segunda-feira, 5 de junho de 2017

Brasil: PT reafirma solidariedade com o Povo Saharaui




Brasília, 05 de junho de 2017(SPS)-. O Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil renovou este sábado a sua permanente solidariedade com o povo saharaui.
Essa reafirmação teve lugar durante o 6.º Congresso Nacional do PT que se realizou de 1 a 3 de junho na capital Brasília, e a que assistiram 600 delegados e 72 convidados de 28 países.

Durante a sua intervenção ante os delegados internacionais e os dirigentes máximos do Partido, o representante da Frente Polisario, Mohamed Zrug, agradeceu “as demonstrações de solidariedade permanentes do Partido dos Trabalhadores com a nossa causa nacional”, tendo também exposto aos presentes, os principais rasgos do momento da luta do povo saharaui, caracterizados por uma “heroica resistência nos territórios ocupados e nas prisões marroquinas; pela unidade em torno da Frente Polisario; a força do movimento de solidariedade mundial e a irreversível consolidação da República Saharaui nos cenários internacionais”.

O representante da Frente Polisario manteve encontros bilaterais com representantes e dirigentes de organizações políticas da África do Sul, Angola, Suécia, Alemanha, França, Uruguai, Salvador, Panamá, Nicarágua e Colômbia - que também assistiram ao Seminário Internacional “Os novos tipos de golpes na América Latina”- assim como com responsáveis dos principais sindicatos e movimentos sociais.

O 6.º Congresso tinha marcado como objetivos, a reafirmação do PT na centralidade do espectro político e democrático do Brasil, nas suas aspirações de voltar a conquistar o governo; fazer frente aos enormes desafios e oportunidades com maior unidade e clareza programática, assim como continuar ser um polo catalizador dos movimentos progressistas e de esquerda na região.



O congresso terminou com a eleição com 65 por cento dos votos de uma nova direção nacional do partido, encabeçada pela Senadora Gleissi Hoffmann (1965) em substituição do carismático líder Rui Falcão.


domingo, 4 de junho de 2017

Plataforma Internacional de Juristas por TimorLeste (IPJET) reafirma o seu pleno apoio à luta do povo saharaui pela independência




A Plataforma Internacional de Juristas por Timor-Leste reafirmou o seu pleno apoio  à luta do povo saharaui pela independência  durante uma  conferência organizada esta semana na sede do Parlamento português por ocasião dos seus 25 anos de existência.
Na conferência participou uma delegação saharaui integrada por coordenador da Frente Polisario com a MINURSO, Mhamed Khadad, e o representante da Frente Polisario em Portugal, Ahmed Fal Emhamed.

À conferência assistiu o ex-Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão e muitos diplomatas, representantes de ONG e juristas eminentes de Portugal, Austrália, Alemanha, Finlândia, França, Noruega, Timor-Leste, Estados Unidos da América, Argentina, Suécia, Holanda e Reino Unido e quase todas as suas intervenções se centraram na questão do Sahara Ocidental e a sua similitude com a de Timor-Leste.

A conferência foi inaugurada por Jorge Lacão, vice-presidente do Parlamento português que elogiou o trabalho da plataforma e o seu grande contributo para a recuperação do povo de Timor-Leste da sua plena soberania sobre o seu território na sequência do referendo supervisionado pelas Nações Unidas em 1999.

Jorge Lacão, vice-presidente do Parlamento português

O vice-presidente do Parlamento português assinalou que a conferência era uma oportunidade para apoiar o direito à autodeterminação do Sahara Ocidental e da Palestina.

Por seu lado, Mhamed Khadad fez uma exposição detalhada sobre a situação atual do processo de paz das Nações Unidas destacando a obstrução de Marrocos, durante 25 anos, a todas as iniciativas da ONU sem que o Conselho de Segurança tome medidas contra a intransigência de Rabat.

“Apesar das Nações Unidas não terem ainda cumprido os seus compromissos, o povo saharaui continua confiando no triunfo da sua causa, como aconteceu com Timor-Leste”, afirmou Khadad, acrescentando que “através dos esforços do nosso povo e dos nossos amigos em todo o mundo, tarde ou cedo serão respeitados os direitos inalienáveis do nosso povo à livre determinação e à independência.”


