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sábado, 18 de maio de 2024

A luta do povo saharaui «foi silenciada e censurada», afirma diplomata da RASD

 

Omar Bulsan, embaixador da RASD em Cuba

AbrilAbril - 13-05-2024 | Havana acolheu um acto comemorativo dos 51 anos da Frente Polisario, no qual Omar Bulsan sublinhou o apoio da Ilha aos povos que lutam pela soberania e denunciou o silêncio sobre o Sahara Ocidental.

Omar Bulsan, embaixador da RASD em Havana, interveio numa iniciativa no Centro Fidel Castro para assinalar os 51 anos da Frente Polisário

«Cuba mostrou ao longo da história o seu apoio aos povos que lutam pelo direito a ser independentes e soberanos», afirmou, o embaixador da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), Omar Bulsan.

No encontro, Bulsan destacou «as demonstrações heróicas do povo cubano» nas lutas pela libertação de países africanos, sob a liderança de Fidel Castro, refere a Prensa Latina.

Na ocasião, o embaixador recordou as origens da criação da Frente Popular de Libertação de Saguia el Hamra e Rio de Ouro (Polisario), num contexto marcado pelo avanço dos movimentos de libertação nacional do jugo dos impérios coloniais em África.

 

A formação de estudantes saharauis em Cuba é uma das vertentes da cooperação
entre a Ilha e a RASD


Fundada em 1973 por El Uali Mustafa Sayed em conjunto com outros jovens saharauis, a organização deu continuidade às lutas empreendidas desde os anos 60 pelo Movimento para a Libertação do Sahara, liderado por Mohamed Sidi Brahim Basir (assassinado pelas forças de ocupação do Estado espanhol depois de ter sido detido).

Em Havana, o diplomata disse que a luta do povo saharaui «foi silenciada e censurada», nomeadamente pela imprensa estrangeira na região, pertencente a órgãos de Marrocos, França e Espanha.

«A Frente Polisario não é um partido, mas um aglutinador de toda a opinião pública e de defensores da independência» da RASD, explicou, tendo ainda referido que Cuba conhece de perto o tratamento a que o seu país é submetido.

 

Frente Polisario, 50 anos a lutar pela autodeterminação do povo saharaui

Denunciando de forma contundente o genocídio perpetrado por Israel contra o povo palestiniano em Gaza, Bulsan criticou os maus-tratos e as perseguições de que são vítimas os cidadãos nas cidades ocupadas por Marrocos que se mostrem a favor da Frente Polisario ou peçam a liberdade para o povo saharaui.

Já o vice-chefe do Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista de Cuba, Juan Carlos Marsán, destacou as relações de cooperação existentes, desde 1980, entre a organização política e a RASD, em áreas como os cuidados de saúde e a formação de estudantes saharauis.

Marsán, que recordou as suas experiências no país árabe durante as comemorações do 50.º aniversário da Frente Polisario, reconheceu ainda o trabalho das mulheres que lutam pela soberania da RASD.

 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Cuba-Marrocos: vontade política de construir pontes, sem esquecer a história e os princípios




Publicado a 27 abril, 2017 - Fonte: http://www.granma.cu/

A 21 de abril, os governos da República de Cuba e do Reino de Marrocos anunciaram e firmaram, na sede da Missão Permanente de Cuba na ONU, o restabelecimento das relações diplomáticas a nível de embaixadores guiados pelo desejo mútuo de desenvolver relações de amizade e cooperação entre os dois países nos campos políticos, económico, cultural e outros.

O passo dado por Marrocos, de restaurar as relações diplomáticas sem quaisquer condições, foi aceite por Cuba  e, assim, se põe fim a 37 anos de rompimento unilateral decretado a 22 de Abril de 1980 pelo Governo de Marrocos, alegando o reconhecimento pelo Governo Revolucionário de Cuba da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e a acreditação do primeiro embaixador saharaui em Havana.

Foi a segunda vez, desde que as relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em 10 de Dezembro de 1959, que o Governo de Marrocos rompeu relações com Cuba, já que a 31 de outubro de 1963, argumentando o apoio cubano à Argélia, decidiu proceder ao rompimento pela primeira vez. Marrocos retomou as relações diplomáticas com Cuba a 13 de Janeiro de 1964, abrindo-se uma nova fase de relações fluídas, com um intercâmbio comércio importante em ambas as direções, até à segunda rotura em 1980.

