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| Manifestação de saharauis em Rabat - 12 de outubro |
A organização de defesa dos direitos humanos Front Line Defenders denunciou a detenção de sete ativistas saharauis, na sequência da dispersão policial de uma manifestação de solidariedade com os presos do grupo Gdeim Izik, realizada a 12 de outubro, em Rabat.
Num comunicado divulgado esta quarta-feira, 14 de outubro, a organização internacional afirma que as forças policiais marroquinas recorreram à violência para dispersar uma concentração pacífica junto da Delegação-Geral da Administração Prisional e Reinserção, na capital marroquina.
A manifestação, que reuniu defensores dos direitos humanos, estudantes e familiares de presos saharauis, destinava-se a apoiar os elementos do grupo Gdeim Izik que iniciaram uma greve de fome em 23 de setembro, exigindo melhores condições de detenção e respeito pelos seus direitos.
Entre os sete detidos encontra-se Hassana Eddouihi, vice-presidente da Liga para a Proteção dos Presos Saharauis nas Prisões Marroquinas e membro de organizações saharauis de defesa dos direitos humanos. Segundo a Front Line Defenders, o ativista tem sido alvo de detenções, sequestros e tortura desde 2005, devido à sua atividade.
Os sete foram presentes esta quarta-feira ao Ministério Público de Rabat, enfrentando acusações de participação em reunião não autorizada e violência contra agentes policiais. Ibrahim Babit denunciou ter sido torturado, tendo o tribunal autorizado a realização de um exame médico solicitado pela defesa.
A organização denuncia ainda que as autoridades impediram familiares e apoiantes de se aproximarem do tribunal, dispersando concentrações de solidariedade e obrigando alguns taxistas a afastar passageiros das imediações.
A Front Line Defenders manifesta particular preocupação com a situação dos presos do grupo Gdeim Izik, em greve de fome desde 23 de setembro. Os detidos reivindicam assistência médica, visitas e contactos com as famílias, além do fim de alegadas represálias e tratamentos punitivos nas prisões marroquinas.
O comunicado refere também que Claude Mangin foi impedida de entrar em Marrocos, a 12 de outubro, no aeroporto de Marraquexe, ficando impossibilitada de visitar o marido, Ennaâma Asfari, ativista saharaui condenado a 30 anos de prisão e recentemente transferido para um estabelecimento prisional daquela cidade.
A organização considera que as detenções e os processos judiciais podem constituir formas de intimidação contra defensores dos direitos humanos e manifestantes pacíficos.
Nesse sentido, exige às autoridades marroquinas a libertação imediata dos sete detidos, garantias de assistência médica e acesso a advogados e familiares, bem como uma investigação independente às alegadas agressões policiais.
A Front Line Defenders apela igualmente à proteção dos presos em greve de fome e ao respeito pelas liberdades de expressão e manifestação.
As denúncias e alegações de violência policial apresentadas no comunicado não foram acompanhadas de uma resposta das autoridades marroquinas.
Fonte: Front Line Defenders, comunicado de 14 de outubro de 2026.



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