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| Aminetu Haidar |
As autoridades marroquinas impediram esta quarta-feira a saída do Sahara Ocidental da ativista saharaui Aminetu Haidar, conhecida como a “Gandhi saharaui”, travando o seu embarque num voo da Ryanair entre Dakhla e Madrid. A informação foi avançada pelo jornal El Independiente.
Segundo fontes próximas da ativista, Aminetu Haidar e a filha foram retidas no aeroporto após a identificação policial, tendo sido sujeitas a um controlo adicional que a defensora dos direitos humanos considerou discriminatório. As autoridades aeroportuárias de oucpação acabaram por impedir o seu embarque, sem apresentação de uma justificação formal.
Aminetu Haidar tornou-se uma figura internacionalmente reconhecida em 2009, quando realizou uma greve de fome de mais de 30 dias no aeroporto de Lanzarote, após ter sido impedida de regressar a El Aaiún por se recusar a aceitar a nacionalidade marroquina. O protesto colocou sob forte pressão o então Governo espanhol e expôs a situação do Sahara Ocidental.
Recentemente, a
ativista voltou a criticar a última resolução do Conselho de
Segurança da ONU, que privilegia a proposta marroquina de autonomia
para o território, alertando para o risco de radicalização entre
os jovens saharauis e para o regresso da violência ao conflito,
retomado em 2020 entre Marrocos e a Frente Polisario.
Distinguida
com o Prémio Right Livelihood, Aminetu Haidar continua a afirmar que
a luta do povo saharaui é uma questão de dignidade e de
autodeterminação, sublinhando que “a liberdade não é uma
metáfora, é um destino ainda por cumprir”, escreve o El
Independiente.

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