quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Espanha: Dirigentes políticos e sindicais subscrevem manifesto pelo povo saharaui

Manifestação em Madrid pela autodeterminação do Sahara Ocidental. Imagen de arquivo. / Diego Radamés - Europa Press

Dirigentes políticos de esquerda, responsáveis sindicais e representantes da sociedade civil espanhola subscreveram um manifesto promovido pela Fundação Mundubat em defesa da paz e do direito à autodeterminação do povo do Sahara Ocidental. 

A iniciativa surge a pouco mais de um mês da votação, prevista para 31 de outubro no Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre a renovação do mandato da MINURSO, missão criada em 1991 para supervisionar o cessar-fogo e preparar a realização de um referendo de autodeterminação no território. 

Os subscritores defendem a manutenção da missão das Nações Unidas, mas reclamam também que sejam cumpridos os seus objetivos iniciais, nomeadamente a realização de um referendo que permita aos saharauis decidir o seu futuro. Alertam que uma eventual retirada da MINURSO poderá contribuir para uma escalada da tensão e da violência na região. 

O manifesto apela igualmente ao Governo espanhol para que reveja o apoio ao plano de autonomia apresentado por Marrocos e defenda o direito à autodeterminação do povo saharaui nos fóruns internacionais. A Mundubat recorda a responsabilidade histórica de Espanha no processo de descolonização do Sahara Ocidental, que as Nações Unidas continuam a classificar como Território Não Autónomo. 

Entre os signatários encontram-se as ministras Sira Rego e Mónica García, dirigentes como Ione Belarra, Irene Montero, Antonio Maíllo, Mertxe Aizpurua e Manuela Bergerot, além de deputados, eurodeputados e responsáveis sindicais. O secretário-geral das CCOO, Unai Sordo, também subscreveu a declaração. Juntaram-se ainda organizações de magistrados, fiscais e de defesa dos direitos humanos. 

Para Antonio Montoro, coordenador-geral da Fundação Mundubat, a realização de um referendo continua a ser a via defendida pela organização para resolver um conflito que permanece por solucionar há cinco décadas. 

Fonte: PÚBLICO

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