quinta-feira, 30 de junho de 2011

Referendo em Marrocos: em nome de Deus, do Rei e da Matraca


Os marroquinos devem pronunciar-se este primeiro de Julho, em referendo, a favor ou contra a nova Constituição. Acabou-se a repressão policial. O poder muda de estratégia e recruta agora os seus novos mercenários: os Baltajias, jovens marroquinos desfavorecidos, dispostos a tudo para defender o trono a troco de alguns dirhams. Além disso, o faz apelo à religião através maior corrente sufista de Marrocos: a Boutchichia. Por último, o voto dos marroquinos residentes no estrangeiros MRE) poderá ser também um apoio apreciável.

Plus que deux jours de réflexion pour la communauté marocaine avant d’aller voter oui ou non à la nouvelle Constitution. Le royaume chérifien, qui tente dorénavant de se positionner en tant qu’Etat pacifique et bien sûr démocratique, semble avoir trouvé une solution alternative à la répression. Enfin presque... Le déploiement de ses nouveaux mercenaires et l’appel à la religion seraient, d’après le quotidien marocain Demainonline.com, les nouvelles armes du gouvernement pour contrer ceux qui disent « non » à la réforme.

Les "Baltajias de Sidna"

Désormais, la répression policière ne devra être utilisée qu’exceptionnellement face aux manifestants du Mouvement du 20 février. Mais le pouvoir a trouvé un autre moyen de faire taire les contestataires : de jeunes désœuvrés recrutés sur tout le territoire par des partis politiques et indirectement par la Direction de la Surveillance du Territoire (DST). Ils se font appeller les "Baltajias de Sidna". Pour 100 dirhams (10 euros), ces nouveaux combattants du roi, qui pour la plupart ne connaissent rien de la Constitution, sont appelés pour défendre le trône. Leurs armes ? Le drapeau national, le portrait du souverain et surtout des barres de fer, des couteaux et des sabres !

Les soufis de la secte Boutchichia

Les autorités du royaume font aussi appel à la religion pour encourager les Marocains à voter oui à sa nouvelle Constitution par l’entremise de la secte soufie Boutchichia. Les membres de cette secte, qui peuplent la haute et moyenne administration et ont pour "guide suprême" Hamza Kadiri Boutchichi, se sont manifestés dimanche. Ils étaient des milliers à s’être réunis à Casablanca pour faire concurrence à la manifestation du Mouvement du 20 février prévu ce jour-là. Pour se faire, des partis politiques ont mobilisé des centaines de bus pour rapatrier les adeptes de la secte. Sauf que le mouvement, lui, s’est rassemblé partout au Maroc, et pas seulement dans la capitale économique…

Des bureaux de votes dans les ports

C’est l’été, et les Marocains résidents à l’étranger (MRE) ont commencé leur périple routier pour se rendre au Maroc. Et pour que ces ressortissants puissent eux aussi voter, les autorités du royaume ont trouvé la parade : installer des bureaux de vote dans les ports d’Algeciras et d’Almeria, en Espagne, et de Sète, en France.

« Des bureaux de vote ont été mis en place dans des ports européens importants pour permettre aux Marocains résidant à l’étranger (MRE), en transit vers le Maroc pour les vacances estivales, d’accomplir leur droit de vote au référendum constitutionnel du 1er juillet », a annoncé l’agence de presse officielle MAP qui reprend une déclaration du ministre chargé de la communauté marocaine résidant à l’étranger, Mohamed Ameur.

Dans cette situation, aucune liste électorale ! Un ressortissant marocain pourrait voter plus d’une fois, personne ne le saurait…

Alors que certains semblent satisfaits des efforts entrepris par le roi quant à la rédaction d’une nouvelle Constitution, d’autres voteront non lors du référendum estimant que ce nouvel écrit ne répond pas aux revendications. Entre combattants du trône et utilisation de la religion, le pouvoir espère mettre tout le monde d’accord. Quelles seront les conséquences de cette stratégie ?~

Fouâd Harit – Afrik.com

Marrocos faz marcha atrás e permite o regresso da Al Yazira


O Governo marroquino fez marcha atrás nas suas decisões anteriores e abriu as suas fronteiras aos meios de comunicação  internacionais para cobrir o referendo da nova Constituição, entre os quais a vetada cadeia de TV do Quatar, a Al Yazira.

