junto da ONU.
O Estado Plurinacional da Bolívia, confia que “através de um processo negociado, se dê curso a uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que conduza à livre determinação do povo do Sahara Ocidental”.
Nesta linha, o país andino defende a aplicação das resoluções das instituições internacionais, como o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral, relativas à questão saharaui.

Por último, a Bolívia, mostrou-se claramente favorável à descolonização de todos os Territórios Não Autónomos, pendentes de exercer o seu direito à autodeterminação.

Timor-Leste assegura que não haverá solução para o conflito saharaui fora da legitimidade internacional


Aurélio Guterres, ministro dos Negócios Estrangeiros
e da Cooperação de Timor-Leste

Dili, 13 de outubro de 2017 (SPS)-.  O ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Timor-Leste, Aurélio Guterres, reiterou a firme posição de apoio do seu país à justa causa do povo saharaui e sublinhou que “não haverá solução para o conflito fora da legitimidade internacional porque a legitimidade internacional outorga ao povo saharaui o direito à autodeterminação e à independência”.

Aurélio Guterres proferiu estas declarações esta sexta-feira durante a receção ao embaixador da RASD em Timor-Leste, Mohamed Aslama Badi, na sede do Ministério de Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Durante o encontro, que durou uma hora, foram examinadas uma série de questões, como as graves e sistemáticas violações dos direitos humanos cometidas pelo Estado marroquino e os persistentes intentos de Marrocos de fugir às suas obrigações internacionais relacionadas com o reatamento das negociações.

A reunião também abordou outros temas de interesse comum.

sábado, 14 de outubro de 2017

Horst Köhler visita os acampamentos de refugiados saharauis na próxima semana




Argel, 13 de Outubro de 2017 (SPS)- Fontes saharauis revelaram esta sexta-feira que o enviado pessoal do secretário-geral da ONU para o Sahara Ocidental, o alemão Horst Köhler, visitará os acampamentos de refugiados saharauis a 18 e 19 de outubro, segundo refere  a agência argelina APS.

Esta será a primeira visita de Köhler à região desde a sua nomeação em setembro pelo secretário-geral António Guterres como seu enviado pessoal para o Sahara Ocidental, em substituição do diplomata norte-americano Christopher Ross.

O enviado da ONU para o Sahara Ocidental tinha referido a sua intenção de visitar a região em breve para reatar o processo de paz, depois de cinco anos de bloqueio, resultante das manobras marroquinas.

O representante da Frente Polisario junto da ONU, Ahmed Bujari, reiterou a semana passada em Nova Iorque, diante da Quarta Comissão da ONU sobre a descolonização, o firme compromisso da parte saharaui de cooperar com o novo emissário da ONU, Horst Köhler para revitalizar o processo da ONU.

“A nossa posição tem sido coerente, clara e transparente. Esta é a posição das Nações Unidas e da União Africana sobre uma questão de descolonização, orientada pelo princípio de autodeterminação”, acrescentou.

Köhler realizou várias reuniões e consultas com o objetivo de relançar as negociações entre a Frente Polisario e Marrocos. Em particular, manteve conversações com a delegação da Frente Polisario, dirigida pelo coordenador saharaui junto da Minurso, Mhamed Khadad, sobre as perspetivas do processo da ONU no Sahara Ocidental.

É esperado que o sucessor de Christopher Ross apresente o seu primeiro relatório sobre o Sahara Ocidental num prazo de seis meses.




domingo, 8 de outubro de 2017

Ahmed Bukhari reitera o firme compromisso da Polisario de colaborar com o novo enviado pessoal do SG da ONU

Nova Iorque, 07/10/2017 (SPS) – O representante da Frente Polisario junto das Nações Unidas, Ahmed Bukhari, reiterou na sua intervenção ante a 4.ª Comissão dedicada à descolonização, “a firme vontade da Frente Polisario de cooperar com a missão do Enviado pessoal”, Horst Köhler.

“A nossa posição tem sido constante, clara e transparente. É a posição da ONU e da UA sobre uma questão de descolonização regida pelo príncipio de autodeterminação”, afirmou o diplomata saharaui antes de “agradecer a todos os países que afirmaram uma vez mais ante esta Comissão o seu apoio à legalidade internacional inerente a um problema de descolonização”.

