sábado, 1 de agosto de 2026

Infantino rende-se a Marrocos




O presidente da FIFA, Gianni Infantino, rendeu-se a Marrocos em plena disputa pela organização da final do Mundial 2030, afirmando que a próxima edição do torneio "será a melhor porque se vai realizar no país mais bonito de todos, Marrocos", segundo avança a rádio espanhola Cope.

Infantino esteve entre os convidados no "Dia do Trono", cerimónia organizada pelo rei Mohamed VI para celebrar o aniversário da sua subida ao trono, e aproveitou a ocasião para elogiar largamente o país norte-africano, que vai coorganizar o Mundial de 2030 juntamente com Espanha e Portugal, numa edição especial que assinala o centenário da competição.

O dirigente italo-suíço recordou que "acabámos de organizar uma magnífica Copa do Mundo" e sublinhou que "sabemos que a próxima, a copa do centenário, também se vai realizar aqui em Marrocos". Segundo a Cope, Infantino destacou ainda a cultura futebolística do país, afirmando que "os marroquinos são apaixonados por futebol, que gostam de celebrar a sua seleção nacional com alegria e entusiasmo", e garantiu que "estão prontos para receber o mundo" na edição de 2030, que classificou como "sem dúvida a maior da história".

O presidente da FIFA terminou a sua intervenção com um efusivo "viva Marrocos! E obrigado por me receberem", deixando patente a sua confiança na capacidade organizativa e na hospitalidade do país anfitrião. Para lá da diplomacia, a maioria dos observadores consideraram excessiva a postura do líder da FIFA, catalogando-a de bajulação e «puxa-saquismo»

As declarações surgem num momento particularmente sensível, com Marrocos e Espanha envolvidos numa disputa pela organização da final do torneio — que deverá opor o novo Estádio Hassan II, em Casablanca, ao renovado Santiago Bernabéu, em Madrid — e enquanto a proximidade de Infantino à Casa Real marroquina continua a ser assinalada por vários meios de comunicação espanhóis como um sinal da força da candidatura de Rabat, a que o Presidente dos EUA, neste caso, não será alheio...

Fonte: Cope

Irlanda reitera preocupação com presos políticos saharauis e reafirma apoio ao direito à autodeterminação


Helen McEntee


O Governo irlandês reiterou a sua preocupação com a situação dos presos políticos saharauis detidos em prisões marroquinas, reafirmando ao mesmo tempo o seu apoio inequívoco ao direito do povo saharaui à autodeterminação, em conformidade com o direito internacional e as resoluções relevantes da ONU.

A posição foi expressa numa resposta escrita da ministra dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Irlanda, Helen McEntee, a duas perguntas parlamentares apresentadas pelos deputados Paul Murphy e Duncan O'Laguerre sobre a situação dos presos políticos saharauis, nomeadamente Naâma Asfari, membro do chamado "Grupo Gdeim Izik". Na resposta, o Governo irlandês sublinhou que a promoção e a proteção dos direitos humanos constituem um pilar fundamental da sua política externa, instando todos os Estados a respeitar os direitos dos presos e detidos em conformidade com as Regras Mínimas da ONU para o Tratamento de Reclusos.

Irlanda reiterou também a sua "condenação inequívoca da tortura e de qualquer outra forma de maus-tratos", apelando a todos os Estados para que combatam e previnam essas práticas. O Governo irlandês fez ainda referência às conclusões do Comité das Nações Unidas contra a Tortura, que confirmaram que Marrocos violou os direitos dos presos saharauis ligados ao "Grupo Gdeim Izik", considerando essas conclusões um ponto de referência importante para avaliar a situação dos direitos humanos destes presos. 

Segundo o executivo irlandês, o seu compromisso com esta questão continuará no âmbito do apoio aos esforços das Nações Unidas, tendo em conta o papel desempenhado pelo enviado pessoal do secretário-geral da ONU para o Sahara Ocidental, Staffan de Mistura, e o país afirmou que continuará a acompanhar de perto todos os desenvolvimentos relevantes, tanto no quadro da União Europeia como das Nações Unidas.