domingo, 14 de abril de 2019

O interminável labirinto das negociações sobre o Sahara Ocidental




Artigo de opinião de Mamia Salec Baba - 13 de abril de 2019 – Poemario por un Sahara Libre - Acreditávamos que as negociações em curso entre Marrocos e a Frente Polisario, sob a mediação do antigo presidente alemão e enviado especial da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Kohler, garantissem uma solução coerente para o povo saharaui no exílio há mais de 40 anos e vivendo em condições muito duras.

A Frente Polisrio pede que os saharauis decidam livremente o que querem ser. A alternativa mais democrática é através de um referendo de autodeterminação. Enquanto Marrocos se fecha na solução autonómica como a única saída.

Marrocos não quer negociar, quer arrastar o tempo para que o povo saharaui perca a esperança. Rejeita tudo o que o Polisario pede, como a libertação dos presos políticos ou a permissão à entrada de observadores internacionais nos territórios ocupados e da imprensa internacional.

A partir dos anos 70, os primeiros refugiados saharauis que escaparam aos bombardeamentos começaram a chegar, repartiram-se por 5 acampamentoss. Desde então, que esperam a promessa da ONU de realizar um referendo para poderam regressar à sua terra.

Progressivamente a ajuda humanitária que chega é menor, as condições climáticas são muito difíceis. A juventude não vê futuro na ausência de uma perspectiva de solução. Enquanto isso, nos territórios ocupados, os saharauis estão condenados a viver sob o terror das contínuas violações dos direitos humanos pela força de ocupação marroquina.

Chegou a hora de a ONU acabar com esta farsa de negociação e status quo indefinido. O povo saharaui deve pronunciar-se num referendo justo, já que a história exige-nos e não podemos conceder a Marrocos o que o direito internacional não lhe reconhece. Mais de 40 anos são suficientes para uma povo dividida por um muro de 2700 km.

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