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sexta-feira, 3 de março de 2023

Yahia Mohamed Elhafed libertado ao fim de 15 anos de prisão


O segundo preso de consciência saharaui há mais tempo nas prisões marroquinas recupera a liberdade. O preso de consciência saharaui "Yahia Mohamed  Elhafed" e o seu filho imediatamente após a sua libertação da prisão local em Khouribga.

 

A 1 de Março de 2023, o defensor dos direitos humanos saharaui e prisioneiro de consciência, "Yahia Mohamed Elhafed", sentiu a brisa da liberdade depois de passar 15 anos em detenção política, transladado entre várias prisões marroquinas, nas quais sofreu tortura física e psicológica e maus-tratos, em sentenças que variaram entre os 4 e os 15 anos de prisão, além da deterioração da sua saúde em consequência de complicações resultantes de greves da fome e negligência médica.

O defensor dos direitos humanos saharaui, "Yahia Mohamed Elhafed", foi preso político aos 42 anos de idade, e deixou a prisão local na cidade de Khouribga / Marrocos, aos 57 anos de idade, para continuar a padecer de várias doenças em resultado do sofrimento que passou nas prisões da força de ocupação marroquina.

A força de ocupação marroquina procedeu à detenção de "Yahia Mohamed Elhafed", no dia 01 de março de 2008 dentro da sua loja comercial na cidade de Tan Tan [extremo sul de Marrocos], na sequência de uma série de raptos e detenções políticas de que foram vítimas muitos jovens saharauis da mesma cidade, por ter organizado uma manifestação com bandeiras nacionais e slogans saharauis, exigindo o direito do povo saharaui à autodeterminação por ocasião da comemoração pelo povo saharaui do 32º aniversário da proclamação da República Árabe Saharaui Democrática ( RASD ).

Dentro da prisão, "Yahia Mohamed Elhafed", que estava em greve de fome, foi submetido a tortura física, juntamente com um grupo de seus companheiros, pela administração da prisão, que o transferiu à força e seu companheiro, "Najem alMahjoub Bouba”, para a prisão local de Ait Melloul/Marrocos, onde foram novamente submetidos a tortura e maus-tratos físicos e psicológicos em duas celas punitivas antes de serem transferidos para serem apresentados com seus companheiros ao primeiro julgamento e em recurso a julgamentos ilegais previamente preparados pelos serviços secretos marroquinos.

O prisioneiro de consciência saharaui, "Yahia Mohamed Elhafed" foi transladado entre a prisão civil de Inezgane, a prisão local de Ait Melloul, o complexo Loudaya em Marraquexe, a prisão agrícola em Taroudant, a prisão local Bouizakaren Moul El Bergui em Safi e Khouribga sem beneficiar, assim como a sua família, dos direitos garantidos pelas convenções e pactos internacionais, nomeadamente os relacionados com a sua proximidade à sua família, que continuou a sofrer o incómodo das viagens e despesas exorbitantes.

Paralelamente, a 12 de Maio de 2009, a Amnistia Internacional publicou um comunicado de imprensa sob o número MDE 29/004/2009, apelando à investigação das denúncias de tortura sofridas pelo defensor saharaui dos direitos humanos "Yahia Mohamed Elhafed" durante a sua detenção com o objetivo de o obrigar a assinar os relatórios da polícia judiciária, bem como alegações de que foi punido em regime de isolamento, explicando que o referido detido foi condenado a 15 anos de prisão, enquanto os outros foram condenados a 4 anos de prisão, confirmando que "Yahia Mohamed Elhafed" é considerado um defensor dos direitos humanos, por ser membro da Associação Marroquina para os Direitos Humanos e membro do coletivo saharaui de defensores dos direitos humanos, cuja reunião pública foi proibida em El-Ayoun/Sahara Ocidental em 7 de outubro de 2007 pelas autoridades - acrescenta o comunicado de imprensa.