Xanana Gusmão, ex-Presidente da Timor-Leste 


A intervenção da Xanana Gusmão

Na sua intervenção durante o encerramento do debate no primeiro dia, o presidente Xanana Gusmão reafirmou o pleno apoio do seu país à luta do povo saharaui pela sua independência recordando que nos montes de Timor-Leste no início dos anos 90, soube através da Rádio que a ONU organizaria um referendo no Sahara Ocidental e lamentou que o povo saharaui continua à espera que o referendo se realize.
Xanana Gusmão assegurou que é apenas uma questão de tempo e que a sua própria experiência lhe dizia que é a resistência interna quem pode fazer com que o povo saharaui consiga a sua independência.
O segundo dia da conferência começou com uma intervenção de José Manuel Pureza, vice-presidente do Parlamento português que aludiu à ordem geopolítico e legal, fazendo alusão, várias vezes à semelhança entre a questão do Sahara Ocidental e a difícil luta pela independência em Timor-Leste.


Romper o silêncio

O vice-Presidente do Parlamento Português disse que todas as lutas de libertação parece sempre impossíveis no início, tal como se fossem um sonho, mas com perseverança e determinação e a legalidade da causa as coisas acabam por mudar e esse ‘sonho’ ser alcançado.

 “Hoje Timor-Leste está independente e amanhã, o Sahara Ocidental e a Palestina desfrutarão do seu legítimo direito à autodeterminação”, afirmou o vice-presidente, acrescentando que o papel da solidariedade internacional é romper o silêncio que querem impor os ocupantes e dar mais visibilidade à causa do povo saharaui tal como o fizemos para Timor-Leste.

José Manuel Pureza, vice-presidente do Parlamento português


O Professor Lauri Hannikain da Universidade de Helsinquia, por seu lado, falou sobre o tema das graves violações do direito internacional tomando o exemplo do Sahara Ocidental, Timor-Leste e Palestina.

Sem dúvida, disse, Marrocos e Israel farão todo o possível para manter a ocupação dos territórios que controlam no Sahara Ocidental e Palestina, mas os avanços nos últimos anos a nível internacional farão fracassar estas aspirações colonialistas.

O esbulho dos recursos naturais do Sahara Ocidental

O Professor Lauri Hannikain salientou que a última decisão do Tribunal de Justiça Europeu sentenciou que os acordos entre a UE e Marrocos não devem incluir o Sahara Ocidental e isso significa que a Europa deve por fim ao seu apoio a Marrocos e apoiar os direitos legítimos do povo saharaui.

O Presidente do Observatórios dos recursos naturais do Sahara Ocidental, Erik Hagen fez uma apresentação sobre o saque dos recursos naturais saharauis onde a Europa está envolvida citando algumas empresas portuguesas importadoras de tomate, peixe e areia para as praias da ilha da Madeira.

Kathlyn Thomas, ex-chefe de Assuntos Jurídicos da MINURSO e membro do Conselho de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados de Nova Iorque falou sobre as implicações legais e políticas do conflito e recordou os obstáculos impostos por Marrocos no processo de identificação a fim de bloquear o processo do referendo e atrasar a descolonização de Sahara Ocidental.

Outros oradores como Clive Symmons de Trinity College de Dublin na Irlanda, Manfred Hinz da Universidade de Bremen na Alemanha e Rui Moura Ramos, da Universidade de Coimbra de Portugal abordaram a posição europeia e a necessidade da implicação da UE para contribuir para uma solução em conformidade com o direito internacional da questão do Sahara Ocidental.




Pressão sobre Marrocos é fundamental para a resolução da questão do SO

Nesse sentido solicitaram aos países membros da União Europeia que respeitem a decisão do Tribunal de Justiça Europeu de 21 de dezembro sobre o Sahara Ocidental, que estipula a exclusão deste território do âmbito de aplicação de qualquer acordo entre a União Europeia e Marrocos.

