quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Israel e Marrocos reforçam relações e avançam para abertura de embaixadas e nomeação de embaixadores - com o apoio dos EUA

Da esquerda para a direita: Nasser Bourita — ministro dos Negócios Estrangeiros de Marrocos; Mike Waltz — embaixador dos Estados Unidos junto das Nações Unidas; Gideon Sa’ar — ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel e Richard Duke Buchan III — embaixador dos Estados Unidos em Marrocos.

Israel e Marrocos acordaram elevar o nível das suas relações, abrir embaixadas recíprocas e nomear embaixadores, na sequência de uma cimeira apoiada pelos Estados Unidos 

Os dois países deverão também concluir, até ao final de 2026, dois acordos sobre a proteção dos investimentos e a prevenção da dupla tributação, com o objetivo de facilitar “os investimentos mútuos e impulsionar as relações económicas e comerciais entre ambos os países”. 

Além disso, irão ampliar as ligações aéreas entre Israel e Marrocos, incluindo voos operados por companhias aéreas marroquinas, e anunciaram visitas recíprocas de alto nível para os próximos meses. 

Marrocos é um dos quatro países árabes — juntamente com os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Sudão — que avançaram para a normalização das relações com Israel em 2020, no âmbito dos Acordos de Abraão, promovidos pelos Estados Unidos, apesar da política israelita de colonatos e do apartheid e genocídio contra a população palestiniana. 

Em contrapartida, Trump comprometeu-se a reconhecer a soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental, apesar de as Nações Unidas manterem o território na lista de Territórios Não Autónomos, definidos como aqueles “cujos povos ainda não alcançaram a plenitude do governo próprio”. 

O avanço destes acordos ocorre num contexto de genocídio, ocupação ilegal e apartheid contra a população palestiniana. 

O anúncio foi feito nos Estados Unidos e divulgado por Israel na sua conta em árabe na plataforma X, acompanhado pela referida fotografia. 

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