Yahia Mohamed Elhafed, com 42 anos, em 2008,
na altura em que foi preso pelas forças policiais marroquinas


A organização Front-Line escreveu também ao Rei de Marrocos a respeito do caso de tortura e prisão solitária de "Yahia Mohamed Elhafed", expressando a sua profunda preocupação face ao recurso da administração prisional em o castigar e torturar a 3 de abril de 2009, juntamente com 09 presos políticos saharauis, nas duas prisões locais, Inezgane e Ait Melloul, exigindo a sua libertação e a abertura de uma investigação imediata e exaustiva sobre a detenção e as alegações de tortura e maus-tratos de que foi vítima, assim como tomar todas as medidas necessárias para a sua segurança física e psicológica.

No mesmo contexto, a direção da Associação Marroquina dos Direitos Humanos tinha previamente solicitado, a 21/04/2009, em carta dirigida ao Delegado Geral da Administração Penitenciária, a abertura de um inquérito sobre os abusos sofridos pelos detidos saharauis na prisão de Inezgane, com base num conjunto de queixas apresentadas pelas famílias destes detidos após terem sido agredidos em 03/04/2009 pelo pessoal prisional, que algemou as mãos dos detidos de cabeça para baixo, despiu alguns deles das suas roupas, torturou-os através de "falaqa", insultou-os e confiscou muitos dos seus pertences pessoais antes de os dispersar em diferentes celas.

No âmbito do interesse da associação (AMDH), a sua direção central também emitiu um comunicado a 31 de maio de 2009, apelando à libertação de "Yahia Mohamed Elhafed", referindo-se à deterioração da sua saúde na sequência das complicações da greve de fome em que se encontrava desde 4 de abril de 2009, e que tinha sido transferido num estado crítico para a sala de reanimação do Hospital Hassan II, responsabilizando as autoridades marroquinas pelo que poderia resultar desta situação que ameaça a sua vida e a sua segurança física.

Congratulamo-nos com a liberdade do defensor saharaui dos direitos humanos "Yahia Mohamed Elhafed",que passa a ser o segundo preso político de consciência no Sahara Ocidental a passar mais anos em detenção política depois do preso de consciência saharaui "Sidi Mohamed Dadach", cujo período de detenção ultrapassou os 23 anos na Prisão Central de Kenitra/Marrocos, antes de recuperar a sua liberdade em 7 de novembro de 2001, por iniciativa e sob a pressão da Amnistia Internacional.

"Yahia Mohamed Elhafed" foi o último do seu grupo de 17 presos políticos a ser libertado, com excepção de um detido libertado da prisão após 7 meses de prisão preventiva devido ao seu julgamento com pena de prisão não efetiva, foram estes os detidos:

 


 

O Gabinete Executivo do Coletivo dos Defensores Saharauis dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental, que acompanha desde março de 2008 todos os pormenores da detenção, do julgamento e das duras e deploráveis ​​condições do defensor saharaui dos direitos humanos "Yahia Mohamed Elhafed" e o resto de seus companheiros em várias prisões marroquinas,declara:


1/ Felicita o saharaui defensor dos direitos humanos e prisioneiro de consciência Yahia Mohamed Elhafed" por ocasião da sua redescoberta da liberdade e regresso à sua pátria, e através dele à sua família, que muito sofreu com a sua longa detenção.

2/ Responsabiliza a força de ocupação marroquina pelas consequências que se podem refletir no seu estado de saúde devido aos longos anos de detenção política e às condições miseráveis ​​acompanhadas de tortura e maus-tratos nas várias prisões marroquinas por onde passou.

3 / Solidariza-se com um grupo de estudantes e presos políticos saharauis que iniciou uma greve de fome de mais de uma semana, para protestar contra as contínuas detenções ilegais e torturas das forças de ocupação marroquinas nas prisões marroquinas.

