Mostrar mensagens com a etiqueta CEAS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CEAS. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

De Madrid a Lisboa: a manifestação de novembro e a 48.º EUCOCO, datas-chave a curto prazo para o apoio ao povo saharaui

 


A “Coordinadora Estatal de Asociaciones Solidarias con el Sáhara, CEAS-Sahara” realizou recentemente a sua sessão plenária em Madrid para debater os últimos acontecimentos e coordenar as acções de apoio à luta pela autodeterminação do povo saharaui.

Na sessão plenária da CEAS-Sahara, Abdulah Arabi Arabi, representante saharaui em Espanha, fez um balanço detalhado da situação do povo saharaui e dos últimos acontecimentos a nível nacional e internacional. Abdulah Arabi Arabi sublinhou os progressos registados a nível internacional, especialmente após o histórico acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), que desferiu um duro golpe nas pretensões de Marrocos sobre o Sahara Ocidental.

“Esta vitória legal é um passo fundamental, mas a luta continua”, disse Arabi. “Precisamos que a comunidade internacional, e em particular a Espanha, assumam as suas responsabilidades e pressionem para que se realize um referendo de autodeterminação sem mais demoras”.



Arabi apelou também à participação em massa na tradicional manifestação de 16 de novembro em Madrid. “Milhares de pessoas sairão à rua para denunciar os ilegais 'Acordos Tripartidos de Madrid' de 14 de novembro de 1975 e exigir o cumprimento do direito internacional. Esta manifestação é um sinal de solidariedade internacional com o povo saharaui e uma pressão constante sobre a Espanha para que cumpra o seu dever histórico”.



O representante saharaui referiu-se também à próxima 48.ª Conferência Europeia de Apoio e Solidariedade com o Povo Saharaui (EUCOCO), que terá lugar em Lisboa, nos dias 29 e 30 de novembro. “Esperamos uma grande participação de organizações e formações políticas espanholas, que sempre demonstraram um empenhamento inabalável na nossa causa”. Esta conferência será uma oportunidade para avaliar os progressos realizados e delinear novas estratégias para reforçar o movimento de solidariedade” - sublinhou.

domingo, 21 de abril de 2024

ESPANHA: a Coordenadora Estatal de Associações Solidárias com o Sahara (CEAS-Sahara) elegeu uma nova Assembleia Permanente presidida por Maite Isla

 


SPS | 20/04/2024 - A CEAS-Sahara conclui com sucesso a sua Assembleia com a eleição de um novo Secretariado Permanente, presidido por Maite Isla

Os dias 19 e 20 foram intensos para a Coordenadora Estatal de Associações Solidárias com o Sahara, CEAS-Sahara, com a celebração da sua XVIII Assembleia Geral Ordinária e Assembleia Extraordinária no município madrileno de Rivas Vaciamadrid. Convocadas em conformidade com a reunião da Assembleia Permanente realizada a 2 de fevereiro e da Assembleia Plenária realizada a 3 de fevereiro, estas reuniões reuniram representantes de várias associações e federações, bem como a presidência e a Delegação saharaui para Espanha, chefiada pelo delegado Abdulah Arabi.

Durante os dois dias, foram discutidos vários pontos da ordem de trabalhos, nomeadamente a eleição da direção, o balanço das actividades e das contas do ano anterior, bem como a aprovação das quotas, do orçamento e do programa para o ano em curso. A presidente da Câmara do município anfitrião, Aída Castillejo Parrilla, proferiu palavras de boas-vindas, sublinhando o empenhamento do CEAS-Sahara na causa saharaui.


O dia 20 de abril foi dedicado à Assembleia Extraordinária, na qual o CEAS-Sahara procedeu à eleição de uma nova direção. Maite Isla, reconhecida pela sua longa história de apoio ao povo saharaui e pelo seu empenhamento leal na Frente POLISARIO, foi eleita como nova presidente da organização.

