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terça-feira, 29 de outubro de 2013

SÁBADO 9 DE NOVEMBRO – Grande Manifestação em Madrid

 

MADRID 12. HRS – DESDE ATOCHA

1973 – 2013: 40 ANOS DE LUTA, 40 ANOS DE DIGNIDADE

NÃO AO ACORDO DE PESCA UE – MARROCOS

Este ano cumprem-se 40 anos desde que um grupo de jovens saharauis fundou a Frente Polisario. O povo saharaui leva quatro décadas exigindo a sua independência, primeiro do ocupante espanhol e, depois, do marroquino. O Estado espanhol vendeu o Sahara Ocidental no ano de 1975, mas tratou-se de uma venda ilegal.

A legalidade internacional não reconhece esta vergonhosa entrega, pelo que o Estado espanhol continua a ser o responsável legal do Sahara Ocidental. Porém, durante todo este tempo, nenhum Governo, nem do Partido Popular (PP), nem do Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOR), cumpriram com as suas obrigações. São responsáveis de que a população saharaui se veja obrigada a subsistir como refugiada ou a ser torturada nos Territórios Ocupados.

Exigimos que o Governo espanhol cumpra com a sua responsabilidade e facilite o referendo de autodeterminação para o povo saharaui.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Estudantes saharauis manifestam-se em Agadir (Marrocos)



Estudantes universitários saharauis em Agadir (sul de Marrocos) manifestam-se, ontem, 27 de fevereiro e 37º aniversário da proclamação da RASD,  em solidariedade com os presos de Gdeim Izik e pela independência do Sahara Ocidental: Estado Saharaui Independente é a Solução, reclamam.

As forças repressivas marroquinas dispersaram os manifestantes com violência, causando feridos e fazendo detenções.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Violenta agressão marroquina em El Aaiun contra manifestantes saharauis


Uma dezena de saharauis ficaram feridos este Domingo à tarde durante uma violenta intervenção das forças de ocupação para dispersar uma manifestação pacífica organizada por cidadãos saharauis que reclamavam a libertação de um militante saharaui, informou ontem a organização Equipo Media.

A manifestação foi organizada na sequência da detenção e encarceramento na Prisão Negra do activista saharaui Bouhla Ghali, de 22 anos, o qual foi detido sem que tenha podido contactar com a sua família ou conhecer as acusações formuladas contra ele.

As forças de ocupação sequestraram o activista saharaui na Avenida de Tan Tan, no centro de El Aaiún, capital do Sahara Ocidental ocupada por Marrocos, após Bouhla Ghali ter participado numa manifestação pacífica.

Entre as vítimas da violência policial figuram:
  • Salma Mohamed Abeid
  • Meriem Bourhimi
  • Aziz Bouhalla
  • Aichatou Othman Boutasoufra
  • Meriem Bouhala
  • Elghalia Aamar
  • Laaroussi Soudani
  • Ali Abdellah
  • Najib Bouhalla
  • Noura Bohalla
  • Mhaimida Laabeidi
  • Marim Khaldi


Também  no Domingo, na Avenida Mezouar, situada no centro da cidade, dezenas de saharauis manifestaram-se para reivindicar o respeito pelo seu direito à autodeterminação do seu povo sobre o seu futuro, a sua terra e os seus recursos.
(SPS)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Confederação Sindical de Trabalhadores Saharauis confirma 68 feridos devido à brutal intervenção da polícia marroquina


Confederação Sindical de Trabalhadores Saharauis confirmou hoje, quinta-feira, que 68 saharauis foram feridos na brutal intervenção da polícia marroquina, quando esta resolveu dispersar, ontem, quarta-feira, uma pacífica manifestação na capital ocupada do Sahara Ocidental.

Em comunicado, a CSTS assegura que "a brutal intervenção teve lugar enquanto decorriam negociações entre representantes dos manifestantes — Deia Sid Ahmed, Husein Uold Sueilm e Lehbib Salhi — e elementos responsáveis do aparelho repressivo marroquino".

"Vários agentes da Polícia marroquina e das forças auxiliares agrediram vários dos manifestantes, causando ferimentos em 68 cidadãos saharauis", assegura Confederação Sindical de Trabalhadores Saharauis.

Vários dos manifestantes agredidos sofreram feridas graves e não receberam tratamento", acrescenta o comunicado.


