domingo, 17 de julho de 2011

O reconhecimento da RASD pela República do Sudão do Sul é uma "decisão histórica" – afirma a Frente Polisario


 

A Frente Polisario qualificou como "decisão histórica", o reconhecimento pela República do Sudão do Sul da República Saharaui. A afirmação consta do comunicado que noticia a mais recente reunião do Secretariado Nacional do movimento de libertação saharaui, realizada na passada quinta-feira, sob a presidência do Secretário-Geral da organização e Presidente da República, Abdelaziz Mohamed.

O reconhecimento por parte da República do Sudão do Sul da RASD coincidiu com a cerimónia oficial da proclamação da independência deste país, que teve lugar no Sábado passado em Juba, e que contou com a presença de uma delegação saharaui chefiada por Mohamed Abdelaziz.

Os dois países estabeleceram relações diplomáticas a nível de embaixadores num acto presidido pelos ministros de Negócios Estrangeiros de ambos os países na nova capital do país, Juba.

O Secretariado Nacional da F. Polisario expressa no comunicado a esperança de que o êxito do referendo sobre a autodeterminação do povo do Sudão do Sul", inspire as Nações Unidas e o Reino de Marrocos a acelerar a organização do referendo de autodeterminação do povo saharaui".
(SPS)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rabat tropeça de novo na União Europeia por causa do Sahara

Ilustração do blog "o caderninho que fala..."

Um dia depois da União Europeia ter prorrogado por mais um ano o Acordo de Pesca com Marrocos — que inclui as águas do Sahara Ocidental e onde a esmagadora maioria das embarcações beneficiadas são espanholas... —, uma comissão do Parlamento Europeu reprova um acordo de liberalização comercial com o reino alauita. Se no caso das pescas os espanhóis beneficiam, no caso agrícola vêem-se ameaçados com a concorrência dos tomates e hortaliças marroquinas… O caso evidencia também as contradições entre as várias instâncias da União Europeia, com o Parlamento Europeu a assumir posições mais coerentes com o Direito Internacional. O artigo é do correspondente do diário PUBLICO espanhol, Daniel Basteiro.

La Comisión de Agricultura de la Eurocámara rechazó este martes, por una amplia mayoría, el acuerdo de liberalización comercial que los gobiernos de la Unión Europea negocian con Marruecos.

El pacto, al que se oponen los agricultores europeos y muy especialmente los españoles, acabaría con las restricciones comerciales para el 45% de las importaciones europeas en Marruecos y el 55% de sus exportaciones de frutas y hortalizas a países de la UE.

El principal motivo de la decisión es, según los parlamentarios, "la grave crisis que afecta al mercado de las frutas y hortalizas", ya que "incluso unas modestas cantidades de productos procedentes de terceros países podrían representar un nuevo elemento de inestabilidad". Los parlamentarios se refieren así a la crisis originada por el bloqueo de importaciones decretado por varios países, dentro y fuera de la UE, a raíz de la crisis de la bacteria E. coli en Alemania.

Beneficiar a los saharauis
Sin embargo, fuentes comunitarias aseguran que la inclusión del territorio del Sáhara Occidental en el acuerdo ha estado también en el origen de la negativa de la Comisión de Agricultura.

Según las resoluciones de la ONU en vigor, todo acuerdo comercial con Marruecos que incluya el territorio del Sáhara debe garantizar la repercusión en la población local o bien excluir del convenio el territorio de la excolonia española, como hizo EEUU en su tratado comercial con Rabat.

La UE no tiene en cuenta las resoluciones de la ONU sobre el Sáhara
La UE no ha tenido en cuenta este criterio en otro acuerdo, el de pesca, por lo que los eurodiputados recelan de las negociaciones de este pacto agrícola que lideran los gobiernos. El ministro de Agricultura y Pesca marroquí, Aziz Akhannouch, viajará hoy a Bruselas para reunirse con otra comisión parlamentaria, la de Comercio, que también tratará el acuerdo agrícola. El voto definitivo en el pleno de la Eurocámara está previsto para otoño.

Akhannouch firmará mañana la prórroga por un año del acuerdo pesquero, que venció en febrero. La Eurocámara se opone también a la renovación por cuatro años de este acuerdo, cuyas negociaciones están en fase inicial, ya que exige garantías sobre la repercusión de sus beneficios (36 millones al año que ingresa Rabat) en la población saharaui. España, que se beneficia del convenio pesquero pero que podría salir perjudicada del acuerdo agrícola, es uno de los países que más defienden ambos acuerdos.