El Gobierno cerró la oficina de la televisión qatarí en Rabat y retiró la acreditación a sus periodistas acusándoles de "no ser profesionales ni neutrales" en la cobertura del conflicto entre Marruecos y el Sáhara Occidental, durante el violento desalojo del campamento Dignidad en El Aaiún, el pasado noviembre.

El veto a esta televisión ya viene de 2008, cuando Marruecos prohibió la emisión de un programa diario de noticias sobre los países del Magreb por informar sobre la muerte de cinco personas durante unos disturbios en la ciudad de Sidi Ifni, contradiciendo la versión oficial, que negaba que hubiera fallecidos.

Los observadores internacionales consideran que la decisión de aceptar al canal más visto en la mayoría de los países árabes es un intento de evitar problemas en un momento importante como el del referéndum. Además, teniendo en cuenta que durante los últimos meses esta cadena ha estado emitiendo imágenes no oficiales, grabadas con cámaras ocultas, sería una manera de tenerlo todo bajo control.

El Movimiento 20 de Febrero, que pide el boicot a la votación, saldrá hoy a las calles para protestar por la parcialidad de la campaña del referéndum en los medios públicos, por las subvenciones a los partidos, por el uso de la religión como arma política y por el hecho de que la comisión para reformar la Constitución fuese nombrada por el rey Mohamed VI.

Publico.es – Sonia Moreno

terça-feira, 28 de junho de 2011

União Africana reafirma o seu apoio ao referendo de autodeterminação no Sahara Ocidental


O Presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping, reafirmou Domingo o apoio da UA à realização de um referendo de autodeterminação no Sahara Ocidental, em relatório apresentado à 19 ª reunião ordinária do Conselho Executivo da UA que tem lugar na Guiné Equatorial de 26 a 27 de Junho de 2011.

Jean Ping renovou o compromisso da UA para fazer todo o possível para apoiar uma solução que garanta o direito do povo saharaui à autodeterminação em linha com o Plano de Acção de Trípoli, que estabelece "a necessidade de um referendo de autodeterminação que permita ao povo saharaui escolher livremente entre a opção da independência ou a integração no Reino de Marrocos".

O relatório expressa a esperança de que as duas partes, Frente Polisario e Marrocos, cooperem de forma significativa e séria na procura de uma solução definitiva do conflito do Sahara Ocidental, baseada no respeito pela legalidade internacional. (SPS)

domingo, 26 de junho de 2011

Marrocos entre os maiores produtores mundiais de Cannabis – segundo a ONU


Marrocos foi classificado pela ONU como um dos maiores produtores mundiais de resina de cannabis , a droga mais consumida e vendida em todo o mundo.

Em relatório publicado na passada quinta-feira pelo Departamento das Nações Unidas contra a droga e o crime (ONUDC) afirma-se que a produção de resina de cannabis concentra-se em particular em Marrocos e no Afeganistão, acrescentando-se que esta droga continua a ser ‘’a mais consumida e vendida em todo o mundo com uma média de 125 a 203 milhões de consumidores’’.

O departamento da ONU refere que a superfície cultivável de resina de cannabis em Marrocos é estimada em cerca de 47.500 hectares (número fornecido pelas próprias autoridades marroquinas) cuja produção se ‘’destina principalmente aos mercados do Norte de África , da Europa Ocidental e da Europa de Leste’’. Em 2009, entre 2,8 % e 4,5 % da população mundial entre 15 e 64 anos consumiram cannabis pelo menos uma vez na vida, refere o relatório.

Segundo o ONUDC, a produção de resina de cannabis é mais localizada e o tráfico desta droga faz-se a mais longas distências, referindo que ‘’os países mais citados como ffontes de prodiução por parte dos consumidores de resina de cannabis são Marrocos, o Afeganistão, Líbano, Nepal e a Índia’’.

