terça-feira, 8 de outubro de 2013

Condições para a reabertura da fronteira argelino-marroquina não estão reunidas - segundo o MNE da Argélia



Não estão ainda reunidas as condições para a reabertura da fronteira entre a Argélia e Marrocos, encerrada desde 1994, afirmou hoje terça-feira o novo chefe da diplomacia argelina, Ramtane Lamamra. "As razões que levaram ao encerramento da fronteira ainda não estão resolvidas", declarou à radiodifusão pública, acrescentando que a reabertura necessitava de uma "dinâmica destinada a resolver o conjunto das razões" do encerramento ; é preciso que esta dinâmica seja "conduzida e resolvida até ao fim", acrescentou Ramtabe Lamamra.

Em 1994, Argel decidiu fechar a fronteira terrestre com Rabat  após um atentado mortífero em Marraquexe de cuja autoria o reino de Marrocos responsabilizou os serviços de informação argelinos.

"As relações entre a Argélia e Marrocos não estão desmesuradamente tensas e têm um potencial de melhoria ", precisou Lamamra.   
 
Ramtane Lamamra, MNE da Argélia

O ministro argelino afirmou que as relações entre os dois países não estavam normalizadas por causa de "um acesso de febre, especialmente nos meios de comunicação social e às vezes nalgumas declarações oficiais."

Argélia e Marrocos têm tentado nos últimos anos fortalecer a sua cooperação e melhorar as relações, mas estes esforços são dificultados pelo conflito do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola que o Marrocos ocupa desde 1975.


A Argélia apoia os independentistas da Polisario, que rejeitam o plano de autonomia marroquino e reclamam a realização de um referendo de autodeterminação.

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