Os feridos são:

1- Ahmed Deia.
2- Husein Uold Sueilm.
3- Lehsen Zabur.
4- El Musaui El Jalil.
5- Mohamed Uold Taleb.
6- El Alia Sueyeh.
7- Embarka Deia.
8- Baba Sarraj.
9- Hababa.
10- Karkub El Bachir.
11- Mohamed Rachid Endour.
12- Sueilma Salmi.
13- Larabas Dahbi.
14- Fatma Sueyah.
15- Sidi Brahim.
16- Fala Chtuki.
17- Sid Ahmed Lemheimad.
18- Salma Butabaa.
19- Badada Lehuaimad.
20- Mohamed Lehuaimad.
21- Monina Lakeid.
22- Nasra Hadi.
23- Mariam Fal-li.
24- Mohamed Salem Uold Ahmed.
25- Mohamed Uold Ahmed Ndour.
26- Mahmud El Husein.
27- Hadi Uold Abdal-la Sidi Mahyub.
28- Mohamed Lehbib.
29- Lefkir Bomba.
30- Butaba-a Mohamed.
31- Said Had-dad.
32- Belau Deia.
33- Azaiza Deia.
34- Busoula Magfri.
35- Sidi Mohamed El Uali.
36- Salhi Lehbib.
37- Bulahi Jaled.
38- Aicha Tobali.
39- Nafi Deia.
40- Aba Legzal.
41- Mohamed Uold Al-lat.
42- Bushab El Baz.
43- Ahmed Nasr Edin.
44- Hamza Daudi.
45- Mariam El Garhi.
46- El Buhmadi Moulud.
47- Esbai Mohamed Fadel.
48- Ahmed El Fadil.
49- Suleiman Uold Breih.
50- El Mahyub Rada-a.
51- Mohamed Yehdih Lejfauni.
52- El Aiachi Hadamin.
53- Ahmeid Salek.
54- Aicha Zaui.
55- Ubreih Lefquir.
56- Kaziza Lefquir.
57- Um-Lajut Larossi.
58- Ahdeidhum Larossi.
59- Mohamed Faku Mohamed.
60- Zaguia Ment Abdeslam.
61- Izana Embarek.
62- Suqueina Mohamed Uold Sueilm.
63- Yehdih Hamadi.
64- Rami Rami.
65- Mohamed Salem El Mahmudi.
66- Elfilali Sidi Abdal-la.
67- Lumeigf El Bachir.
68- Salam Larossi. (SPS)

El Aiún (Sahara Ocidental ocupado), 03/03/2011 (SPS)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Brutal ataque a manifestantes em El Aiun


As forças de ocupação marroquinas, em colaboração com milícias de colonos, atacaram hoje de forma muito violenta dezenas de saharauis de todas as idades e prenderam um número ainda indeterminado. Os manifestantes saharauis, tinham organizado uma concentração pacífica em que reclamavam os seus legítimos direitos como cidadãos e a defesa do seu direito à liberdade.

A Avenida de Smara, como em anteriores ocasiões, foi o local escolhido para a realização do protesto, que começou com a reivindicação de uma greve de fome às 9 horas da manhã. De mãos dadas e entoando palabras-de-ordem, receberam a carga da polícia e de colonos que provocou dezenas de feridos.

Crianças, anciãos, mulheres, jovens, Cidadaos de todas as idades foram feridos de forma brutal e indiscriminada.

VÍDEOS

Neste vídeo pode-se observar como os manifestantes saharauis, de mãos dadas, entoam palabras-de-ordem enguanto a polícia marroquina frente a eles se prepara para a carga.
http://www.4shared.com/video/aQmrMd9X/VIDEO_TADAKHOL__WA9FA_LAAYOUNE.html


Os veículos policiais contam-se às dezenas
http://www.4shared.com/video/DdaIntHR/VIDEO_MAB3DA_TADAKHOL_WA9FA_LA.html


Anciãos, crianças, mulheres, jovens... todos se manifestam pacíficamente frente à policía que espera o momento para atacar os cidadãos indefesos.
http://www.4shared.com/video/nSO4X4Me/VIDEO_9ABLA__TADAKHOL_WA9FA_LA.html


Dois dos feridos dão o seu testemunho.
http://www.4shared.com/video/hlIb6j5w/CHAHADAT_DAHYA.html

Repressão marroquina abate-se sobre familiares dos trabalhadores das minas de BuCraa, dos presos políticos e dos estudantes de El Aiun

Foto de arquivo

Ataque das forças de repressão marroquinas contra os familiares dos trabalhadores de Fosbrucraa e os familiares dos presos políticos saharauis que hoje se manifestavam pacificamente diante da delegação do ministério marroquino de Energia e Minas, na cidade de El Aiun ocupada. Fala-se de vários feridos entre os quais poderá estar o ancião Deida. Estes acontecimentos estavam a ocorrem às 13H45 , hora de El Aiun e de Portugal.