Em declarações à agência noticiosa Sahara Press Service, Maite Isla sublinhou o trabalho da equipa anterior e renovou o compromisso do CEAS-Sahara de trabalhar ao lado da Frente POLISARIO para atingir o objetivo último do povo saharaui. A dirigente saharaui enviou também uma mensagem de encorajamento ao povo saharaui e aos militantes que resistem nas zonas ocupadas, recordando o trabalho de solidariedade internacional para conseguir a libertação total do Sahara Ocidental.

sábado, 28 de outubro de 2023

Mundial de Futebol 2030: Coordenadora Estatal das Associações Solidárias com o Sahara Ocidental de Espanha e Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental tomam posição

 

CARTÃO VERMELHO ÀS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NO CAMPEONATO MUNDIAL DE FUTEBOL 2030!


Condenámos a participação do Reino de Marrocos na organização do Campeonato do Mundo de Futebol 2030, cuja candidatura tripartida, com Espanha e Portugal, antecipadamente vencedora, é formalmente apresentada hoje. Reiteramos essa condenação, porque no desporto não pode haver lugar para países cujos regimes violam sistematicamente os Direitos Humanos e se servem dele para lavar a sua imagem.

Num tempo em que provamos todo o horror e amargura que um conflito sem fim é capaz de criar, estamos, com este gesto de branqueamento consentido, a incorrer no mesmo erro.

A FIFA, entidade máxima responsável pelo evento, afirma: ”Dois continentes – África e Europa – unidos não só numa celebração do futebol, mas também numa coesão social e cultural única. Que grande mensagem de paz, tolerância e inclusão”. Sem corar de vergonha, os nossos governos, de Espanha e Portugal, já o tinham afirmado antes e insistem em repeti-lo.

Em que coesão social e cultural entre dois continentes pensam, quando duas democracias, arduamente saídas de duas prolongadas ditaduras, se aliam a uma ditadura que perdura e se afadiga na construção da sua impunidade?

De que paz falam quando Marrocos mantém uma ocupação ilegal do território não-autónomo do Sahara Ocidental desde 1975, apesar de todas as resoluções das Nações Unidas que proclamam o princípio inalienável do direito à autodeterminação dos povos? Território onde recomeçou a guerra em novembro de 2020, por falta justamente de perspectivas de um acordo de paz.

A que tolerância e inclusão se referem quando as execuções extra-judiciais, os raptos e desaparecimentos forçados, as prisões arbitrárias e julgamentos ilegais, os cercos prolongados a casas de famílias, a intimidação e a violência, são o dia a dia dos saharauis na sua terra ocupada, e também dos marroquinos que não desistem do seu país?

Não podemos dizer que ignoramos as consequências dos conflitos que a comunidade internacional finge que não existem, nem das políticas de “dois pesos e duas medidas”, nem da passadeira vermelha estendida aos regimes que cometem crimes sancionados pelo Direito Internacional. O amor e o entusiasmo pelo desporto não justificam que sejamos cúmplices, pelo contrário, exigem que sejamos coerentes.

Não podemos olhar para o lado perante a falta de defesa dos Direitos Humanos e de coerência nas abordagens que, após anos e anos de incapacidade por parte da comunidade internacional, conduzem a conflitos armados como o que opõe a República Saharaui ao Reino de Marrocos, actualmente em guerra, e com a correspondente dor, sofrimento e morte.

Não nos cansaremos por isso de denunciar não só as práticas ilegais e lesivas dos Direitos Humanos do Reino de Marrocos, mas também a cobertura que os governos dos nossos países cinicamente lhes dão. Nunca será em nosso nome!

28 Outubro 2023



Coordenadora Estatal das Associações Solidárias com o Sahara Ocidental (CEAS) - Espanha Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental (AAPSO)

aapsaharao@gmail.com / http://aapsocidental.blogspot.com / https://www.instagram.com/aapsaharao/ http://www.facebook.com/AssociacaoDeAmizadePortugalSaharaOcidental