Ahmed Bukhari defendeu “que a nova situação criada no seio da UA após a adesão incondicional de Marrocos à União, de que o nosso país é Membro fundador, e o compromisso do Secretário General da ONU podem configurar duas dinâmicas capazes de se complementarem (e devem-no), se o Conselho de Segurança assumir a sua parte de responsabilidade”.

Finalmente, o representante da Frente Polisario junto da ONU, esclareceu que “O prolongamento desta ocupação é, antes que nada, um golpe à credibilidade da ONU. E, sobretudo, é o prolongamento do sofrimento do nosso povo”.

Texto da Intervencçãp de Ahmed Bukhari, Representante da Frente Polisario ante a IV Comissão da Assembleia  Geral da ONU

Nueva York, 6 de octubre  de 2017.

Señor Presidente

Un año más la cuestión de la descolonización de nuestro  país, ocupado militarmente por Marruecos desde 1975, es objeto de la atención de esta importante Comisión de la Asamblea General.

La prolongación de esta ocupación  es antes que nada un golpe a la credibilidad de la ONU. Es sobre todo  la prolongación  del sufrimiento de nuestro pueblo que ha perdido a miles de mártires en el campo de batalla y a centenares en las cárceles marroquíes, donde hoy yacen decenas de presos políticos, como el valeroso grupo de Gdeim Izik. Al mismo tiempo, la ocupación le permite saquear nuestros recursos naturales. Marruecos ha traído a nuestra región inestabilidad,  inseguridad,  desconfianza y toneladas de drogas que alimentan a redes terroristas en el Sahel.

Sr. Presidente,

Gracias a los esfuerzos que se emprendieron desde esta Comisión con la resolución 3437 de noviembre de 1979, el Frente Polisario y Marruecos, llegamos a un acuerdo de paz en 1990 para resolver el conflicto mediante  un referéndum de autodeterminación  que permita al pueblo saharaui elegir entre la independencia y la incorporación a la potencia ocupante. El Consejo de seguridad endosó el acuerdo creando una Misión de la ONU, la MINURSO,  con el único mandato de organizar ese referéndum. Todo estaba listo en el 2000 para su celebración pero Marruecos  rompió unilateralmente con su compromiso  y en abril de 2004,  comunicó al Secretario general de la ONU, Kofi Annan, que proclamaba unilateralmente su soberanía sobre nuestro país. Nadie se la reconoce, pero  tal decisión tomada con impunidad  refleja el origen del estancamiento del proceso de paz.

Desde ese año puso en marcha  una operación  de sabotaje al proceso de paz. En marzo del año pasado expulsó a gran parte de los efectivos de la MINURSO, tras denigrar públicamente al anterior Secretario General de la ONU, Ban Ki-moon. En agosto del año pasado, y en violación de los términos del alto el fuego, quiso  construir una carretera en la zona prohibida por los acuerdos militares en la región de El Gargarat, provocando una tensa situación que  nos llevó al borde del conflicto armado.

Hoy el Secretario general, Sr. Guterres, con el apoyo del Consejo de seguridad,  quiere re dinamizar el proceso de paz y ha elegido para ello al Presidente Khöler como su Enviado personal para el Sahara occidental, quien  se dispone a emprender su misión  en las semanas venideras.

Quiero hacer llegar a esta Comisión  la firme voluntad  del Frente Polisario de cooperar con la misión  del Enviado personal. Nuestra posición ha sido constante,  clara y transparente. Es la posición de la ONU y de la UA sobre una cuestión de descolonización regida por el principio de autodeterminación y deseo agradecer a todas los países que han reflejado una vez más ante esta Comisión su apoyo a la legalidad internacional inherente a un problema de descolonización. Son ellos, noble fruto de la autodeterminación,  la fuente de esperanza  de nuestro pueblo en un futuro de paz y justicia.

