
Fernando Ruiz Pérez, Noemí Santana Perera e Carmelo Ramírez, conselheiro
do Cabildo de Gran Canaria
Entre os expulsos estão Carmelo Ramírez, presidente da FEDISSAH e conselheiro do Cabildo de Gran Canaria, bem como Noemí Santana Perera e Fernando Ruiz Pérez. A delegação tinha como objetivo acompanhar a situação dos direitos humanos no território, nomeadamente junto de ativistas e da população saharaui.
Em reação ao incidente, organizações solidárias com o povo saharaui consideraram a expulsão um “ato de repressão inaceitável” e uma tentativa de impedir a observação internacional de alegadas violações de direitos humanos, incluindo detenções arbitrárias, tortura, desaparecimentos forçados, julgamentos sem garantias e perseguição a defensores de direitos humanos.
As mesmas fontes denunciam que Marrocos tem vindo a bloquear de forma recorrente o acesso de delegações internacionais e solidárias ao Sahara Ocidental, com o objetivo de silenciar a população local e ocultar a ocupação do território, considerada ilegal à luz do Direito Internacional.
A partir das Canárias, responsáveis políticos e organizações cívicas reafirmaram o seu compromisso com os Direitos Humanos, com o Direito Internacional e com o direito à autodeterminação do povo saharaui, consagrado em resoluções das Nações Unidas. Entre as exigências reiteradas estão o fim da ocupação do território, a libertação dos presos políticos saharauis e a realização de um referendo livre e com garantias internacionais.
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