“O consentimento do povo do Sahara Ocidental através do seu representante, a Frente  Polisario é fundamental e imprescindível”, insistiram os oradores.

No final do debate, Mhamed Khadad, coordenador saharaui com a MINURSO recordou que a 28 de abril, o Conselho de Segurança aprovou por unanimidade a resolução 2153 pedindo o reatamento do processo de negociação com uma nova dinâmica e um novo espírito para chegar a uma solução que garanta o direito à livre determinação do povo do Sahara Ocidental. Mas para que o processo tenha alguma possibilidade de êxito, um elemento essencial é a pressão internacional sobre Marrocos para que respeite e aceite a legalidade internacional.

“Quando um criminoso, um ladrão ou um violador não é castigado permanecerá surdo ao apelo à razão e prosseguirá nos seus comportamentos. É por isso que as sanções a Marrocos são necessárias, para que respeite os direitos nacionais do povo saharaui à autodeterminação e à independência “, afirmou Khaddad.

Por último, a conferência adotou uma petição, firmada por eminentes juristas e todos os presentes onde se pede aos países membros da União Europeia e à Comissão Europeia que respeitem a decisão do Tribunal de Justiça Europeu de dezembro, precisando que qualquer intento de anular esta decisão é ilegal e imoral e será um obstáculo aos esforços da comunidade internacional para uma solução justa e duradoira da questão do Sahara Ocidental.

A conferência enviou também uma carta ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, recordando-lhe as semelhanças entre o Sahara Ocidental e Timor-Leste e o seu esforço pessoal para o triunfo da justiça e da legalidade em Timor.

Os participantes na conferência instaram o secretário-geral da ONU a fazer todo o possível para pôr fim à injustiça imposta desde há mais de quatro décadas ao povo saharaui o que implica o respeito e a aplicação das resoluções da ONU que apoiem o direito inalienável do povo saharaui à autodeterminação.


Durante a sua estadia em Lisboa, Mhamed Khadad e o representante da Frente Polisario em Portugal, Ahmed Fal Emhamed, foram recebidos no Ministério português dos Negócios Estrangeiros e reuniram-se com membros dos grupos parlamentares do país (SPS)

sábado, 27 de maio de 2017

Presidente da África do Sul, Jacob Zuma: A libertação de África não será plena enquanto o povo saharaui continue sem a sua liberdade



Pretoria, 26 de maio de 2017 (SPS)-. O presidente da África do Sul, Jacob Zuma afirmou esta quinta-feira que o trabalho pela libertação de África ainda não está completa enquanto o povo saharaui não obtiver a liberdade e o direito à livre determinação tal como as restantes nações do continente.
O presidente sul-africano sublinhou durante um discurso pronunciado num almoço no palácio presidencial da África do Sul por motivo da celebração do Dia de África, e na presença de centenas de convidados e membros do corpo diplomático, que se deve fazer todo o possível para que o povo saharaui possa exercer o seu direito e recuperar a sua liberdade.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Conferência 25 Anos da Plataforma Internacional de Juristas por Timor-Leste - a autodeterminação de Timor-Leste e o caso do Sahara Ocidental


Esta conferência de um dia e meio destina-se principalmente a académicos, deputados, funcionários públicos e ONGs, mas também reservamos 100 lugares para estudantes de Direito, Relações Internacionais e Ciência Política.

A entrada é gratuita, mas sujeita a inscrição.

Os participantes que se inscreverem antes de quinta-feira, dia 25, poderão almoçar nos dias 29 e 30 no restaurante do Parlamento (preço: € 14), mostrando o crachá da conferência. Serão servidos ‘coffee breaks’ em ambos os dias.
Cada participante receberá um crachá e uma pasta com os ‘bios’ dos oradores, os resumos das apresentações e uma cópia do livro ‘The East Timor Problem and the Role of Europe’..
Para se registar, envie um e-mail para:



com as seguintes indicações:
- nome
- nacionalidade
- título / profissão
- instituição / organização / universidade
- número do telemóvel.