Testemunhos revelam igualmente uma brutal intervenção policial marroquina contra os alunos do Instituto Anahada, na mesma cidade...

O ataque das forças de repressão marroquinas teve início pelas 13 da tarde, após o aviso uma hora antes que tinham que abandonar o local ou os expulsariam pela força. A intervenção teve lugar com a participação de forças militares e policiais contra as dezenas de manifestantes saharauis que se encontravam pacificamente concentradas frente à Delegação do Ministério da Energia e Minas.

Entre os feridos da carga repressiva encontram-se Ahmed Eddeya, porta-voz dos trabalhadores de FOSBUCRAA e que foi transportado para o hospital civil de El Aiún, e o respeitado e muito querido ancião Deida.

Mohamed Rashid Ndur, foi fortemente golpeado nas pernas e no peito, tendo sido despojado do seu automóvel, do seu telemóvel.
As mães dos presos foram obrigadas a fugir refugiando-se em casas de saharauis residentes próximos do local.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Marrocos ateia o fogo na cidade ocupada de Dakla

Carros e habitações incendiadas por colonos marroquinas com a cobertura das forças policiais de ocupação

Ana Camacho, jornalista, ex-responsável pela cobertura do conflito do Sahara Ocidental no jornal EL PAIS, publica no seu blog “anrenas movedizas” (http://enarenasmovedizas.blogspot.com/) um artigo sobre os acontecimentos que se estão a passar em Dakla, cidade piscatória do sul do Sahara Ocidental ocupado.

Ana Camacho

Mientras todas las miradas están puestas en lo que pasa en Libia, una nueva batalla campal ha estallado en el Magreb, en Dajla, la Villa Cisneros de la antigua provincia española del Sáhara Occidental. Las noticias que llegan son alarmante no sólo por la gravedad de los hechos sino porque apuntan a que el incendio no lo prendió la justificable ira popular de los saharauis oprimidos sino una maniobra del Ministerio del Interior marroquí para frenar los disturbios que está habiendo en Marruecos, aunque Televisión Española no se haga eco de ello (sí lo hace, en cambio con las protestas en Argelia ¿por qué será?).

Tanto los testimonios que van llegando desde Dajla de las asociaciones de defensa de los derechos humanos como los testimonios de residentes allí que he podido recoger por teléfono, relatan que los disturbios no empezaron como se dijo en un primer momento como una protesta contra un festival cultural de adhesión promarroquí que estaba empezando en Dajla, sino con el asalto de las viviendas de los saharauis perpetrado por bandas de jóvenes procedentes de un gueto de colonos marroquíes (Uakala), aleccionados, entrenados, alentados y teledigiridos por la policía marroquí.

No es la primera vez que estas milicias civiles han actuado. Pero en esta ocasión, representantes del propio ejército y residentes marroquíes que no comparten esta estrategia, han reconocido a saharauis que han intentado mediar para acabar con los enfrentamientos que han seguido, que el terror sembrado por estos grupos es cosa de la policía: al parecer, se ha aprovechado para ello la retirada del grueso de las fuerzas militares hacia el norte, en previsión de un contagio de la explosión de la ira dentro de Marruecos. Los jóvenes colonos se han vuelto a convertir el Sáhara en un escenario de muerte y sufrimiento pero, sobre todo, han hecho saltar esa pequeña chispa que sólo requería la alta tensión para el polvorín prendiese fuego y se extendiese a otras localidades saharauis.

