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domingo, 26 de março de 2023

O Presidente da Colômbia propõe convidar a República saharaui para as cimeiras Ibero-Americanas



 

Gustavo Petro propôs na XXVIII Cimeira Ibero-Americana, que decorreu na República Dominicana, convidar a República Saharaui como observador para as cimeiras Ibero-Americanas.

Lehbib Abdelhay (ECS).- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs acrescentar Estados africanos ligados por várias razões à Ibero-América como "observadores" às cimeiras Ibero-Americanas, incluindo a "nação saharaui", que considera ser vítima de "injustiça" e ocupação.

Petro iniciou o seu discurso na Cimeira de Santo Domingo com um apelo a "construir pontes com o continente africano", por exemplo para integrar os países de língua portuguesa em tais fóruns, sem mencionar diretamente a República Árabe Saharaui Democrática (RASD).

O presidente colombiano falou perante os representantes dos 21 países, logo após Gabriel Boric, presidente do Chile, ter falado. Os seus dois discursos foram menos restritivos do que os anteriores, os do argentino Alberto Fernández e do boliviano Luis Arce. Petro começou o seu apelo assinalando que entre os 13 presidentes presentes havia apenas uma mulher, Xiomara Castro, Presidente das Honduras: "Señores muchos, señoras pocas".

"É uma questão de formalidade, mas obviamente é também política", disse o presidente colombiano num fórum em que participaram o rei e chefe do governo de Espanha, Pedro Sánchez, e o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa.

A proposta de Petro não é nova, uma vez que a comunidade ibero-americana contempla nas suas cimeiras, desde 2009, a figura de observador e conselheiro assistente. A lista é composta por doze países, incluindo Marrocos, que foram acreditados como observadores em 2010.

O pedido de Gustavo Petro surgiu numa cimeira em que também participou Pedro Sánchez, um ano após a inversão de marcha do primeiro-ministro espanhol, que marcou uma derrapagem na posição tradicional da Espanha como potência administrante no Sahara Ocidental e se rendeu ao plano de Marrocos de administrar o território através de uma "autonomia avançada".

Um ponto de viragem que veio acompanhado com a clara convergência de posições entre Sánchez e o governo marroquino, enquanto que as relações comerciais com a Argélia entraram em colapso, apesar da grande interdependência energética que ligava os dois países e que a Espanha teve a necessidade de reabastecimentos suplementares noutros mercados após a crise diplomática.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Colômbia anuncia a abertura da Embaixada da República Saharaui em Bogotá

 


O Ministério dos Negócios Estrangeiros da República da Colômbia anunciou esta terça-feira, 15 de Novembro, no quadro do balanço dos primeiros 100 dias do seu governo, o seu acordo e aprovação para a abertura de uma nova embaixada da República saharaui em Bogotá.

Com este anúncio, a Colômbia e a República saharaui elevam as suas relações bilaterais ao seu mais alto nível, na sequência da declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros do país andino a 10 de Agosto último, pela qual o "Governo da República da Colômbia, inspirado nos princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas, reafirma a validade do Comunicado Conjunto assinado com o Governo da República Árabe Democrática Saharaui a 27 de Fevereiro de 1985".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros colombiano justifica a abertura da nova missão diplomática saharaui em Bogotá como uma importante contribuição, "que reforçará o diálogo bilateral e as relações entre os dois países", como "uma componente essencial da Estratégia África 2022-2026, que assegura uma maior presença da Colômbia em África, orientando as questões bilaterais para a memória, reparação histórica e justiça étnico-racial", conclui.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Colômbia e RASD restabelecem relações diplomáticas ao mais alto nível

 


Bogotá (Colômbia), 11 de agosto de 2022 (SPS)- O Presidente da República de Colômbia, Gustavo Petro, recebeu na Casa de Nariño o ministro de Relações Exteriores da República Árabe Saharaui Democrática e enviado do presidente Brahim Gali, Mohamed salem Salek.

