quarta-feira, 13 de maio de 2026

Minas no Sahara Ocidental causam morte de jovem e criança, denunciam organizações saharauis

 


As organizações saharauis de direitos humanos e de ação contra minas denunciaram a morte recente de um jovem de 20 anos e de uma criança de quatro anos devido à explosão de minas na região de Zag, junto ao muro militar marroquino no Sahara Ocidental.
A denúncia foi feita pela Oficina Sa
haraui de Coordenação da Ação contra as Minas e pela organização de direitos humanos CODESA, que apelaram à comunidade internacional para adotar medidas urgentes de proteção da população civil.

Segundo as organizações, as vítimas morreram numa área contaminada por minas terrestres e restos explosivos de guerra instalados em torno do muro militar construído por Marrocos nos anos 80.

As associações recordam que a barreira defensiva marroquina se estende por mais de 2.700 quilómetros e permanece cercada por milhões de minas antipessoais e antiveículo, consideradas entre os maiores campos minados do mundo.

De acordo com as denúncias divulgadas esta quarta-feira, os explosivos continuam a afetar sobretudo crianças, pastores, nómadas e habitantes de zonas rurais próximas do muro.




As organizações saharauis criticam ainda o que consideram ser um tratamento desigual por parte da comunidade internacional relativamente às vítimas civis do conflito no Sahara Ocidental. Referem que, enquanto vários governos ocidentais reagiram rapidamente após os recentes projéteis lançados pelo Exército de Libertação do Povo Ssaharaui (ELPS) sobre Smara, os incidentes causados por minas em áreas saarauís raramente motivam respostas internacionais visíveis.

As associações defendem também que Marrocos adira à Convenção de Otava sobre minas antipessoais, publique mapas dos campos minados e facilite operações de desminagem e proteção da população civil em conformidade com o direito internacional humanitário.

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