Para concluir, Sr. Presidente, permítame hacer esta reflexión. Creemos que la nueva situación  creada en el seno de la UA tras la adhesión incondicional  de Marruecos a la Unión, de la que nuestro país es Miembro fundador, y el compromiso del Secretario General de la ONU pueden configurar dos dinámicas capaces de complementarse  y deben, si el Consejo de seguridad  asume su parte de responsabilidad, confluir hacia el mismo objetivo, hacer posible lo que hasta ahora no lo fue, es decir, el logro de una solución  justa y duradera, mediante la aplicación íntegra del mandato de la Misión de las Naciones Unidas para el referéndum del Sahara occidental, MINURSO.  En la paz reencontrada ganaremos todos, Ustedes Miembros de la ONU, la región y nuestra querida África.

Muchas gracias.

Senado dos EUA exige a aplicação da resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o Sahara Ocidental



 
Washington, 06 de outubro de 2017 (SPS)- O representante da Frente POLISARIO em Washington, Mouloud Said, afirmou que o Senado dos Estados Unidos pediram à Missão Permanente dos EUA nas Nações Unidas para trabalhar no sentido de acelerar a implementação da resolução do Conselho de Segurança 2351, aprovada a 28 de abril de 2017 sobre a questão do Sahara.
 
Mouloud Said afirmou que, durante o exame da questão do Sahara Ocidental, o Senado dos EUA enfatizou com base no terceiro ponto da resolução o apoio a prestar ao povo saharaui após consultas e coordenação entre os comités de apoio orçamental e os representantes da missão das Nações Unidas para o referendo no Sahara Ocidental.

O representante saharaui disse que o tratamento da questão do Sahara pelo Senado dos Estados Unidos ficaria sempre sob uma cláusula independente, o que significa a separação total entre Marrocos e suas fronteiras nacionais internacionalmente reconhecidas e o território do Sahara Ocidental, o qual se encontra sob a responsabilidade das Nações Unidas pendentes do processo de descolonização.
 
 



sábado, 7 de outubro de 2017

Encontro em Madrid de responsáveis da diáspora saharaui na Europa

Madrid, 07/10/2017 (SPS) - O membro do Secretariado Nacional da Frente Polisario e ministro das Zonas Ocupadas e da Diáspora, Mohamed El Ouali Akeik, inaugurou hoje sábado, na capital espanhola, o encontro de responsáveis de associações saharauis na Europa.

O encontro, que durará dois dias, contou com a presença da delegada da Frente Polisario em Espanha, Jira Bulahi, do secretário-geral da UESARIO, Mulay Amhamad, do responsável da diáspora saharaui na Europa e de vários representantes de associações saharauis.

O ministro das Zonas Ocupadas e da Diáspora, abordou a situação atual da causa, tanto a nível nacional, como internacional, assim como o papel dos saharauis na Europa na divulgação e transmissão da causa saharaui junto da opinião pública europeia.

Mohamed El Ouali elogiou a onde de solidariedade protagonizada pelos saharauis na Europa, com a épica militância dos que vivem nas Zonas Ocupadas e com os presos políticos saharauis, em especial os presos de Gdeim Izik.


O encontro será aproveitado para avaliar as atividades da diáspora. E, ainda, definir os programas e coordenar os futuros trabalhos a empreender.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Representante da Polisario junto da ONU recebido por António Guterres


Nova Iorque, 5 de outubro de 2017 (SPS) - o representante da Frente Polisario junto da ONU, Ahmed Bukhari, foi recebido na tarde de quarta-feira, 4 de outubro pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, a quem transmitiu uma mensagem do secretário-geral da Frente Polisario e presidente da RASD, Brahim Ghali. A reunião teve lugar a pedido da parte saharaui.

O presidente da República pediu em mensagens anteriores ao secretário-geral da ONU, uma intervenção urgente para pôr fim à persistência das autoridades de ocupação marroquinas na repressão às manifestações pacíficas nas Zonas Ocupadas do Sahara Ocidental. Também exigiu a libertação de todos os presos políticos saharauis.

Nesse sentido, Brahim Ghali responsabilizou as Nações Unidas e a comunidade internacional pelas consequências que poderiam ter a situação catastrófica dos direitos humanos nas Zonas ocupadas do Sahara Ocidental.