O Enviado Especial do Presidente da RASD transmitiu ao dirigente colombiano uma mensagem do seu homólogo saharaui, Brahim Gali, na presença da viceministra de Exteriores e da presidenta da Comissão de Assuntos Exteriores do Senado. Pela parte saharaui também esteve presente o Embaixador Mohamed Zrug, responsável para a América Latina e o Caribe. 


Comunicado de prensa | Cancillería (cancilleria.gov.co)

domingo, 31 de outubro de 2021

Colômbia esclarece a sua posição: "não reconhecemos nenhuma soberania de Marrocos sobre o Sahara Ocidental"


Notícia publicada no le360.ma,
o orgão oficioso por excelência do Palácio Real.



A propaganda do regime de Mohamed VI é useira e vezeira em dar por adquirida aquilo que almeja, propalando notícias e factos que não ‘colam’ com a realidade. Em muitos casos deixam os seus interlocutores internacionais em «maus lençóis» atribuindo-lhes inclusive afirmações que não proferiram. O caso da chanceler colombiana é apenas o mais recente

Domingo,31-10-2021- Madrid (ECS).- Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros colombiano esclareceu a posição da Colômbia sobre a extensão da jurisdição consular da sua embaixada em Marrocos para incluir o Sahara Ocidental ocupado, uma situação que causou polémica face à crise no território desde 13 de Novembro.

"Face às interpretações erradas publicadas por alguns meios de comunicação social, é reafirmado que a Colômbia, tal como declarado pela Vice-Presidente e Ministro dos Negócios Estrangeiros no comunicado conjunto com Marrocos, mantém a sua posição histórica de apoio às várias resoluções do Conselho de Segurança, que reconhecem os esforços de Marrocos na procura de uma solução política, pragmática, realista e duradoura para esta disputa, sob os auspícios exclusivos da ONU. Neste comunicado, a Vice-Presidente e Ministra dos Negócios Estrangeiros saúda a nomeação do novo enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU para o Sahara, Staffan de Mistura", lê o comunicado publicado pela Rádio Colômbia.

Comunicado oficial do MNE da Colômbia

Do mesmo modo, a chancelaria assegura que é errado inferir consequências diferentes da frase da vice-presidente chanceler sobre a extensão da assistência consular, que é a de garantir uma melhor e mais ampla atenção aos colombianos, que é regida pela Convenção de Viena de 1963 sobre Relações Consulares e que em nenhum caso implica efeitos de reconhecimento de soberania. "A assistência consular é traduzida em atos administrativos realizados por cidadãos colombianos no estrangeiro, e a menção do Sahara Ocidental é incluída para efeitos de assistência consular", conclui.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Senado colombiano expressa apoio à causa saharaui




Bogotá, 30/03/16 (SPS)- O presidente do Congresso Colombiano expressou esta terça-feira o apoio à causa saharaui e às resoluções adotadas pelo seu congresso sobre o tema durante uma receção a uma una importante delegação saharaui.

O presidente do Congresso Colombiano, Luis Fernando Velasco Chávez, recebeu terça-feira na sede do Congresso da Colômbia um importante delegação integrada por Suelma Beiruk, vice-presidente do Parlamento Pan-africano; o ministro saharaui para as relações com a América Latina e o Caribe, Omar Mansour e o embaixador Mojtar Labuehi.

Luis Fernando Velasco Chávez e Suelma Beiruk
O encontro permitiu fazer uma revisão das importantes decisões tomadas tanto pelo Parlamento Pan-africano como pelo Congresso da Colômbia em apoio à autodeterminação do povo saharaui.