A decisão do atual Governo de Marrocos, de acordo com Rabat, faz parte da implementação das orientações reais para uma diplomacia proativa e aberta a novos países e áreas geográficas.

Cuba valoriza e aprecia o apoio de Marrocos nas Nações Unidas desde 2006, votando a favor da resolução cubana contra o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA.

A posição cubana procura estabelecer as bases para relações mutuamente benéficas com o Reino de Marrocos, de acordo com os princípios e propósitos consagrados na Carta das Nações Unidas e do direito internacional e em conformidade com o espírito e as regras estabelecidas na Convenção Viena sobre relações diplomáticas, de 18 de abril de 1961.

A partir do acordado estão assentes as diretrizes para a convivência civilizada da futura Embaixada de Marrocos com a Embaixada da RASD acreditada em La Habana, como acontece hoje no seio da União Africana e em outros países desse continente e do mundo. Tal passo insere-se no espírito da proclamação da América Latina e das Caraíbas como Zona de Paz, adotada na Segunda Cimeira da CELAC realizada em Janeiro de 2014.

As autoridades cubanas mantêm a sua posição solidária e invariável com a autodeterminação do Sahara Ocidental e continuarão a fornecer o seu apoio à formação de centenas de jovens saharauis nos seus centros educativos e com a ajuda de cooperantes cubanos nas áreas de saúde e da educação. Agradecem, igualmente, as manifestações de solidariedade inabaláveis do povo saharaui para com a Revolução cubana e o a sua obra.

Depois de ser conhecido o reatamento, o ministro saharaui para a América Latina e as Caraíbas, Omar Mansour, expressou a gratidão da RASD a Cuba, à União Africana e a outros países "pela sua defesa do direito dos povos à autodeterminação, à independência e à descolonização, bem como a sua fidelidade aos princípios que regem a política internacional ".

Não obstante as interpretações erráticas de alguns sobre esta notícia, a assinatura do Acordo constitui uma prova da vontade cubana, sem esquecer a história, de desenvolver vínculos na base de princípios inabaláveis da sua política externa e com a firme vocação de construir pontes entre povos e nações.



sábado, 22 de abril de 2017

Por iniciativa de Mohamed VI, Marrocos restabelece relações diplomáticas com Cuba


Mohamed VI e a esposa de em Cuba. 
Férias e reatamento de relações diplomáticas 217 anos depois...

 Marrocos e a República de Cuba restabelecerem ontem relações diplomáticas na sede da missão permanente cubana junto da ONU, informou a Rádio Nacional cubana.

Na assinatura do acordo participaram os dois representantes permanentes dos dois países junto das Nações Unidas, Omar Hilale pela parte marroquina e o embaixador cubano Anayansi Rodríguez Camejo.

"A República de Cuba e o Reino de Marrocos procederam ao restabelecimento das suas relações diplomáticas guiados pela vontade mútua de desenvolver relações amistosas e de cooperação entre os dois países nos âmbitos político, económico, cultural e outros", acrescentou a mesma fonte.

Os dois governos ratificaram que o restabelecimento das relações diplomáticas se realiza em correspondência com os princípios e propósitos consagrados na Carta das Nações Unidas e o direito internacional e em conformidade com o espírito e as normas estabelecidas na Convenção de Viena sobre relaciones diplomáticas de 18 de abril de 1961.
As relações foram interrompidas por Marrocos em 1980, no seguimento do reconhecimento da RASD pela República de Cuba, que tem sido ao longo de décadas um dos fortes e incondicionais apoios da luta pela autodeterminação do Povo Saharaui.

O restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países surge alguns dias depois da visita privada realizada pelo rei Mohamed VI a Cuba a semana passada.

sábado, 26 de novembro de 2016

A Presidência da República Saharaui decreta luto nacional de três dias em memória de Fidel Castro




Bir Lahlou, 26 nov 2016 (SPS) A presidência da República decretou este sábado luto nacional de três dias nos acampamentos de refugiados, nos territórios libertados e nas embaixadas e representações da Frente Polisario, na sequência da morte do presidente Fidel Castro, comandante da Revolução cubana.


O presidente da República saharaui e SG da Frente Polisario, Brahim Ghali dirigiu hoje uma mensagem de condolências ao homólogo cubano, Raul Castro Ruz, por ocasião do falecimento do presidente Fidel Castro.