segunda-feira, 21 de março de 2022

Sahara Ocidental: Todos contra Pedro Sanchez e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros


(EFE/Ballesteros)


O parceiro de coligação de Governo, o Unidas Podemos, já pediu a comparência de Pedro Sánchez, no Parlamento, na sequência do alinhamento da posição do executivo espanhol com as teses expansionistas de Marrocos no Sahara Ocidental. O PP, o maior partido da oposição, deverá fazê-lo nas próximas horas.
A cedência da Pedro Sanchez e do seu ministro dos Negócios Estrangeiros às chantagens e pressões marroquinas (vagas de migrantes ilegais para Ceuta e Melilha e Canárias, incremento das provocações nas águas territoriais espanholas, tráfico de droga, suspensão de relações diplomáticas, etc.) teve o mérito de levantar um clamor nacional contra a inadmissível postura de La Moncloa em relação à antiga colónia de Espanha de que o país, segundo o Direito Internacional, continua a ser potência administrante.

Espanha e Portugal; Sahara Ocidental e Timor-Leste

Em termos de comparação era como se o Governo Português, na altura chefiado pelo atual SG da ONU, António Guterres, também ele socialista, tivesse, a seu tempo, contemporizado com a sangrenta ocupação da antiga colónia portuguesa de Timor-Leste pela Indonésia.
Mas não é só o completo arco de partidos e organizações do Estado espanhol que manifestam oposição e perplexidade face à posição de Pedro Sanchez e de José Manuel Albares, é também a opinião pública, e grande parte da base eleitoral e dos militantes do PSOE.

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