Durante esta segunda-feira teve realizou-se uma conferência no teatro principal da Universidade Externado de Colômbia, em que foram oradores o professor Carlos Ruiz Miguel e o ministro Omar Mansour sobre a situação del Sahara Ocidental, em que abordaram a recente evolução do conflito à luz da visita do secretário-geral da ONU e a inaceitável rebeldia de Marrocos frente à comunidade internacional.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cocaína colombiana em Espanha via Marrocos




No ano de 2003 o CNI (Centro Nacional de Inteligência de Espanha) foi alertado pela primeira vez de que narcotraficantes colombianos tinham chegado a um acordo com os seus homólogos marroquinos para aproveitar as consolidadas redes de tráfico de haxixe para introduzir cocaína em Espanha. Essas fontes alertaram, inclusive, da proximidade de membros do Makhzen (o poder que rodeia a Casa Real marroquina) a esta operação. Surpreendentemente, o CNI explicou que entre as suas funções não se encontrava a luta contra o narcotráfico, apesar de uma das táticas da guerra de baixa intensidade ser precisamente debilitar a sociedade do inimigo fomentando o consumo de drogas.

Com o rolar do tempo, aquelas primeiras informações recebidas pelo CNI foram-se confirmando: em 2010, a Interpol informou os corpos de segurança marroquinos da iminente chegada a águas do Sahara Ocidental de grandes quantidades de cocaína colombiana em barcos pesqueiros cujos proprietários são generais marroquinos e suas famílias. Face à pressão internacional, as autoridades marroquinas viram-se obrigadas a apreender consideráveis quantidades de cocaína que estavam guardadas num barco de que era dono um general marroquino de alta patente, mas apenas uma mínima parte da que ia chegando a este país magrebino.

O general Hassni Bensleiman, Director da Gendarmería marroquina desde... 1974!!

O jornalista espanhol Pedro Canales, afirmou que este assunto está relacionado com importantes generais do exército marroquino como o General Abdelaziz Banani (falecido em Maio passado), na altura Inspector Geral das Forças Armadas da monarquia marroquina, o general Hassni Bensleiman, Director da Gendarmería marroquina e o general Abdel-Hag Gadiri, ex-director da Segurança Marroquina e um dos conselheiros mais consultados pelo rei Mohamed VI.

Cartoon de Dilem


A questão é saber se este narcotráfico se realiza apenas com fins de lucro pessoal ou se tem um objetivo estratégico muito mais importante. A presença de altos oficiais do círculo de Mohamed VI aponta na segunda direcção. Esta estratégia consiste em debilitar as sociedades do Norte do Mediterrâneo para que aceitem submissamente a exportação de emigração marroquina. Marrocos exporta apenas emigrantes, droga e terrorismo… e logo chantageia os países recetores para que lhe concedam fundos para combater e emigração ilegal, o narcotráfico e o terrorismo islamita. Uma hábil estratégia que seria inútil se na Europa governassem verdadeiros estadistas em vez de políticos de baixo perfil com os olhos postos na sua própria imagem mais do que nos interesses das suas nações.

A atividade agressiva dos serviços marroquinos na Europa é a grande prova de que esse país, amparado na sua relação preferencial com os EUA [ e a França] , pratica uma política de hostilização em relação à Europa e, particularmente, em relação a Espanha a que a União Europeia responde estendendo cada vez mais a mão a Marrocos e permitindo-lhe as suas exportações hortofrutícolas para o velho continente, debilitando assim ainda mais a agricultura europeia. E tudo isto, ante o olhar de umas autoridades que se negam a considerar a evidência: Marrocos é o “inimigo do Sul” e assim deverá ser considerado.


El Confidencial Saharaui

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Senado da Colômbia pede ao Governo que reconheça a RASD



BOGOTÁ, 10 maio 2014 (SPS)- O Senado colombiano pediu ao Governo que reconheça a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) e que dinamize as relações com este país lê-se numa resolução dirigida ao Presidente da República da Colômbia, Juan Manuel Santos.

"Por razões históricas e em conformidade com os princípios do Estado colombiano, apoiamos a legalidade internacional e a paz em África e consideramos importante o reconhecimento República Árabe Saharaui Democrática e a dinamização das relações com este país.


A resolução foi apresentada pelo senador Juan Lozano e outros 13 membros do Senado.