O presidente da República, em sucessivas cartas ao SG da ONU, tem denunciado a grave situação dos presos saharauis, em particular a extrema situação dos presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Está na hora da MINURSO retomar com urgência a sua missão de organizar um referendo de autodeterminação ao povo saharaui" afirma o líder saharaui ao SG da ONU

Bir Lehlu (Territórios Libertados) 03 /10/ 2017 (SPS) - O Presidente da República e Secretário-Geral da Frente POLISARIO, Brahim Ghali, sublinha que "está na hora da MINURSO retomar com urgência a sua missão de organizar um referendo de autodeterminação ao povo saharaui para que o povo saharaui determine o seu destino."
A reivindicação consta na carta enviada a António Guterres, na sequência dos violentos ataques perpetrados pelas autoridades de ocupação marroquinas contra os cidadãos saharauis indefesos nas zonas ocupadas que participaram em manifestações pacíficas reclamando o direito do povo saharaui à livre determinação, à independência e a libertação dos presos políticos saharauis.
O Presidente afirma, que além de acelerar a execução do seu mandato de organizar um referendo para a autodeterminação ao povo saharaui, a MINURSO deve estar dotada de um mecanismo de proteção e vigilância dos direitos humanos no Sahara Ocidental, da proteção dos recursos naturais saharauis e de eliminação do muro da vergonha construído pela ocupação, “um crime contra a humanidade que divide o Sahara Ocidental, território e população, protegido por um arsenal  bélico de destruição e milhões de minas, incluindo minas antipessoal, proibidas internacionalmente”.
Brahim Ghali refere que o aumento do número de vítimas entre os manifestantes reflete a ampla participação dos cidadãos saharauis e a sua firme luta em defesa de um direito internacional sagrado, garantido pela Carta e as resoluções das Nações Unidas. Por isso – diz - a comunidade internacional está chamada a assumir as suas responsabilidades para proteger os cidadãos saharauis e garantir o exercício dos seus direitos fundamentais, contra a intensificação da repressão praticada pelo Estado de ocupação marroquino.
Ghali acrescenta que  “a existência  ainda de uma situação de descolonização no séc. XXI é um fenómeno estranho e vergonhoso para a comunidade internacional, assim como é vergonhoso também que a comunidade internacional continue indiferente ante as práticas atrozes e as violações flagrantes cometidas pelas forças militares de ocupação ilegal num território sob a responsabilidade das Nações Unidas e onde esta tem uma missão no terreno “.
Na carta, o Presidente saharaui reitera uma vez mais que “estas repetidas violações marroquinas refletem a intenção de provocação e obstrução que a ocupação marroquina prossegue em vésperas de de o Enviado Pessoal do SG da ONU, Horst Koehler, reincorpore o exercício das suas funções.
Ghali exige a libertação imediata de todos os presos políticos saharauis em presídios marroquinos e pede uma comissão médica internacional independente aos detidos de Gdeim Izik e sejam canceladas todas as medidas e sentenças tomadas injustamente contra eles. SPS

domingo, 1 de outubro de 2017

Perú: Amnistia Internacional toma posição sobre impedimento de entrada no país de Jadiyetu El Mohtar Sidahmed




Fonte: Amnistia Internacional - Publicado a 30 setembro, 2017

A Amnistia Internacional manifesta a sua preocupação ante a situação que levou à “expulsão” de maneira coerciva pela PNP e com a presença de altos quadros da Direção Geral das Migrações e do Ministério dos Negócios Estrangeiros da cidadã espanhola, de origem saharaui, Jadiyetu El Mohtar Sidahmed depois de ter passado 20 dias no aeroporto internacional Jorge Chávez de Perú, impedida de ingressar no território peruano apesar de contar com todos os seus documentos em ordem, segundo informou o seu advogado.

A organização fez chegar um pedido de informação aos ministérios do Interior e dos Negócios Estrangeiros peruanos, após 10 dias de retenção de Jaditeyu El Mothar, no aeroporto sem que tenha recebido qualquer tipo de resposta por parte das autoridades.

