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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Javier Bardem pede apoio internacional urgente ao direito de autodeterminação do povo saharaui

Javier Bardem e a atriz Penelope Cruz, sua mulher.
Foto Wikipedia 2018

O ator e produtor espanhol Javier Bardem defendeu, em Nova Iorque, um apoio internacional urgente ao direito de autodeterminação do povo saharaui, durante a cerimónia em que recebeu o Prémio Cidadão do Mundo do Ano da Associação de Correspondentes das Nações Unidas.

No discurso, Bardem afirmou que os saharauis vivem uma “fase crítica” e apelou à comunidade internacional para que se posicione claramente a favor do respeito pelos seus direitos legítimos, em conformidade com o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas.

O ator sublinhou ainda a ligação entre a defesa da liberdade de imprensa e a proteção dos direitos humanos, destacando o papel dos meios de comunicação na denúncia de violações e na exposição de situações que, de outra forma, poderiam permanecer ocultas. Bardem referiu, neste contexto, as restrições à informação e às liberdades nos territórios saharauis ocupados.

“A imprensa molda a nossa compreensão coletiva do mundo e transforma sofrimentos distantes em realidades que não podemos ignorar”, afirmou, acrescentando que a cidadania global implica reconhecer os direitos dos povos e denunciar abusos, incluindo os que afetam o povo saharaui.

A intervenção do ator foi recebida como um novo apelo público para que a questão do Sahara Ocidental volte a ganhar centralidade na agenda internacional.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Pilar Bardem agraciada com a nacionalidade saharaui a título póstumo


Pilar Bardem, com os seus filhos Carlos e Javier (© GABRIEL BOUYS / AFP)

21-12-2021 (agências)- Pilar Bardem, a atriz espanhola falecida no passado dia 17 de julho aos 82 anos de idade, mãe de uma geração de actores como Javier, Carlos e Monica Bardem, e grande amiga do povo saharaui, receberá a título póstumo a nacionalidade saharaui, informou Abdulah Arabi, delegado da Frente Polisario em Espanha durante a 2ª edição do FiSahara Madrid, que terminou este domingo no Círculo de Bellas Artes de Madrid.

José Taboada, que durante anos foi presidente do CEAS-Sahara (a estrutura que aglutina todo o movimento de solidariedade com o Povo Saharaui no Estado espanhol), afirmou na ocasião: “Pilar é a mãe da causa saharaui”, recordando a importância que teve o apoio da atriz espanhola para a realização do festival de Cinema Saharaiu (FISAHARA) desde que teve início, em 2003.

Desde os Territórios Ocupados, as ativistas Sultana Jaya e Aminetu Haidar também quiseram estar presentes na homenagem à atriz espanhola enviando vídeos de afeto e recordação para Pilar Bardem.

Os seus filhos, Carlos e Javier Bardem, visivelmente emocionados, subiram ao palco para agradecer a homenagem à sua mãe, de quem herdaram também o seu firme compromisso com a causa saharaui.

sábado, 17 de julho de 2021

Morreu a atriz Pilar Bardem. O Povo Saharaui chora a sua morte.

 


Pilar Bardem, grande atriz do cinema espanhol, morreu aos 82 anos de idade, como confirmam os seus filhos, os também actores Carlos, Javier e Mónica. "Queremos partilhar a notícia de que Pilar Bardem, a nossa mãe, o nosso exemplo, faleceu. Ela foi pacificamente, sem sofrimento e rodeada pelo amor dos seus entes queridos. Sabemos do afeto e admiração que muitas pessoas sentiram por ela, dentro e fora de Espanha, pela actriz e pela lutadora e sempre solidária pessoa que ela era. Agradecemos-vos do fundo do coração pelo vosso amor pela nossa mãe", lê-se na declaração na qual a triste notícia foi anunciada.

 

Madrid (ECS). - Dia triste para as artes cénicas, mas também para o povo do Sahara Ocidental. Pilar Bardem, a matriarca de uma das sagas mais bem sucedidas e prolíficas de actores, morreu no sábado aos 82 anos de idade, em consequência de uma doença pulmonar.

Assim que as notícias chegaram às primeiras páginas, associações de apoio ao povo saharaui, ONG saharauis, ativistas e utilizadores da Internet em redes sociais lamentaram a morte de uma das grandes defensoras da justa causa saharaui. Bardem defendeu o povo saharaui até ao último suspiro da sua vida.

A artista perdeu a sua vida na Clínica Ruber em Madrid, segundo a revista Semana, e a mesma revista confirmou que os seus restos mortais serão cremados amanhã, domingo 18 de Julho, em El Escorial.

