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| Ahmed Attaf, ministro dos Negócios Estrangeiros da Argélia |
A Argélia defende que uma solução definitiva para o conflito no Sahara Ocidental deve respeitar o direito à autodeterminação do povo saharaui e alerta contra tentativas de impor o plano de autonomia marroquino como única saída política.
Segundo noticia o jornal argelino TSA Algérie, numa peça publicada em 10 de outubro, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ahmed Attaf, manifestou preocupação com as tentativas de transformar a questão do Sahara Ocidental, considerada pela ONU um processo de descolonização, num simples problema de refugiados.
Num discurso proferido por ocasião do Dia da Diplomacia, Attaf advertiu contra qualquer solução que ignore o direito dos saharauis à autodeterminação ou procure legitimar uma situação imposta no território, à margem do direito internacional.
O chefe da diplomacia argelina estabeleceu quatro condições para uma solução justa e definitiva: pôr fim ao conflito, fazer justiça ao povo saharaui, preservar a credibilidade das Nações Unidas e reforçar a segurança, a estabilidade e a integração regional, contribuindo para o desenvolvimento dos povos da região.
As declarações surgem a poucas semanas da votação, prevista para 31 de outubro, de uma nova resolução do Conselho de Segurança sobre o Sahara Ocidental. O TSA Algérie refere a possibilidade de Washington procurar consagrar a proposta marroquina de autonomia como única solução para o conflito, apesar de as negociações entre Marrocos e a Frente Polisario não terem produzido avanços decisivos.
Ahmed Attaf reiterou ainda a disponibilidade da Argélia para contribuir para uma solução política duradoura, que considere os direitos dos saharauis e favoreça a estabilidade no Magrebe.

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