O presidente da FIFA, Gianni Infantino, rendeu-se a Marrocos em plena disputa pela organização da final do Mundial 2030, afirmando que a próxima edição do torneio "será a melhor porque se vai realizar no país mais bonito de todos, Marrocos", segundo avança a rádio espanhola Cope.
Infantino esteve entre os convidados no "Dia do Trono", cerimónia organizada pelo rei Mohamed VI para celebrar o aniversário da sua subida ao trono, e aproveitou a ocasião para elogiar largamente o país norte-africano, que vai coorganizar o Mundial de 2030 juntamente com Espanha e Portugal, numa edição especial que assinala o centenário da competição.
O dirigente italo-suíço recordou que "acabámos de organizar uma magnífica Copa do Mundo" e sublinhou que "sabemos que a próxima, a copa do centenário, também se vai realizar aqui em Marrocos". Segundo a Cope, Infantino destacou ainda a cultura futebolística do país, afirmando que "os marroquinos são apaixonados por futebol, que gostam de celebrar a sua seleção nacional com alegria e entusiasmo", e garantiu que "estão prontos para receber o mundo" na edição de 2030, que classificou como "sem dúvida a maior da história".
O presidente da FIFA terminou a sua intervenção com um efusivo "viva Marrocos! E obrigado por me receberem", deixando patente a sua confiança na capacidade organizativa e na hospitalidade do país anfitrião. Para lá da diplomacia, a maioria dos observadores consideraram excessiva a postura do líder da FIFA, catalogando-a de bajulação e «puxa-saquismo»
As declarações surgem num momento particularmente sensível, com Marrocos e Espanha envolvidos numa disputa pela organização da final do torneio — que deverá opor o novo Estádio Hassan II, em Casablanca, ao renovado Santiago Bernabéu, em Madrid — e enquanto a proximidade de Infantino à Casa Real marroquina continua a ser assinalada por vários meios de comunicação espanhóis como um sinal da força da candidatura de Rabat, a que o Presidente dos EUA, neste caso, não será alheio...
Fonte: Cope

