O Conselho de Segurança da ONU deverá discutir em abril o futuro da MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental), destacada para o território, num momento em que se registam novos esforços internacionais para desbloquear o conflito.
A análise surge no âmbito de uma revisão estratégica solicitada pelo secretário-geral das Nações Unidas, após a prorrogação do mandato da missão até outubro de 2026. Criada em 1991, a MINURSO tem como principal objetivo organizar um referendo de autodeterminação — um processo que continua por concretizar.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a mediação, promovendo encontros entre Marrocos, a Frente Polisario, a Argélia e a Mauritânia, retomando negociações presenciais que não ocorriam desde 2019. Marrocos terá apresentado uma versão atualizada do seu plano de autonomia, base das atuais discussões por imposição dos EUA.
O impasse mantém-se, porém, devido a posições divergentes: Rabat defende a soberania sobre o território com um regime de autonomia, enquanto a Frente Polisario insiste no direito à autodeterminação do povo saharaui.
Dentro do Conselho de Segurança, persistem divisões. Países como os Estados Unidos e a França apoiam a proposta marroquina, enquanto outros Estados continuam a defender uma solução assente no direito internacional e no referendo.
Perante a ausência de progressos concretos e limitações operacionais da MINURSO, a ONU enfrenta o desafio de redefinir o papel da missão e relançar um processo político que permanece bloqueado há décadas.

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