Por favor, após o registo informe-nos
- se deseja assistir aos dois dias da conferência, ou apenas à segunda-feira ou terça-feira

Programa
Segunda-feira, 29 de maio
09h15-09h45 – Acreditação
09h45-10h00 – ABERTURA OFICIAL
Jorge Lacão (Vice-Presidente da Assembleia da República de Portugal)
10h00-10h45 – TIMOR-LESTE, SARA OCIDENTAL E PAPUA OCIDENTAL
Emhamed Khadad (Coordenador junto da MINURSO, Frente POLISARIO, República Árabe Saraui Democrática)
Leonie Tanggahma (Membro, Movimento Unido de Libertação da Papua Ocidental, Haia, Países Baixos) (a confirmar)
10h45-11h15 – Pausa para café
11h15-12h00 – A LUTA CONTRA A IMPUNIDADE
Gustavo Gabriel Lopez (Advogado, Cañuelas, Argentina)
“Impunidade, NUNCA MAIS”
Sisto dos Santos (Coordenador de advocacy, Associação HAK, Timor-Leste)
                “Timor-Leste: entre a luta pela verdade e os esforços para esquecer o passado”

 12h00-12h45 – APOIAR A DEMOCRACIA E AS INSTITUIÇÕES JURÍDICAS
Joaquim da Fonseca (Embaixador de Timor-Leste no Reino Unido)
Cristina Cruz (Presidente do Conselho Diretivo, CIDAC, Lisboa, Portugal)
12h45-15h45 – Almoço (e encontro dos membros da IPJET)
15h45-16h30 – A SOBERANIA SOBRE OS RECURSOS NATURAIS
Charles Scheiner (Investigador, La’o Hamutuk, Timor-Leste)
“A riqueza petrolífera de Timor-Leste: financiar o governo, construir para o desenvolvimento e prover às necessidades do povo”

Rui Nabeiro (Fundador e Diretor-Executivo da Delta Cafés, Campo Maior, Portugal)
16h30-17h00 – Pausa para café
17h00-18h30 – DEBATE ENTRE OS PARTICIPANTES

Debate livre
18h30-19h00 – ORADOR PRINCIPAL
Xanana Gusmão (Ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Timor-Leste)


Terça-feira, 30 de maio
09h30-11h00 – O DIREITO INTERNACIONAL E A AUTODETERMINAÇÃO
Christine Chinkin (Professora de Direito Internacional, London School of Economics, Reino Unido)
           “Os direitos humanos das mulheres em Timor-Leste e no Sara Ocidental”

Roger Clark (Professor Catedrático, Rutgers School of Law, EUA)
“Timor-Leste e Nova Guiné Ocidental: comparando os argumentos para a autodeterminação nas Nações Unidas”
Lauri Hannikainen (Professor Emérito de Direito Internacional, Helsínquia, Finlândia)  
“Supressão do direito de Timor-Leste à autodeterminação: quão grave foi a violação do direito internacional? Comparação com os casos da Palestina e do Sara Ocidental”
11h00-11h30 – Pausa para café
11h30-12h30 – SESSÃO DE ENCERRAMENTO: IPJET, TRABALHO REALIZADO E OBJETIVOS ALCANÇADOS
José Manuel Pureza (Vice-Presidente da Assembleia da República de Portugal)
Rui Moura Ramos (Professor Catedrático de Direito Internacional Privado, Universidade de Coimbra)
Pedro Pinto Leite (Jurista internacional, Secretário da IPJET, Leiden, Países Baixos)
“Recordar o início da IPJET e relembrar os membros já falecidos”
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Será que finalmente será revelado como foi assassinado o opositor marroquino Mehdi Ben Barka?


Poucas horas antes de abandonor o Palácio do Eliseu, François Hollande levantou o segredo de 89 documentos sobre o caso do assassinato em França do líder da oposição marroquina Mehdi Ben Barka, cujo corpo nunca foi encontrado.

Jornal argelino Liberté – 15 de maio de 2017 -  O presidente francês, François Hollande, decidiu uns dias antes de deixar o cargo, levantar o segredo sobre 89 documentos relacionados com o caso do assassinato em França do líder da oposição marroquina Mehdi Ben Barka a 29 de outubro de 1965, cujo corpo nunca foi encontrado.