A União Europeia e Marrocos prorrogam por um ano o acordo pesqueiro


A decisão, já esperada, envergonha a UE. Fechar os olhos à espoliação dos recursos piscícolas do Sahara Ocidental sem que a população saharaui disso beneficie e, ao contrário, reverta para a potência ocupante, é um escândalo. A maioria dos barcos beneficiados pelo acordo, segundo informa o artigo do jornal catalão «La Vanguardia» “têm base em portos de Andaluzia e Canárias»
    
Bruselas. (EFE).- La Unión Europea (UE) y Marruecos han sellado hoy la prórroga de un año del acuerdo de pesca, con el añadido respecto al anterior texto de que el Gobierno marroquí deberá informar de los usos a los que destine los fondos europeos que reciba gracias al pacto. Han estampado su firma en el documento el ministro de Agricultura y Pesca marroquí, Aziz Akhenouch, y su homólogo polaco, Marek Sawicki, cuyo país ejerce la presidencia de turno de la UE hasta finales de año. Este acuerdo es el más importante en materia pesquera para los países de la UE.

Aunque el acuerdo no tiene fecha de finalización, el protocolo de cuatro años que regula las licencias que se conceden a la flota comunitaria y la compensación económica que recibe a cambio el país magrebí finalizó el pasado 27 de febrero.

Gracias al acuerdo un total de 119 barcos europeos, el mismo número que en el anterior protocolo, podrán pescar en aguas marroquíes, un centenar de ellos españoles. La mayoría de los navíos beneficiados tienen base en puertos de Andalucía y Canarias. Además de estas embarcaciones, el tratado prevé también que otros 19 barcos puedan trabajar en Marruecos para capturar especies como la anchoa, el arenque o la caballa.

El nuevo protocolo cubrirá el periodo entre el 28 de febrero de 2011 y el 27 de febrero de 2012 y supondrá un ingreso de 36,1 millones de euros para Marruecos.

La UE decidió optar por la vía de una prórroga de un año en lugar de a largo plazo por las dudas de que ese convenio pudiera no beneficiar a las poblaciones del Sahara, aunque, según la Comisión Europea, la autoridades marroquíes informaron de que el acuerdo ha servido para crear empleo en este territorio mediante acciones financiadas con fondos europeos.

El acuerdo es similar al anterior y propone continuar con las actividades pesqueras, realizando ciertos ajustes sobre la base de criterios científicos. La renovación del protocolo añade, no obstante, una nueva disposición que exige a las autoridades marroquíes informar del uso de los fondos europeos y en particular del impacto socioeconómico y la distribución geográfica de la financiación comunitaria, algo que no recogía el anterior. El Parlamento Europeo debe dar su visto bueno para que el acuerdo entre en vigor definitivamente.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia deseja "que uma solução seja encontrada o mais breve possível"


Mohamed Mouldi Kéfi, ministro dos Negócios Estrangeiros tunisino, afirmou Sábado em Argel que o seu desejo é "que uma solução seja encontrada o mais breve possível para esta questão", afirmando que segue de “muito perto” as diferentes reuniões entre a Frente Polisario e Marrocos.

"Desejamos que uma solução seja conseguida no mais breve prazo para esta questão, e esperamos que da próxima ronda de negociações surjam novas ideias mais construtivas ", afirmou em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo argelino.

O ministro tunisino dos Negócios Estrangeiros chegou Sábado a Argel no quadro de uma visita de trabalho a convite do seu homólogo argelino, Mourad Medelci, para presidir à delegação tunisina que participa na 6.ª sessão da comissão de concertação política entre a Argélia e a Tunísia.
(SPS)

domingo, 10 de julho de 2011

Luto em El Aaiun pela morte de Khadijato Abhaya


Khadijato Abhaya, cidadã saharaui nascida em 1960, e mãe de dois filhos, Chyaa (1976) e Jamal (1981), padecia de várias enfermidades, como diabetes, anemia, problemas de rins e de estômago.
No dia 23 de Outubro de 2010 dirigia-se no seu Land Rover para o acampamento da Dignidade, Gdeim Izik, quando a sua viatura foi metralhada pelo exército marroquino, provocando um grave acidente em que Khadijato sofreu vários ferimentos de diversa gravidade e vários ossos partidos.
A 24 de Outubro de 2010 foi levada ao hospital Ben Toufail de Marraquexe, onde não recebeu qualquer tipo de tratamento. Por isso, no dia 9 de Novembro de 2010, levaram-na para o hospital militar de Rabat onde também não recebeu atenção e cuidados. Khadijato regressou a sua casa no dia 28 de Dezembro de 2010. Morreu ontem, dia 9 de Julho, às 19h00 horas, na sua casa na cidade de El Aiun.

República do Sudão do Sul e República Saharaui estabelecem relações diplomáticas

Deng Alor Kuol e Mohamed Salem Ould Salek

Juba (Sudão do Sul) 10 Julho 2011 - A República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e a República do Sudão do Sul subscreveram ontem Sábado um comunicado conjunto anunciando o estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países a nível de embaixadas.

O comunicado conjunto firmado pelos Ministros de Negócios Estrangeiros dos dois países, Mohamed Salem Ould Salek, e Deng Alor Kuol, afirma que os dois países decidiram estabelecer relações diplomáticas a nível de embaixadores para "fortalecer as suas relações bilaterais em consonância com os princípios e objectivos consagrados na Acta Constitutiva da União Africana e da Carta das Nações Unidas."
 (SPS)