A notícia chocou todos os representantes da indústria cinematográfica e teatral espanhola, e algumas caras conhecidas já começaram a comentar a morte de Pilar Bardem.

"Pilar Bardem foi uma grande companheira, um ponto de referência e uma mulher que lutou por direitos como poucas outras. Ela era uma história viva do cinema. Foi uma honra trabalhar contigo. Sentiremos a tua falta. Voar alto", escreveu a atriz espanhola Lidia San José na sua conta do Twitter.

Por seu lado, o Festival Internacional do Sahara (FiSahara) lamentou a morte de Bardem. "Todo o nosso apoio à família Bardem nestes momentos difíceis, obrigado por tantos anos de apoio ao povo saharaui ... sempre vos levaremos no nosso coração", disz o FiSahara na sua conta do Facebook.

FANDAS Sahara, Federation of Sahara Support Associations of Andalusia, lamentou a morte de uma lenda viva do cinema espanhol. "Pilar Bardem faleceu. Recordamo-la por muitas razões, mas sem dúvida sempre defendendo a bandeira de uma causa justa como a do povo saharaui. Partilhamos faixas, manifestações, reuniões e sempre por um Sahara livre como cumprimento obrigatório pela autoridade internacional indignada com a injustiça e os direitos humanos não cumpridos. As nossas mais sinceras condolências à família Bardem. Descanse em paz", escreveu a Federação na sua conta do Facebook.

sábado, 28 de novembro de 2020

Paz para o Sahara Ocidental. TODOS COM O SAHARA !

 

Javier Bardem e Viggo Mortensen, dois bem conhecidos e extraordinários actores, para além de outras destacadas personalidades da cultura do país vizinho, pedem a PAZ e a LIBERDADE para o Sahara Ocidental.
Um lindo vídeo-manifesto de 1'45'' em que solicitam a intervenção do Governo da Espanha para impedir a guerra que está ocorrendo no Sahara Ocidental depois de Marrocos ter quebrado o cessar-fogo estabelecido em 1991 no passado dia 13 de novembro.
[Imagens aéreas do documentário "Exodus, de onde eu venho está desaparecendo", dirigido por Hank Levine. Cortesia de Hank Levine Film & Music GmbH]

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Javier Bardem solidário com diplomata saharaui retida há 2 semanas no aeroporto de Lima



O conhecido ator e ativista espanhol pediu às autoridades peruanas que solucionem sem demora a ‘retenção injusta’ de Jadiyetu El Mohtar, que há duas semanas se encontra impedida de entrar no país

Já há mais de duas semanas que Jadiyetu El Mohtar pernoita no Aeroporto Internacional Jorge Chávez, impedida de ingressar no país ao não ser reconhecida como embaixadora da República Árabe Saharaui Democrática, tempo durante o qual tem recebido inúmeras manifestações de apoio de políticos e personalidades de distintos países que se insurgem contra a arbitrária decisão das autoridades locais.

Há lista juntou-se o nome do conhecido ator e ativista espanhol Javier Bardem, o qual a partir de Espanha enviou uma mensagem de solidariedade através de www.LaMula.pe dirigindo-se diretamente a El Mothar e pedindo às autoridades peruanas com resolvam com celeridade o caso.

“Sabemos que estás há duas semanas retida injustamente no Aeroporto de Lima, Perú. Daqui te enviamos um abraço, não estás sozinha, há muita gente que te está apoiando. Estamos a enviar uma mensagem às autoridades do Perú e de Espanha para que isto se solucione rápido e da melhor maneira possível, para que possas entrar já usufruindo de todos os teus direitos e contar a história do teu povo, do povo Saharaui”.

Veja o vídeo AQUI


Fonte: La Mula / Por Ginno P. Melgar

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Javier Bardem apresentou em Paris a sua "batata quente" sobre o Sahara Ocidental




Paris — França tem "grandíssima responsabilidade" no conflito do Sahara Ocidental porque se nega a pressionar o seu aliado Marrocos para o resolver, denunciou esta terça-feira o ator espanhol Javier Bardem ao apresentar em Paris o seu documentário "Filhos das Nuvens".

"França apoia com os olhos fechados — o que vai para além da lógica —, um país com o qual tem uma relação comercial, estratégica, económica e social, mas que viola os direitos humanos básicos", declarou Bardem à imprensa.

O ator, galardoado em 2007 com Óscar pelo seu papel secundário em "Este país não é para Velhos", salientou que França "é um país emblemático na defesa dos direitos humanos", pelo que "tem uma grandíssima responsabilidade" na resolução desse conflito. Mas "o tema é uma batata quente" para os franceses, reconhece o ator de 44 anos. A questão do Sahara "é um tema incómodo", sublinha.