Hay muchos saharauis que me reconocen desde Dajla que la maniobra persigue ese escenario al que aludí el pasado día 18 (leer pinchando aquí), el de lograr que la revuelta que todos esperan en Marruecos empiece antes en el Sáhara Occidental para frenar con una llamada al patriotismo el tsunami en zonas como el Rif donde, la pasada semana ya se demostró que está el punto más caliente de la oposición al rey Mohamed VI. Muchos saharauis son conscientes de la trampa pero reconocen que las nuevas muertes, violaciones de mujeres y atrocidades han disparado una espiral de acción y reacción que va a hacer muy difícil parar a los suyos. Anoche, por lo visto, se habían montado barricadas en Dajla, los saharauis pedían armas e incluso hubo algún disparo. Pero ellos son como mucho 6.000 y los marroquíes 80.000.

Brutal intervenção do aparelho repressivo marroquino contra a população saharaui da cidade de Smara


Sexta-feira, na cidade de Smara, no norte do Sahara Ocidental ocupado, dezenas de desempregados saharauis concentraram-se em protesto diante da sede do paxá (Governador de Província) de Smara. Os manifestantes exigiam direitos laborais gritando palavras-de-ordem contra a política de marginalização practicada pelo regime marroquino em relação aos saharauis.

As forças de segurança marroquinas carregaram brutalmente sobre os manifestantes deixando um saldo de vários feridos, a maioria mulheres. Entre os feridos graves, Salka Badad, que foi evacuada de urgência para o hospital de El Aiun, a uma distância de mais de 100 quilómetros de Smara. Entre os feridos estavam também Hamia Mohamed Fadel, Mojatara Basiri, Mohamed Shecrud, Hamda Mamud, Lansari Abelahi, Elmougaf Ezahi, Hamuda Hamza, Mariam Elismaili, Mariam Nadir, Teslem Nadir, Lemneya Chej, Emana Lumahad e Sidi Zein Lumahad, este últimoem estado muito grave.

Fonte CODESA

Dakla, cidade no sul do Sahara ocupado: centenas de colonos marroquinos atacam a população saharaui


Na madrugada de Sábado, dia 26 de Fevereiro, concluído o festival organizado pelas autoridades marroquinas na cidade ocupada de Dakla, no que constitui em mais um intento de Marrocos de desvirtuar a identidade cultural saharaui e de tergiversar a verdadeira situação política que atinge a cidade de Dakla e todo o território saharaui ocupado, centenas de marroquinos escoltados por camiões das forças paramilitares, assaltaram os bairros onde vive a população saharaui, queimando carros, lançando centenas de botijas de gás, assaltando lojas e criando o caos na cidade. Ante esta situação de terror muitos saharauis abandonaram a cidade em Direcção ao deserto para evitar as agressões.

Os confrontos prosseguiram durante a tarde de Sábado.
Num primeiro balanço dos saharauis feridos assim como das famílias saharauis cujas casas foram atacadas e saqueadas, bem como as que viram os seus carros incendiados durante a madrugada, é possível já adiantar:


Família Aabla
Família Yahya
Família Makki
Família Masoud Balah
Família Asnayba
Família Mohamed Abdalahi
Família Elys
Família Mohamed Aamar
Família Chaybani
Família Charky
Família Ahl Moussa
Família Bachri Brahim
Família Sued Abba
Família Cheyakh
Abidha Uld Elys, cujo veículo foi incendiado
Chlayh Yahyaoui, cujo veículo foi incendiado
Agdafna Uld el waly, cujo veículo foi incendiado

Em protesto pelo ataque perpetrado pelos colonos marroquinos a população saharaui da cidade de Dakla realizou uma concentração pacífica às 9 da manhã na praça da mesquita, no Bairro Um Tounsi, para solicitar a protecção da comunidade internacional, assim como reivindicar o direito à autodeterminação do povo saharaui.

Às 5 da tarde teve lugar uma violenta intervenção policial contra os manifestantes saharauis, apoiada por colonos marroquinos que empunhavam bandeiras de Marrocos.

No momento em que foi divulgada esta informação, por volta das 20:30 horas de Sábado, ocorriam novos saques, invasões de domicílios, roubos e incêndios em casas de cidadãos saharauis no Bairro de Um Tounsi, sendo atingidas, nomeadamente as residências das Famílias de:

- Mohamed Fadel Semlali
- Mohamed Salem Hamanna, a quem também foi incendiado o carro
- Masaud
- e a tentativa de ataque contra a casa da família de Ahl Takrour

Fonte: resistência sahara e defensores dos DDHH

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Prosseguem as manifestações em El Aiun



Hoje à tarde, pelas 16h30, mais de 100 pessoas manifestaram-se diante o tribunal de El Aiún, reivindicando a liberdade dos presos saharauis, entre os manifestantes contavam-se mais de 60 mulheres, mães e irmãs dos presos, apoiadas pelos ex-trabalhadores mas minas de fosbucraa.
A manifestação durou duas horas, e esteve sempre cercada por uma grande número de viaturas da polícia, embora as forças policiais não tenham detido nenhum dos manifestantes nem tivessem carregado sobre os mesmos.