Algérie Plus, 24/06/2011

Os saharauis fazem dos recursos naturais a sua nova frente de luta

Descarga de peixe no Porto de El Aiun

A denuncia de que Marrocos explora ilegalmente as riquezas do território converte-se num dos cavalos de batalha do conflito

Os serviços jurídicos do Parlamento Europeu assestaram em Janeiro de 2010 um severo golpe à política de factos consumados que Marrocos impõe no Sahara Ocidental desde 1975. Os peritos jurídicos da Eurocâmara denunciaram na altura a ilegalidade "da aplicação" do acordo de pescas entre a União Europeia e Marrocos, que inclui as águas saharauis, sublinhando uma realidade que Marrocos pretende ocultar: que o Sahara não é mais do que um território não autónomo; uma colónia.

Partiendo de esta condición, los abogados del Parlamento de Estrasburgo argumentaron, siguiendo la doctrina de Naciones Unidas, que para que el acuerdo fuera legal la población autóctona debería haber dado su visto bueno al convenio y haberse beneficiado de la actividad pesquera. Dos condiciones cuyo cumplimiento se ponía seriamente en duda.
Aunque el dictamen no logró que se suspendiera el convenio -o bien que se excluyeran las aguas saharauis- sí tuvo como consecuencia que el acuerdo pesquero no fuese renovado automáticamente sino que sólo se prorrogara por un año, para disgusto de Marruecos y de sus valedores en la UE, España y Francia. Un plazo que venció el pasado miércoles sin que hubiera acuerdo en Bruselas para sancionar una nueva prórroga de 12 meses, que volverá a ser discutida en unos días.

Pero ya antes de llegar a los despachos de Estrasburgo, la cuestión de la explotación de riquezas naturales del Sáhara como la pesca, los fosfatos y la promesa nunca confirmada de que su subsuelo atesora petróleo, había saltado a la conciencia del pueblo saharaui. Algo que el catedrático de Derecho Carlos Ruiz Miguel define como un "despertar", que atribuye "al 45% de paro, los salarios de miseria de los pocos saharauis que trabajan y a que el sector de los fosfatos y de la pesca está empleando fundamentalmente a colonos marroquíes".
Una huelga de hambre En realidad, trabajadores y activistas de la excolonia española vienen denunciando desde hace años la "marginación" que padecen frente a los marroquíes que viven en su tierra; la precariedad de una población cuyos recursos naturales deberían bastar para ofrecerles una vida digna y sin estrecheces.

Eddaowdi Aomar, de 26 años, es uno de los seis saharauis que hasta el pasado lunes mantuvo una huelga de hambre que duró más de 60 días en la ciudad marroquí de Guelmim. Su objetivo era reclamar el fin "del expolio masivo de los recursos naturales del Sáhara por parte de Marruecos y la mejora de las condiciones económicas de la población saharaui", según un testimonio recogido por un activista de la asociación "Sahara Thawra".

Estos seis jóvenes tomaron el testigo de los miles de saharauis que el otoño pasado montaron el campamento Dignidad para exigir trabajo, pan y respeto, antes de ser desalojados por Marruecos el 8 de noviembre. También lo hizo Ali Saaduni, detenido por la Policía marroquí el 1 de junio en El Aaiún por intentar organizar una manifestación para denunciar el "pillaje de los recursos naturales".

"Muchos jóvenes que estudian en Marruecos están marginados por ser saharauis, mientras que los marroquíes que viven en el Sáhara se benefician de los puestos de trabajo. Las riquezas del Sáhara están además controladas por mafias y por empresas ligadas al Gobierno marroquí", asegura Javier García Lachica, del Observatorio de los Recursos Naturales del Sáhara (WSRW en sus siglas en inglés). Esta red internacional de denuncia creada en 2005 ve en los recursos del Sáhara uno de los motivos que justifican la "ocupación marroquí", subraya García Lachica.

"Sabemos que esta ocupación tiene otros aspectos, como el territorial, pero aun así creemos que lo que en buena parte justifica la ocupación son los beneficios que las autoridades y el rey obtienen del territorio. Mohamed VI se beneficia de los fosfatos y su entorno también: bien lo saben las empresas españolas que han creado empresas mixtas con allegados del rey para operar en el Sáhara", deplora.