Junto com Bardem e Álvaro Longoria (realizador do documentário) chegou também à capital francesa uma delegação integrada por Kerry Kennedy, ativista dos direitos humanos e sobrinha do presidente norte-americano assassinado.

A sua intenção é defender a causa saharaui, mas segundo Bardem vários dos encontros com deputados franceses — incluindo uma reunião com o presidente do Senado, Jean-Pierre Bel — foram cancelados no último momento.

Segundo Omar Mansour, representante da Frente Polisario em França, a película de Bardem é "uma contribuição importante para dar a conhecer a situação do povo saharaui ao povo francês, sempre solidário com as causas justas".

Por sua vez, a saharaui e militante dos direitos humanos Aminatou Haidar — que dá o seu testemunho pessoal no documentário —, assegurou em Paris que a França "é capaz de resolver o problema mediante uma solução pacífica e duradoura para o povo saharaui".


Luis Torres De La Llosa(AFP)

domingo, 29 de dezembro de 2013

«É tempo de fazer respeitar plenamente os direitos do povo saharaui»


Kerry Kennedy e J. Bardem assinam artigo de opinião no “Le Monde”

Empenhados desde há anos na defesa do povo saharaui pela sua autodeterminação, Kerry Kennedy, presidente do Centro Robert-F. Kennedy para a Justiça e os Direitos Humanos, e Javier Bardem, ator espanhol, criticaram ontem nas páginas do “Le Monde” a passividade da comunidade internacional, que tem como consequências as contínuas violações dos direitos humanos na última colónia de África.

"Até agora a comunidade internacional adotou uma estratégia de anulação e passividade, ignorando desde há décadas a promessa do referendo e de respeito do direito do povo saharaui para decidir o seu futuro; e este silêncio permite a prática de violações dos direitos humanos. As contínuas violações dos direitos humanos dos saharauis resultam desta indiferença da comunidade internacional (...) ", escrevem os signatários do artigo. Para eles, a comunidade internacional "não pode continuar a fugir às suas responsabilidades históricas, políticas, jurídicas e morais em relação ao povo do Sahara Ocidental".

Não apoiar a criação de um mecanismo para proteger os direitos humanos no seio da MINURSO e continuar a fechar os olhos à situação "irá resultar num aumento de atos de tortura, detenções arbitrárias, espancamentos, desaparecimentos e perseguição de mulheres, crianças e homens saharauis inocentes", advertem.

A ampliação do mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) é uma reivindicação da Frente Polisario e dos amigos do povo saharaui, e sobretudo um pedido especialmente insistente dos relatores especiais da ONU, do Secretário-geral das Nações Unidas, do alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e de muitas organizações locais e internacionais, sublinham Kerry Kennedy e Javier Bardem.


"Não há nenhuma razão válida para não incluir um mandato para os direitos humanos numa missão de paz da ONU. Ora, a ONU foi fundada'' para promover a cooperação internacional e conseguir a paz e a segurança'' e nenhum dos representantes oficiais da ONU com quem contactámos foi capaz de dar uma resposta sobre a falta de um mecanismo de monitoramento dos direitos humanos direitos na MINURSO. Este silêncio mostra que não há nenhuma razão válida para se opor a uma missão de direitos humanos. A vergonha impede os decisores políticos de tentar encontrar uma solução lógica para esta situação", lembram os signatários da tribuna.

Sublinham que a MINURSO é a única missão "moderna" de manutenção de paz das Nações Unidas cujo mandato não prevê a missão de identificar e denunciar as violações dos direitos humanos. Nos territórios saharauis ocupados, que eles visitaram várias vezes, Kennedy Bardem testemunham "desaparecimentos, torturas, detenções arbitrárias, brutalidades policiais e militares, intimidações, vigilância e espancamentos de muitas vítimas" saharauis.

Bardem e Kerry Kennedy não deixam de enfatizar a "responsabilidade especial" da França e da Espanha face ao povo saharaui. Consideram que "é hora de fazer respeitar plenamente os direitos fundamentais do povo saharaui através da criação de um mecanismo permanente para a proteção dos direitos humanos."


Fonte: El Watan

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A paixão saharaui de Javier Bardem

 

O ator espanhol Javier Bardem fez sua a causa dos saharauis porque, diz, sendo espanhol sente-se responsável pela sorte desse povo.