4 / Renova o apelo ao Comité Internacional da Cruz Vermelha para que visite os presos políticos saharauis e monitorize as suas condições nas prisões marroquinas, trabalhando arduamente e com responsabilidade na sua proteção e acelerando a tomada de todas as medidas necessárias para obter a sua liberdade e preservar a sua integridade física e integridade mental, considerando que suas prisões e julgamentos políticos estão ligados ao caso do Sahara Ocidental, registado pela Assembleia Geral das Nações Unidas como um caso de descolonização.

5 / Exorta a comunidade internacional e todas as organizações de direitos humanos a intervir urgentemente para proteger os civis saharauis e devolver todos os presos políticos saharauis à liberdade que lhes foi roubada à força devido às suas posições políticas sobre a questão do Sahara Ocidental ocupado, com um verdadeiro contributo para que o povo saharaui goze plenamente dos seus direitos garantidos em pactos internacionais, no topo dos quais se mantém o direito à autodeterminação.

El-Ayoun Ocupado em: 01 de março de 2023






Gabinete Executivo do Coletivo de Defensores Saharauis dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental

domingo, 5 de dezembro de 2021

Marrocos condena três estudantes ativistas saharauis à prisão sob a acusação de "reunião e incitamento à reunião"




ECS- El Aaiun ocupada (04-12-2021). | A ocupação marroquina proferiu sentenças arbitrárias contra três ativistas saharaus na cidade de Guelmim, no sul de Marrocos. As penas variam entre um mês e um ano e meio, de acordo com um comunicado da Associação para a Proteção dos Presos Saharauis nas Prisões Marroquinas

A declaração indica que a sessão de sentença do preso saharaui, Jalal Bouchaab, teve lugar no Tribunal de Primeira Instância de Guelmim, a 24 de Novembro de 2021, dando-lhe uma sentença injusta de um mês. Jamal Aharouch e Hamza Bouhrika foram condenados a um ano e 3 meses, e 7 meses, respectivamente.

Os três ativistas foram detidos a 14 de setembro de 2021 na mesma cidade, onde foram acusados de atos criminais fabricados, tais como reunião não autorizada, incitação à participação na dita reunião, lançamento de pedras às autoridades marroquinas. No decurso do julgamento arbitrário, os três ativistas saharauis negaram as acusações contra eles e os factos de que foram acusados, sublinhando que os antecedentes da sua detenção e condenação decorrem das suas atividades estudantis e das suas posições declaradas sobre a questão do Sahara Ocidental ocupado, bem como da sua atividade de protesto exigindo o direito legítimo dos saharauis à autodeterminação.

Recorde-se que a região mais a sul do território de Marrocos internacionalmente reconhecido, a Província de Tarfaya, integrava a colónia espanhola do Sahara, tendo sido cedida a Marrocos pelo regime franquista em 1958 (Tratado de Cintra). A região é povoada maioritariamente por populações saharauis, sendo o hassania, o dialeto dos saharauis e mauritanos, dominante na região.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Marrocos procura apropriar-se da cultura saharaui para a diluir na ocupação


Diario La Realidad Saharaui, DLRS    2 de junho de 2017

Tradução para o hassania do لمير اصغير O Principezinho – a enganadora e asquerosa política marroquina nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

"Os Saharauis estão convencidos de que لمير اصغير Principezinho traduzido em Hassania - muito embora o significado não exista no Hassania - nunca será lido por um marroquino que viva no Sahara Ocidental ocupado e muito menos em Marrocos.

“Costumamos dizer neste caso مهدنك يناك لهي يحلبك شلح  “que bem domada está essa camela que é ordenhado por um marroquino”, assim reza o provérbio saharaui. Marrocos trata de se apropriar dos símbolos e elementos culturais saharauis com o objetivo de diluir o Sahara Ocidental em Marrocos, um intento que jamais logrará. O uso dos trajes tradicionais das mulheres e dos homens saharauis (melhfa e darraá) por colonos marroquinos, significa a procura de apropriação dos referenciais culturais saharauis.