Para el responsable del Observatorio, el dictamen de la Eurocámara ha sido crucial en la reivindicación saharaui: "Fue una pequeña revolución.El juego de intereses políticos y el statu quo quedó patas arriba, sobre todo porque luego ha habido un dictamen similar con respecto al acuerdo agrícola y de conservas pesqueras. Todo esto ha puesto muy nervioso a Marruecos, que ha movilizado toda su capacidad de lobby en la UE. Lo dejó claro el ministro de Asuntos Exteriores marroquí [Taieb Fassi-Fihri], cuando dijo que el acuerdo de pesca era sobre todo una cuestión política".

Además de subrayar la ilegalidad de la aplicación del acuerdo, el dictamen amenaza con socavar los argumentos de las muchas empresas extranjeras que, según WSRW, "contribuyen al expolio" con una presencia en el Sáhara que "legitima la ocupación marroquí", asegura García Lachica. "Hay muchas empresas que justifican su presencia allí arguyendo que si la UE lo hace, pues ellos también", precisa el activista.

El ejemplo de la UE
Público se puso en contacto con dos de las empresas denunciadas en las últimas campañas de WSRW: la conservera de pescado Jealsa Rianxeira y los supermercados Mercadona, que compra para su marca blanca, Hacendado, las sardinas que Jealsa envasa en su fábrica de El Aaiún.
Mercadona se limitó a remitir a este diario al distribuidor, Jealsa Rianxeira, mientras que fuentes de esta última empresa aseguraron que su presencia en el Sáhara se produce "en virtud de unos acuerdos vigentes y legales en la UE". Jealsa también precisó que "genera riqueza en la zona" y que de sus "350 empleados, entre 67 y 70 son saharauis".
Carlos Ruiz Miguel tiene claro por qué que la cuestión de la explotación de las riquezas del Sáhara es tan "sensible para Marruecos". En su opinión, la razón última es que "si queda claro que el país es rico nadie pondría en duda la viabilidad del Estado saharaui", una realidad que, concluye, "Marruecos y el Gobierno español quieren ocultar".

Empresas en el Sáhara Occidental
PCS (Estados Unidos)
Fosfatos
Potash corp. es, de acuerdo con los datos del Observatorio de Recursos Naturales del Sáhara Occidental (WSRW), la compañía internacional que más fosfatos adquiere en la excolonia española, pese a que el acuerdo de libre comercio que EEUU tiene con Marruecos excluye expresamente dicho territorio.

Incitec (australia)
Fertilizantes
WSRW sostiene que esta es la segunda empresa en volumen de compra de fosfatos saharauis, que luego utiliza para la vital industria del fertilizante.

Fmc Foret (españa)
Sector químico
Esta empresa española importa “ilegalmente” una media anual de 500.000 toneladas de fosfatos del Sáhara, según WSRW. La firma asegura que cumple con la legalidad y cita un informe encargado al bufete estadounidense Covington & Burling, que define a Marruecos como “potencia administradora”, una condición de la que este país carece según las resoluciones de la ONU.

Rianxeira (españa)
Conservas de pescado
El grupo empresarial gallego Jealsa comercializa las marcas Rianxeira y Escurís. A través de una empresa filial envasa sardinas en El Aaiún (Sáhara Occidental). Uno de sus principales clientes es la cadena de supermercados Mercadona, para los que envasa sardinas destinadas a Hacendado, la marca blanca de la firma. Rianxeira alega que “crea riqueza en la zona” y que tiene contratados a “unos 70 saharauis”.

Granintra (españa)
Construcción
Esta compañía canaria compra arena en el Sáhara Occidental cuyo destino es el sector de la construcción de las Islas.

Isofotón (españa)
Energías renovables
Empresa malagueña de placas solares fotovoltaicas. De acuerdo con los datos de WSRW, en enero de 2009 anunció la adjudicación de 1.200 instalaciones fotovoltaicas en “Marruecos”, algunas de las cuales están en El Aaiun.

Meripur (españa)
Pulpo
Viveros Merimar SL, empresa con sede en Palencia, comercializa pulpo natural y pulpo cocido capturado en Dajla (antigua Villa Cisneros), en el Sáhara.