Bardem esteve esta segunda-feira em Londres para a projeção do seu documentário “Hijos de las nubes” no âmbito do Festival de cinema espanhol de Londres e um dia antes da película estar disponível para ser visto online, na plataforma iTunes.

“Há muitas coisas más no mundo. Que razões me levaram a escolher esta? Porque sou espanhol”, explicou o ator – vencedor do Óscar em 2007 pelo seu papel em "No Country for Old Men" – depois de uma exibição privada do filme em Londres.

O documentário, de 2012, narra a relação de Bardem com o Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola no noroeste de África, situada frente às ilhas Canárias, assim como o enfrentamento do seu povo com Marrocos e a situação dos mais de 200.000 refugiados saharauis na Argélia.



“Como espanhóis, somos responsáveis pela situação”, insiste, em referência à saída precipitada das forças espanholas do Sahara em 1975, sem defender os saharauis da invasão marroquina.

No seguimento da tomada do território seguiram-se 16 anos de combates entre a Frente Polisario saharaui e as forças marroquinas, até ao cessar-fogo de 1991, que previa a realização de um referendo em que os saharauis decidiriam se queriam juntar-se a Marrocos ou ser independentes.

O referendo não se realizou porque a Marrocos não lhe interessa – segundo os testemunhos do documentário, entre os quais o do ex-ministro francês dos Negócios Estrangeiros Roland Dumas ou do antigo embaixador norte-americano na ONU, John Bolton.

Bardem nasceu nas ilhas Canárias a 1 de março de 1969, tem 44 anos. “mas com 3 anos parti e cresci em Madrid”. No entanto, “tenho consciência” do problema saharaui “ quase desde o dia em que nasci, porque a mina mãe (a atriz Pilar Bardem) é uma ativista”.

“Em 2008 visitei um campo de refugiados”, por ocasião de um festival de cinema, o FISahara, que se realiza anualmente. E daí desenvolveu-se um interesse que se cristalizou no documentário.



“Nãoé o Doutor Jivago, mas levou quatro anos” a fazê-lo, recorda sobre o documentário dirigido por Álvaro Longoria. Ao contrário do que se poderia esperar, “houve gente que não se incomodava em responder ao telefonema porque sabiam que os chamava ” para serem entrevistados.

Porquê? “Porque sabiam que lhe ia perguntar pelo Sahara”. O silêncio que mais lhe dói é o das autoridades marroquinas, porque pensa que isso retira equilíbrio ao documentário, mas também o das autoridades espanholas, ainda que, afirme, “seu silêncio fala por si mesmo”.

Bardem visitou em diversas ocasiões os refugiados, mas nunca os saharauis que ficaram nas cidades do antigo Sahara espanhol, agora sob controlo marroquino, como El Aaiún ou Smara.
 
Javier Bardem e Penélepe Cruz, dois militantes da causa saharaui
“Procurámos ir mas foi impossível. Quando surgiu uma possibilidade, sabíamos que estaríamos em perigo. Não era medo, ainda que seja humano e tenha medo, mas pensámos que poderíamos fazer perigar o projeto”, argumenta o ator espanhol, pai de dois filhos da sua colega e compatriota Penélope Cruz.

O ator – e seu documentário– é particularmente critico com França e, em menor medida, com os Estados Unidos por porem-se do lado de Marrocos no conflito, por interesses económicos e velhas alianças da guerra fria, afirma.

De facto, a película não foi ainda exibida em França. “Nota-se que eles não gostam” que trates este tema.

Bardem não se importa do que possam pensar sobre a sua implicação na defesa dos saharauis. “As reações são o que menos me importa. Há tempo que não leio nada sobre o que dizem de mim”.


Fonte: terra.com / AFP

domingo, 7 de julho de 2013

Javier Bardem rodará documentário sobre "Férias em Paz" das crianças saharauis

 

Tanto Galiza como as comunidades autonómicas da Cataluña e Andaluzia serão palco da rodagem de um documentário sobre o projeto “Vacaciones en Paz” do ator e diretor Javier Bardem.

As comunidades autónomas citadas foram selecionadas para relatar a estadia em Espanha de três crianças saharauis.



Na Galiza será contado o caso de uma menina enferma que aproveitará esse período para ser vigiado pelo médico e receber tratamento. Os outros dois casos são o de um menino que repete a experiência e que é o seu último ano, e o terceiro um a menino que desfruta pela primeira vez do programa "Vacaciones en Paz".

O ator espanhol defensor de la causa saharaui, foi agraciado na última gala dos “Goya” com o prémio para o melhor documentário espanhol intitulado "Hijos de las nubes, la última colonia".


SPS