Segundo informação do seu advogado, o processo estava violado, pois a ordem de alerta emitida pela Superintêndencia Nacional de Migrações estava imbuída de várias irregularidades sem conter informação precisa e uma investigação adequada sobre os acontecimentos que fundamentam a recusa de ingresso no Perú. Segundo informação recolhida pela Amnistia Internacional a representante saharaui só por uma vez foi permitida reunir-se com o seu advogado durante a sua permanência mo aeroporto Jorge Chavez. Ainda assim, a defesa da Sra. El Mohtar Sidahmed havia interposto um Habeas Corpus que após 19 dias não produziu quaisquer resultados. A juntar a isso, existem sérios indícios de que o “reembarque” ocorrido de maneira forçada contra a Sra. El Mohtar ocorreu sem que tivesse sido resolvido o processo judicial que tinha pendente no país.


Amnistia Internacional recorda ao Estado Peruano que deve respeitar o direito à liberdade de expressão de todas as pessoas independentemente do seu estatuto migratório. 

A organização insta o governo que, como membro da comunidade internacional, e considerando a sua candidatura ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para o próximo período, deve permitir que representantes do povo saharaui, que de maneira pacífica queiram dar a conhecer no Perú a grave situação dos direitos humanos na República Árabe Saharaui Democrática, o podem fazer sem maiores restrições.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Presidente da República Saharaui e SG da F. Polisario denuncia a Guterres política repressiva marroquina nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental



Bir Lehlu (Territórios Libertados da RASD), 25 de setembro de 2017 (SPS) - O Presidente da República Saharaui, Brahim Gali, enviou este domingo uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em que denuncia a política repressiva a manifestações nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental.

A selvajaria e a brutalidade contra cidadãos saharauis são levadas a cabo por forças de ocupação marroquinas que não têm soberania sobre o território, cujo povo espera que as Nações Unidas cumpram com o seu compromisso para que possam exercer o seu direito à autodeterminação, escreve Gali a Guterres em referência à brutal intervenção policial marroquina nas zonas ocupadas.

“Tais cenas dolorosas e as graves violações dos direitos humanos tem lugar à vista das Nações Unidas, representadas pela sua Missão para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO), no momento em que os manifestantes saharauis pacíficos exigem apenas a aplicação da legitimidade internacional”, refere o Presidente da República.

Ante tais atos o presidente saharaui exige uma ação urgente por parte das Nações Unidas, sublinhando a necessidade de um mecanismo de proteção e controlo dos direitos humanos no território.

“Esta nova escalada de repressão e as brutais intervenções contra manifestações em El Aaiún ocupada ou na bonita cidade de Bojador, reclamam a urgente necessidade da intervenção do organismo internacional para a aplicação dos requisitos do direito internacional e do direito internacional humanitário”.

O também secretário-geral da Frente Polisario pediu ao SG da ONU a libertação imediata dos presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik  e de todos os detidos políticos saharauis em cárceres marroquinos, o termo do saque dos recursos naturais saharauis e a abertura do território aos observadores internacionais e à imprensa.


Javier Bardem solidário com diplomata saharaui retida há 2 semanas no aeroporto de Lima



O conhecido ator e ativista espanhol pediu às autoridades peruanas que solucionem sem demora a ‘retenção injusta’ de Jadiyetu El Mohtar, que há duas semanas se encontra impedida de entrar no país

Já há mais de duas semanas que Jadiyetu El Mohtar pernoita no Aeroporto Internacional Jorge Chávez, impedida de ingressar no país ao não ser reconhecida como embaixadora da República Árabe Saharaui Democrática, tempo durante o qual tem recebido inúmeras manifestações de apoio de políticos e personalidades de distintos países que se insurgem contra a arbitrária decisão das autoridades locais.

Há lista juntou-se o nome do conhecido ator e ativista espanhol Javier Bardem, o qual a partir de Espanha enviou uma mensagem de solidariedade através de www.LaMula.pe dirigindo-se diretamente a El Mothar e pedindo às autoridades peruanas com resolvam com celeridade o caso.

“Sabemos que estás há duas semanas retida injustamente no Aeroporto de Lima, Perú. Daqui te enviamos um abraço, não estás sozinha, há muita gente que te está apoiando. Estamos a enviar uma mensagem às autoridades do Perú e de Espanha para que isto se solucione rápido e da melhor maneira possível, para que possas entrar já usufruindo de todos os teus direitos e contar a história do teu povo, do povo Saharaui”.