Durante a manhã, os mesmos manifestantes realizaram outra concentração, desta vez em frente do Departamento de Recursos e Minas, na avenida de Smara. Eram mais de 60 pessoas, todas elas familiares dos presos saharauis.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Manifestações e confrontos na cidade ocupada de El Aiun


Ontem, 16 de de Fevereiro, um grupo de jovens saharauis manifestou-se a meio da tarde, na Avenida de Smara, na cidade de El Aiún, capital do Sahara Ocidental ocupado, diante da bomba de gasolina de Terkzi, reivindicando a saída de Marrocos do Sahara Ocidental. A polícia marroquina interveio de forma brutal para dissuadir o protesto e ocorreu um violento confronto entre ambas as partes.

A situação saldou-se por um polícia marroquino ferido e um jovem saharaui atropelado por um carro da polícia que ia exageradamente depressa e o arrastou quando percorria a artéria. O jovem saharaui encontra-se no Hospital civil de El Aiún, em estado muito grave.

Após o ocorrido, as lojas da Avenida de Smara fecharam, e a polícia marroquina está a prender todos os jovens saharauis, menores de 24 anos, que transitam pelas ruas de El Aaiún.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Manifestações em El Aiun


Prosseguem as manifestações de cidadãos saharauis em El Aiun ocupada. Um dos colectivos mais activos é o das mães e familiares dos presos políticos saharauis, encarcerados na sua maioria após o brutal desmantelamento do acampamento da “Dignidade” de Gdeim Izik e os acontecimentos posteriores que ocorrem na capital do Sahara Ocidental ocupado em Novembro passado.Também os jovens estão na primeira linha da contestação.


No dia 9 de Fevereiro, 4.ª Feira, as mães dos presos políticos promoveram uma “sentada” diante do tribunal de apelação de El Aiun ocupado, reclamando quanto à situação dos seus filhos no presídio “Cárcel Negra” e exigindo a sua libertação imediata.
As mães dos presos políticos saharauis pedem à comunidade internacional a rápida intervenção sobre a situação dos Direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental e a autodeterminação do povo saharaui.


Ontem, 5.ª Feira, realizou-se uma manifestação de jovens saharauis frente às instalações camarárias do bairro El Palco empunhando consignas contra o regime e exigindo o direito a beneficiarem das riquezas e recursos da sua terra.

A concentração foi dispersa por vários corpos de segurança e policias marroquinos que arremeteram de forma brutal contra os jovens manifestantes perseguindo-os nas ruas do bairro de El Palco, sem que se tenham registado detenções até ao momento.

Fonte: CODAPSO

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

El Aiun: saharauis manifestam-se contra a ocupação marroquina e o saque dos recursos naturais

Vista aérea da cidade de El Aiun

Dezenas de cidadãos saharauis manifestaram-se hoje na Rua de Smara em El Aiún, capital ocupada do Sahara Ocidental, contra a ocupação ilegal do seu país e a espoliação dos seus recursos naturais por parte de Marrocos, segundo noticiaram fontes do Ministério dos Territórios Ocupados e das Comunidades no Exterior da RASD.

Segundo aquela fonte, a manifestação prolongou-se por quase três horas antes da polícia marroquina intervir pela violência, dispersando os manifestantes e causando dois feridos: Nafi Daya e Buhmadi Moulud.