É por isso que estão tentando assimilar como se fossem marroquinos personagens e estórias saharauis, como é o caso dos contos Shertat. Também procuram roubar figuras históricas saharauis e, agora, até mesmo a própria língua Hassania. Se olharmos para o lado bom da tradução de O Principezinho em Hassania, então constataremos que do trabalho realizado vão desfrutar as crianças saharauis na parte ocupada do território, que assim ficarão a saber que algo muito grande, como é a língua, os diferencia dos marroquinos e irão confirmar a sua identidade face à ocupação e ao ocupante. Um sonho que irá fazer acordar ainda mais a sua consciência e lutar por aquilo que é seu, a sua língua, a sua identidade e sua terra natal saharaui usurpada.

Trata-se de um trabalho de sabotagem cultural levado a cabo pelas autoridades marroquinas, muito perigoso, e que procura deturpar o conflito exercendo esforços de "culturicídio".

“O Principezinho” traduzido para o dialeto árabe hassania - língua e literatura do Sahara Ocidental e Mauritânia.

A agência espanhola EFE, publicou a 31 de maio um despacho em que afirma que a célebre obra de Antoine de Saint-Exupery “O Principezinho” foi traduzida para o dialeto árabe hassania, hasaniya, falado no Sahara Ocidental e na Mauritânia.

Trata-se de uma iniciativa marroquina, realizada conjuntamente pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), a Fundação Saint-Exupery e a Fundação Fosbucrá (minas de fosfatos saharauis exploradas pela ocupação marroquina), que promove projetos de desenvolvimento na parte do Sahara administrada por Marrocos, segundo informou hoje o CNDH em comunicado.

A célebre obra de Saint-Exupery, uma das mais traduzidas no mundo (conta com 300 versões) será distribuída na próxima semana de forma gratuita nos estabelecimentos escolares marroquinos de todas as regiões saharauis onde se fala o hassania, incluindo a região de Tarfaya (*), fora do Sahara Ocidental.

Na verdade, a distribuição foi anunciada para coincidir com o 90º aniversário da viagem que Saint-Exupery fez a Tarfaya (então chamada Cabo Juby), onde viveu por alguns meses como delegado da companhia aérea Aéropostale.

Tarfaya: Monumento a Antoine Saint-Exupéry 


Nota da tradução portuguesa:

(*) – Em 1958, Espanha entregou a região a Marrocos. Até então a região tinha sido um protetorado espanhol e as populações que a habitavam eram saharauis. A região foi entregue a Marrocos pela “boa colaboração” prestada na operação militar “Ecouvillon” (Vassourada), quando em fevereiro de 1958 tropas francesas penetraram no Sahara Ocidental com a colaboração das tropas coloniais franquistas para reprimir os nacionalistas.
Do lado francês a operação envolveu 5.000 homens, 600 veículos, 70 aviões e contou com o apoio logístico de 9.000 soldados espanhóis.

O propósito da operação visava aniquilar os «irregulares» marroquinos e saharauis do chamado Exército de Libertação Nacional que, com o apoio de várias tribos locais, fustigavam a guarnição espanhola e obrigavam-na a permanecer confinada a três cidades costeiras, Villa-Cisneros (hoje Dakhla), El-Ayoun e Cabo Juby. 

sábado, 16 de abril de 2016

Grande manifestação em Goulimin (Sul de Marrocos) em protesto pela morte de Brahim Saika



Centenas de saharauis desceram às ruas de Goulimin, no Sul de Marrocos, numa manifestação de protesto pela morte do sindicalista e ativista saharaui Brahim Saika, na sequência dos maus tratos a que foi sujeito e de uma greve de fome que encetou após a sua injusta detenção.

Brahim Saika

Brahim Saika, licenciado universitário com mestrado em sociologia, foi um dos dirigentes da Coordenadora de Desempregados Saharauis, detido no passado dia 1 de Abril quando saia da sua casa na cidade de Goulemin.

