sábado, 29 de abril de 2017

Polisario aplaude a nova resolução da ONU e afirma que ela reconhece-lhe a razão


Fonte: Terra / EFE - A Frente Polisario acolheu com agrado a resolução aprovada ontem, sexta-feira,  por unanimidade pelo Conselho de Segurança sobre o Sahara Ocidental que estendeu por mais um ano a missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental (MINURSO) e aprovou a proposta do Secretariado Geral para relançar as negociações.

Num comunicado de imprensa emitido após o resultado da votação, a Polisario também considerou que o texto lhe dá razão no que concerne ao conflito em Guerguerat, uma "zona tampão" estratégica situada entre a fronteira norte da Mauritânia e o território do Sahara Ocidental que Marrocos ocupa desde 1975.

"A resolução reafirma que o direito do povo saharaui à autodeterminação é o guia de referência substancial que deve guiar a negociação direta que o secretário-geral, Antonio Guterres, deve relançar nas negociações entre as suas partes", sublinha o comunicado.

"A resolução expressa o reconhecimento do Conselho de Segurança que a crise desencadeada por Marrocos no passado dia 11 de agosto ao violar o cessar-fogo para construir uma estrada com fins comerciais ilegais, criou uma situação que desafia a letra e o espírito do acordo militar" de cessar-fogo, acrescenta.

O exército marroquino penetrou em Guerguerat no início de agosto passado, com a desculpa de asfaltar uma estrada, avanço militar que os saharauis denunciaram como uma violação do cessar-fogo assinado em 1991.

A tensão militar cresceu na zona até que os marroquinos decidiram em Março passado retirar-se de forma "unilateral" em resposta a um pedido do secretário-geral das Unidas Unidas.

Os saharauis decidiram fazer o mesmo ontem à noite, no último minuto, depois de terem visto que o pedido de retirada estava incluído no primeiro rascunho da resolução que ia ser votada no Conselho de Segurança.

"O Conselho e o Secretário-Geral no parágrafo 89 dão, portanto, razão à posição que a Frente Polisario tem defendido desde 28 de agosto, dia em que deslocou unidades militares para a região de Guerguerat para deter a violação do cessar-fogo  de Marrocos" dia a organização saharauis no comunicado.

Em linha com estes argumentos, os saharauis também solicitaram ao Secretário-Geral que tomasse "prontamente as medidas adequadas e necessárias" para promover o diálogo, estagnado desde os eventos na zona tampão.

“Tanto para o relançamento das negociações como para a busca de formas e medidas que resolvam as consequências resultantes da violação do acordo militar, o Secretário-Geral encontrará da parte saharaui a vontade de cooperar com seus esforços", acrescenta a nota.


Os saharauis esperam que essa negociação culmine com a convocatória do referendo de autodeterminação prometido e a que Marrocos coloca obstáculos.

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