Durante a manifestação foram gritadas palabras-de-ordem "reúdio" pela ocupação do Sahara Ocidental e de denúncia do saque dos recursos naturais por parte de Marrocos.(SPS)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Forças de ocupação marroquinas reprimem de forma brutal pacífica manifestação de mulheres saharauis – denuncia a AFAPREDESA


Said Sid Ahmed Abdelouhab Danber, o jovem assassinado

Uma centena de mulheres organizou, em El Aiún, durante a tarde de ontem, 21 de Janeiro, uma pacifica concentração sentada frente à casa da família do jovem Said Sid Ahmed Abdelouhab Danber, assassinado, no dia 23 de Dezembro de 2010, com dois tiros (um no peito e outro na cabeça) por um polícia marroquino. As mulheres queriam manifestar o seu apoio às reivindicações da de família que luta por conhecer toda a verdade acerca do vil assassinato do jovem saharaui, assim como reclamar um processo judicial contra o responsável do crime e receberem as sanções legais correspondentes.

Logo após o início da manifestação, às 17H30, e não obstante o seu carácter pacífico, o protesto foi violentamente reprimido por uma forte carga policial conhecido por “esquadrão da morte”.

Este contingente da polícia marroquina está sob o comando do tristemente célebre torturador, Mohamed El Hosseini, conhecido por Moustache, que participou pessoalmente na brutal agressão contra as mulheres indefesas.

Segundo informações chegadas ao conhecimento da Associação de Familiares de Presos e Desaparecidos Saharauis (AFAPREDESA), várias mulheres ficaram feridas, algumas com gravidade, entre elas estão:

Mariam Danber, irmã do jovem assassinado, com ferida grave na cabeça.

Khira, mãe do jovem assassinado, com perda de conhecimento.

El Baghia Haddi, com feridas no tórax e fractura da mão esquerda.

Toumana Daida, ferida nas costas.

Salka Ment Abdejalil, ferida nas costas.

Niha El Kotb, ferida no braço direito.

Cabe recordar que as autoridades marroquinas impediram a mãe e os familiares de ver o cadáver do jovem assassinado e impuseram o seu enterro sem a abertura de qualquer tipo de investigação sobre o crime. O polícia assassino continua à solta perpetuando a impunidade de todos os responsáveis marroquinos de graves e sistemáticas violações de direitos humanos, desde 31 de Outubro de 1975, data do inicio da invasão do Sahara Ocidental por Marrocos.

Associação de Familiares de Presos e Desaparecidos Saharauis (AFAPREDESA) segue com grande preocupação a persistência das graves violações de direitos humanos pelas forças marroquinas contra a população civil saharaui nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.
AFAPREDESA

domingo, 5 de dezembro de 2010

Marcha marroquina reclama territórios que consideram "ocupados"

Notícia do diário El País. Segundo algumas fontes as autoridades de Rabat estão a recorrer às bases de dados dos centros de desemprego para mobilizar para esta manifestação. Se atendermos que a taxa de desemprego neste momento em Marrocos é de 9,1% não é de espantar a tal "grande afluência" ...


Organizaciones marroquíes convocan una marcha a Ceuta para reclamar su soberanía. La manifestación partirá el domingo desde Rabat

EL PAÍS - Madrid - 01/12/2010

Varias organizaciones marroquíes han convocado una marcha con salida desde Rabat y destino Ceuta para reclamar la soberanía de las dos ciudades autónomas españolas, de las islas Chafarinas y de otros territorios que consideran "ocupados", según ha informado la agencia oficial MAP.

Aunque la manifestación ha sido organizada por numerosas asociaciones juveniles ciudadanas, su difusión desde la agencia estatal marroquí da a entender que cuenta con el apoyo de las autoridades, por lo que se espera una gran afluencia.

El pasado domingo, centenares de miles de personas participaron en otra marcha en Casablanca en contra de la política del Partido Popular (PP) hacia Marruecos y en defensa de la integridad territorial del país. La protesta, encabezada por el primer ministro, Abás El Fasi, discurrió por la avenida Mohamed VI, una de las principales arterias de la capital económica marroquí, y reunió a representantes de partidos políticos, centrales sindicales y de organizaciones de derechos humanos.

En la manifestación también se hizo referencia al conflicto del Sáhara, recrudecido tras el asalto, el 8 de noviembre, al campamento de protesta saharaui de Agdaym Izik erigido en las afueras de El Aaiún.

Ayer, el ministro de Exteriores marroquí, Taieb Fassi-Fihri, compareció en el Parlamento Europeo para dar cuenta del asalto al campamento. El jefe de la diplomacia de Rabat aseguró que el desmantelamiento fue pacífico y atribuyó a la sociedad española un complejo de culpa por cómo se saldó la evacuación del Sáhara en 1975, informa Ignacio Cembrero.