A sua detenção teve lugar no momento em que o ativista procurava juntar-se a uma manifestação pacífica para chamar a atenção sobre a situação dos desempregados saharauis. De imediato foi levado para a comissaria de polícia onde o torturaram durante horas. Brahim decidiu então iniciar uma greve de fome e de líquidos para protestar contra os maus-tratos a que estava sendo submetido, e que é a forma usual como são tratados os presos políticos saharauis.





Milhares de saharauis vivem no Sul de Marrocos

A região de Cabo Juby e de Tarfaya, hoje sul de Marrocos, foram zonas que pertenceram, até 1958, à província do Sahara espanhol. Esses territórios eram maioritariamente povoados por saharauis de diferentes tribos. Foi pelo acordo de Angra de Cintra firmado a 1 de abril de 1958 entre Marrocos e Espanha, que Franco entregou ao então regime de Mohamed V, avô do actual rei Mohamed VI, essa província e toda a população que nela vivia. Essa a razão que explica por que aí existirem e viverem milhares de cidadãos marroquinos pelo passaporte mas saharauis pela cultura e coração. Alguns dos dirigentes da Frente Polisario nasceram ou são descentes de famílias que aí habitaram ou habitam.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Receção ao ex-preso saharaui SALAMA LEHMAM em Tantan (sul de Marrocos)





A causa pela autodeterminação e independência encontra na província de marroquina de Tarfaya um enorme e crescente apoio.




Tarfaya já foi território do Sahara espanhol. Quando Marrocos obteve a independência em 1956, reclamou a Cabo Juby, um pedido a que Espanha não acedeu. Seguiu-se um período de confrontos militares entre Espanha e tropas irregulares marroquinas que ficou conhecido como Guerra de Ifni, que terminou com a assinatura dos acordos de Angra de Cintra a 2 de abril de 1958, nos termos dos quais Espanha cedeu oficialmente a província a Marrocos. Os residentes são na sua maioria de origem saharaui, quer por laços familiares e tribais quer por cultura e dialeto (hassania).

domingo, 27 de outubro de 2013

Preso político saharaui Embarak Daudi sujeito a torturas e maus-tratos


O preso político saharaui Embarak Daudi sofreu humilhações, vexames e maus-tratos dentro da prisão, segundo fontes do Ministério dos Territórios Ocupados e das Comunidades no Estrangeiro, da RASD.

A fonte indica que Embarak Daudi foi objeto de humilhações e maus-tratos no cárcere sem razões justificáveis. O preso saharaui encontra-se numa dura e lamentável situação, além de lhe ser proibido qualquer contacto com a sua família.

A família do preso político saharaui, e em particular a sua esposa e seu filho de 17 anos, que residem na cidade de Guleimim, no sul de Marrocos, encontra-se sob forte assédio policial.


Embarak Daudi encontra-se preso desde que foi sequestrado a 28 de setembro do ano passado, com três dos seus filhos, enquanto o destino do seu quinto filho se desconhece desde que foi também sequestrado pela polícia marroquina numa rua da mencionada cidade.

domingo, 29 de setembro de 2013

Guelmin: criança saharaui brutalmente ferida pelas forças repressoras marroquinas



No dia 26 de setembro (quinta-feira) 2013, as autoridades marroquinas, na cidade de Guelmin, atacaram selvaticamente o menor saharaui, Mohamed Ould Abdel, durante as manifestações pacíficas que tinham lugar, em repudio pelo assassinato do jovem saharaui, Rachid Echine na cidade de Assa, (sul de Marrocos), ferido mortalmente por dois tiros pelas costas disparados por um polícia marroquina quando participava numa concentração pacífica.

O menor espancado pela polícia marroquina, apresenta a maioria das lesões a nível da cabeça (ver vídeo publicado pela rede Radio Maizirat ).

A família do jovem saharaui Mohamed Ould Abdel faz um apelo a todos os organismos e organizações a que defendam os direitos humanos, e toda a sociedade civil, e que denunciem estas violações graves dos direitos humanos, praticadas pelas autoridades marroquinas contra crianças saharauis.

Fonte: rede Radio Maizirat