As
organizações saharauis
de direitos humanos e de ação contra minas denunciaram a morte
recente de um jovem de 20 anos e de uma criança de quatro anos
devido à explosão de minas na região de Zag, junto ao muro militar
marroquino no Sahara
Ocidental.
A denúncia foi feita pela Oficina Saharaui
de Coordenação da Ação contra as Minas e pela organização de
direitos humanos CODESA, que apelaram à comunidade internacional
para adotar medidas urgentes de proteção da população civil.
Segundo as organizações, as vítimas morreram numa área contaminada por minas terrestres e restos explosivos de guerra instalados em torno do muro militar construído por Marrocos nos anos 80.
As associações recordam que a barreira defensiva marroquina se estende por mais de 2.700 quilómetros e permanece cercada por milhões de minas antipessoais e antiveículo, consideradas entre os maiores campos minados do mundo.
De acordo com as denúncias divulgadas esta quarta-feira, os explosivos continuam a afetar sobretudo crianças, pastores, nómadas e habitantes de zonas rurais próximas do muro.
As associações defendem também que Marrocos adira à Convenção de Otava sobre minas antipessoais, publique mapas dos campos minados e facilite operações de desminagem e proteção da população civil em conformidade com o direito internacional humanitário.


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