Mehdi foi sequestrado a 29 de outubro de 1965 na “Brasserie Lipp”, em Paris, por dois polícias franceses. Ben Barka era um dos principais opositores socialistas ao rei Hassan II e líder do movimento do Terceiro Mundo e panafricanista. O seu sequestro está relacionado com os Serviços secretos de Marrocos. Todas as revelações e investigações jornalísticas indicam a responsabilidade do Estado francês no assassinato do opositor marroquino. O Courrier international revelou igualmente uma investigação realizada por um jornal de Israel em que envolve os serviços da Mossad nos acontecimentos.

As autoridades marroquinas solicitaram ao jornal mais informação e tiveram acesso a vários detalhes de como os serviços de inteligência israelitas deveriam fazer desaparecer o corpo de Mehdi Ben Barka; e de que como o seu cadáver terá sido provavelmente enterrado durante a noite no bosque de Saint-Germain, depois de ter sido dissolvido em ácido com produtos químicos comprados em várias farmácias, segundo a investigação.

A opinião favorável da Commission du secret de la Défense nationale (CSDN) para o levantamento do segredo foi publicada no Diário Oficial da República Francesa, no dia 5 de maio passado. Esta desclassificação concerne a 89 documentos relacionados com o caso.

O anúncio foi possível através do encaminhamento para o CSDN pelo ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, depois de uma petição apresentada para desclassificação de documentos dos arquivos do serviço de documentação externa e contra espionagem (SDECEE) ao Ministério da Defesa. Esta desclassificação refere 89 documentos relacionados com este caso.

Estes documentos que serão validados pelo ministro da Defesa, serão remetidos ao juiz de instrução, para que posteriormente os advogados da família Ben Barka os possam consultar. Incluem relatórios, notas informativas, informações secretas, atas de reuniões, entrevistas, interrogatório, bases de dados, biografias, fotos e cartas conservadas nos arquivos do SDECEE.

Um documento, porém, foi retido nesta desclassificação, tendo o CSDN levantar a sua desclassificação de secreto. Segundo os media franceses, trata-se de um documento que em 2010 se encontrava nas instalações da Direcção-Geral da Segurança Externa e cujo conteúdo é desconhecido. No passado, vários arquivos foram desclassificados, mas não ajudaram a resolver o mistério do assassinato de Mehdi Ben Barka. Reagindo à decisão de François Hollande, Bachir Ben Barka, filho do opositor assassinado, considerada esta desclassificação como um "primeiro passo", tendo apelado na ocasião ao governo marroquino a fazer o mesmo.


Disse no entanto estar "espantado" com este "medo da verdade" relativamente ao bloqueio de um documento. "Estamos indignados com a falta de coragem política para acabar com este dossiê de ambos os lados do Mediterrâneo", afirmou ao canal de notícias France 24. 

Frente Polisario denuncia novas violações do acordo de cessar-fogo no Sahara Ocidental




O Presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, Brahim Gali, denunciou as contínuas violações do cessar-fogo por parte de Marrocos. A última das quais foi a presença de lanchas de guerra marroquinas avistadas a 10 de maio 2017 a 50 quilómetros foram da zona tampão.

O Presidente da República pediu este sábado em carta dirigida ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, trabalhar para deter a contínua atividade civil e o trânsito de centenas de camiões marroquinos pela estrada de Guerguerat, e a incessante atividade da marinha marroquina na costa da região.

O dirigente saharaui sublinha que Marrocos com esta nova incursão acaba de sabotar os acordos firmados sob os auspícios das Nações Unidas entre as duas partes. As suas tropas voltaram a infringir o acordo de cessar-fogo de 1991 e o Convénio Militar complementar número 1 de  1997.


Bhraim Ghali reiterou o seu mais enérgico repúdio por este nova conduta agressiva marroquina e sublinhou que esta violação reflete uma clara falta de seriedade com o espírito e a letra da resolução 2351, que foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU há apenas dez dias.