O PCP apelou ao Governo português para que defenda, junto das Nações Unidas, o direito à autodeterminação do povo saharaui e rejeite a imposição do plano de autonomia marroquino como única base para as negociações sobre o Sahara Ocidental.
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, 29 de outubro, o partido repudia o projeto de resolução apresentado pelos Estados Unidos ao Conselho de Segurança da ONU, cuja votação, relativa à renovação do mandato da MINURSO, está prevista para sexta-feira, dia 30.
O PCP considera que a proposta norte-americana procura favorecer o plano de autonomia de Marrocos e alterar o mandato original da MINURSO, comprometendo a realização do referendo de autodeterminação previsto desde 1991.
O partido defende que Portugal deve assumir uma posição pública favorável à preservação do mandato da missão das Nações Unidas e à realização de um referendo livre e justo, que permita ao povo saharaui decidir o seu futuro.
No comunicado, o PCP reafirma ainda a sua solidariedade com o povo saharaui e a Frente Polisario, defendendo uma solução para o conflito baseada no direito internacional e no respeito pelo princípio da autodeterminação.

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