Veja o vídeo AQUI


Fonte: La Mula / Por Ginno P. Melgar

domingo, 24 de setembro de 2017

Espanha saúda intenção expressa pelo SG da ONU de relançar as conversações entre as partes do conflito do Sahara Ocidental


Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Espanha,
Alfonso Dastis Quecedo

Nova Iorque, 22 de setembro de 2017 (SPS) – Espanha, através do ministro de Negócios Estrangeiros e Cooperação, Alfonso Dastis Quecedo,   saúda a intenção expressa pelo SG da ONU, António Guterres, de relançar as conversações entre as partes do contencioso do Sahara Ocidental.

Na intervenção que fez no debate geral do 72.º período de sessões da Assembleia Geral das  Nações Unidas, Alfonso Dastis Quecedo  referiu que Espanha confia  “o novo Enviado Pessoal [do SG da ONU] facilite e avance no sentido de uma solução política, justa, duradoura e mutuamente aceitável que preveja a livre determinação do povo do Sahara Ocidental no âmbito das disposições compatíveis com os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”.


SPS 

sábado, 23 de setembro de 2017

Perú: Jadiyetu El Mohtar sofre um “inqualificável atropelo à dignidade humana”

Lima, 23/09/17 (VSOA) - A diplomata saharaui Jadiyetu El Mohtar está há 15 dias retida no aeroporto de Lima. Até esta manhá a situação era de expectativa no departamento de Migrções, à eda resolução que lhe permita a entrada no país. No entanto, ainda há poucas horas retiraram-na da sala que ocupava e obrigaram-se a no corredor, sentada no chão e rodeada de agentes da autoridade.

Importa destacar que esta medida tinha sido tomada como represália pela concentração que teve lugar ontem (e em que participaram deputados, ativistas e intelectuais) reclamando a libertação da diplomata saharaui e que seja dada permissão de entrada no país.

Várias pessoas de todas as partes do mundo tem-se solidarizado com Jadiyetu El Mohtar repudiando esta medida. Entre elas, está a jornalista peruana Tania Temoche, a qual na sua página de Facebook, caracterizou esta situação como um “inqualificável atropelo à dignidade humana”, realtando o que se passou:

“Aproveitando um momento em que a embaixadora saharaui, Jadiyetu El Mohtar Sidahmed, foi à casa-de-banho, pessoal do departamento de Migrações retirou os seus objetos pessoais e impediu o seu regresso à sala onde se encontrava alojada, obrigando-a a permanecer no corredor (sentada) rodeada por polícias. É esta a política de relações internacionais do nosso país? O ministério dos Negócios Estrangeiros está calado em todas as línguas, avalizando o ABUSO contra uma diplomata que representa um povo que luta por pôr fim à situação de última colónia em África. Reclamamos que seja facilitada a sua entrada formal no nosso país, mais ainda quando, desde há duas semanas esta diplomata se encontra detida ilegalmente no aeroporto Jorge Chávez. As instituições e pessoas dignas têm que se pronunciar”.



sábado, 16 de setembro de 2017

Delegação da Polisario reúne com Köhler em Nova Iorque


O ex-presidente alemão e atual Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental

Nova Iorque, 15 de setembro de 2017 (SPS)- Uma delegação da Frente Polisario, liderada pelo coordenador saharaui com a Minurso, Mohamed Khadad, reuniu-se esta quinta-feira em Nova Iorque com o novo enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Köhler.

A reunião, que teve lugar na presença do representante da Frente Polisario junto da ONU, Ahmed Bukhari, permitiu uma troca de opiniões e informação sobre o processo da ONU no Sahara Ocidental.
Este primeiro contacto oficial também se centrou nas perspetivas deste processo no âmbito da missão solicitada a Kohler pelo Conselho de Segurança e pelo secretário-geral das Nações Unidas com vista a conseguir uma solução justa e duradoura que garanta o direito inalienável do povo saharaui à livre determinação e independência.
A Frente Polisario reiterou ante o novo enviado Pessoal do SG da ONU a sua vontade de cooperar com vista à solução da questão saharaui.

