Os presos políticos saharauis do grupo de Gdeim Izik terminaram uma greve de fome de 23 dias, após a administração prisional marroquina se ter comprometido a responder às suas reivindicações, anunciou esta sexta-feira a Liga para a Proteção dos Presos Saharauis nas Prisões Marroquinas.
Entre as principais exigências estão o fim da dispersão dos detidos por várias prisões de Marrocos, a sua transferência para um único estabelecimento prisional no Sahara Ocidental, a melhoria das condições de detenção e o respeito pelos seus direitos fundamentais.
Em comunicado, a organização sublinha que o fim da greve de fome não significa o abandono das reivindicações e exige o cumprimento dos compromissos assumidos, incluindo assistência médica, contactos regulares com as famílias e o fim do isolamento.
A Liga denuncia ainda a proibição de visitas de Claude Mangin ao marido, Naâma Asfari, um dos presos do grupo, e recorda a intervenção das forças de segurança marroquinas numa manifestação de solidariedade realizada em Rabat, a 12 de outubro, que terá provocado feridos e detenções.
Os presos integram o grupo de Gdeim Izik, condenado na sequência dos acontecimentos relacionados com o desmantelamento, pelas forças marroquinas, de um acampamento de protesto saharaui nos arredores de El Aaiún, em 8 de novembro de 2010.

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