quinta-feira, 17 de setembro de 2026

AAPSO associa-se a ato de luto em Sevilha pelas vítimas da travessia para Ceuta

Foto de agência

A Associação de Amizade Portugal–Sahara Ocidental (AAPSO) associou-se ao ato de luto realizado esta quinta-feira, 17 de setembro, em Sevilha, em memória das pessoas que morreram durante a travessia de Marrocos para Ceuta, em 30 de julho.  

Numa mensagem enviada aos promotores da iniciativa, a associação portuguesa manifesta solidariedade com as famílias e comunidades das vítimas, na sua maioria jovens, e considera que estas foram vítimas de “políticas deliberadas de exclusão, pobreza, opressão e engano”. A AAPSO critica também as políticas migratórias europeias, que associa a criação de obstáculos à procura de melhores condições de vida.  

150 mortos

O ato de Sevilha foi convocado pelo coletivo La Carpa e pela Associação de Amizade com o Povo Saharaui de Sevilha. O manifesto lido no encontro refere 150 mortos, maioritariamente por afogamento, durante os acontecimentos de 30 de julho, e lamenta que a maioria das vítimas permaneça sem identificação pública e sem que as autoridades marroquinas tenham manifestado pesar e luto pela tragédia.  

O documento apresentado em Sevilha responsabiliza politicamente as políticas fronteiriças e migratórias europeias e dirige fortes acusações às autoridades marroquinas, defendendo ainda que sejam apuradas responsabilidades pelas mortes. 

Na sua tomada de posição, a AAPSO centra a mensagem na dimensão humana da tragédia, afirmando juntar-se ao luto e à defesa da “dignidade de todas as pessoas e do seu direito à vida e à justiça”. 

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