Espera-se que o novo enviado da ONU, que sucede a Christopher Ross, apresente o seu primeiro relatório sobre o Sahara Ocidental num prazo de seis meses.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Marrocos 54.ª potência militar a nível mundial e 7.ª em África




13 setembro 2017 – A sua vizinha Argélia é a 25.ª potência militar mundial e a 2.ª em África, seguida da Etiópia, Nigéria, África do Sul, Angola e Marrocos. O Egipto continua a ocupar em 2017 o lugar de primeira potência militar entre os países de África.
Não obstante o esforço colocssal que tem feito, Marrocos continua longa da potência militar argelina que procura a todo o custo ultrapassar.
Esse ranking é estabelecido pelo The Global Power Index 2017, que examina o poder militar das forças armadas dos países do globo. Publicado todos os anos pelo Global Fire Power, um instituto americano especializado em questões de defesa, o Índice 2017 estudou as forças armadas de 133 países do mundo, entre os quais 33 países na África.
A nível mundial os dados não se alteraram. Os EUA continiuam a liderar com a Rússia em 2.º lugar, a China em 3.º e a Índia em 4.º. Portugal ocupa o 62.º lugar do ranking.

Ranking mundial das Forças Armadas (África):

Egipto –                       10.º
Argélia –                      25.º
Etiópia -                      41.º
Nigéria –                      43.º
África do Sul-              46.º
Angola –                      51.º
Marrocos -                  54.º
Sudão –                      71.º
Líbia –                        73.º
R. D. do Congo –         76.º
Quénia –                    77.º
Tunísia –                    78.º
Zimbabwe –               81.º
Zâmbia –                   85.º
Tchad –                     88.º
Uganda –                  92.º
Tanzânia –                96.º
Sul-Sudão –               99.º
Ghana –                  101.º
Botswana –             107.º
Moçambique –        109.º
Camarões –            111.º
Niger –                   114.º
Costa do Marfim –    116º
Mali –                     117.º
Congo –                  118.º
Madagascar –          119.º
Gabão –                  120.º
Namíbia –               127.º
Somália –                128.º
R. Centrofricana –   129.º
Mauritânia –            130.º
Serra Leoa –            131.º

Fonte: Maroc Leaks


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Tribunal marroquino condena 26 ativistas da região do Rif a um total de 53 anos de prisão




Rabat, 08 set (Lusa) – O Tribunal de primeira instância de Al-Hociema (nordeste de Marrocos) condenou hoje 26 ativistas do Rif a um total de 53 anos de prisão efetiva por participação nos protestos sociais nesta região, disse fonte da defesa.

O advogado Rachid Belaali, citado pela agência de notícias espanhola Efe, explicou que estes ativistas foram condenados a entre um e três anos de prisão e ao pagamento de multas cujo valor ascende até 5.000 dirham (cerca de 500 euros).

Os ativistas, na maioria jovens, foram presos por participação numa manifestação ocorridos em 13 de agosto em Imzuren, 15 quilómetros a sul de Al-Hoceima, a capital do Rif.

Belaali assinalou que a defesa dos indiciados já recorreu das sentenças, que considerou “cruéis”.

Após sete meses de protestos, as autoridades iniciaram em maio detenções em massa de líderes, ativistas e manifestantes do Rif, permanecendo atualmente 216 sob detenção, com 46 a aguardarem julgamento na prisão de Ukacha, em Casablanca, e outros 169 na prisão regional de Al-Hoceima.

Na passada terça-feira, a organização de direitos humanos Human Rights Watch (WRH) pediu ao rei Mohamed VI de Marrocos que ordene uma investigação “séria” das denúncias de torturas da polícia contra ativistas do Rif detidos.

Apesar da prisão de toda a liderança do movimento, e cujo julgamento se inicia na próxima terça-feira, os protestos sociais e a tensão permanecem de forma esporádica em Al-Hoceima e nas povoações vizinhas.

As populações locais exigem a libertação dos detidos, a construção de uma universidade e de um hospital oncológico, e ainda mais postos de trabalho e a desmilitarização desta região do norte de Marrocos.