Publico.es - TRINIDAD DEIROS

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Marrocos tolera o militantismo saharaui: Washington exige a Rabat que respeite os direitos humanos

Ali Salem Tamek
A diplomacia norte-americana está a incrementar as suas exigências em relação aos beligerantes do conflito do Sahara Ocidental, Marrocos e a Frente Polisario, para que respeitem os direitos humanos e as liberdades democráticas, como condição imprescindível para que prosperem as negociações directas que ambos levam a cabo em Nova York.

El 3 de Junio el régimen marroquí liberó a los 7 militantes saharauis encarcelados en la prisión de Salé, donde pasaron 18 meses sin juicio, acusados de “alta traición”, “complot contra la seguridad del Estado” y de “complicidad con el enemigo”, cargos que el propio tribunal militar rechazó y que la corte civil nunca procesó. El origen de su detención en octubre de 2009 fue el viaje que realizaron a los campamentos de refugiados de Tinduf en Argelia.

Una vez salidos de prisión, Ali Salem Tamek, perteneciente al “grupo de los siete”, junto con otros 88 militantes saharauis procedentes de diferentes ciudades del Sahara Occidental e incluso del sur de Marruecos (Laayun, Smara, Dajla, Guelmin, Tan Tan), volvieron a viajar a Tinduf donde han permanecido 18 días, siendo recibidos “con todoslos honores” por las Autoridades de la “República Saharaui” fundada por el Frente Polisario y que tiene su sede en dichos campamentos.

Esta vez a su vuelta a Laayun, ni Tamek ni sus acompañantes han sido molestadospor la policía, según informa el diario online “Demain”. El “delito” cometidoesta vez por estos saharauis ha sido el mismo que en octubre de 2009: viajar a los campamentos de Tinduf; en cambio antes fueron encarcelados y hoy recibidos como simples viajeros, sin que medie ninguna explicación. Tal como dice “Demain”, “alguien había decidido liberarlos violando todas las Leyes, reglamentos y protocolos que reglanla Justicia marroquí”. Hoy ese mismo “alguien” decidió ignorarlos.

Interrogado sobre elconflicto saharaui-marroquí el ministro francés de Asuntos Exteriores Alain Juppé, en visita oficial en Argelia, ha señalado que existe “unamediación norteamericana para encontrar una solución, sea en el marco dela autonomía, sea de la independencia”. Juppé sostiene que la crisis del Sahara “no impide que Argelia y Marruecos cooperen en el marco de la Unión del Magreb Árabe (UMA), y que fomenten las inversiones bilaterales”.

Es precisamente esta “mediación” de Washington entre los dos beligerantes, la que estáimponiendo nuevas reglas del juego en la región. Entre otras, que se respeten los principios de las libertades y los derechos democráticos, como base imprescindible para que las negociaciones directas que se están llevando a cabo en Nueva York, auspiciadas por el Secretario general de la ONU Ban Ki Moon y presididas por su representante especial Christopher Ross, lleguen a buen puerto.

Desde España, sin esperar a que las medidas de confianza prosperen y que la Hoja de ruta negociadora avance, la Coordinadora Estatal de Asociaciones Solidarias con el Sáhara Occidental (CEAS-Sáhara) ha advertido de que las “intenciones democratizadoras” del rey de Marruecos Mohamed VI, quedan “radicalmente desmentidas" por la “continua ocupación ilega”", la “opresión" en la antigua colonia española y la “ilegítima inclusión” del territorio saharaui en el proyecto de reforma constitucional.

Otros aires sonlos que soplan dentro mismo de Marruecos. El ministro marroquí de Relaciones con el Parlamento, DrissLachgar,miembro influyente de la dirección de la Unión Socialista (USFP) se ha mostrado confiado en que “los vientos de democracia que llegan a los países árabes” tengan también un “efecto positivo” en la resolución del conflicto del Sáhara Occidental. Lachgar presidió una delegación marroquí en Bruselas, cuya misión ha sido la de explicar ante el Parlamento europeo y la Comisión, el alcance del proyecto de nueva Constitución arroquí decidido por Mohamed VI y que será sometido a referéndum popular el viernes 1º de Julio.
El Imparcial - Pedro Canales 24-06-2011