Mostrar mensagens com a etiqueta Bojador. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bojador. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de agosto de 2021

Polícía marroquina assaltou esta madrugada a casa da ativista saharaui Sultana khaya

 

Sultana Khaya, e a sua família, estão sob prisão domiciliar desde 19 de novembro de 2020,
sem que tenha havido qualquer sentença ou processo judicial que o justifique


 Por Lehbib Abdelhay/ECS – 22-08-2021

Bojador ocupada (ECS). – Na madrugada deste domingo, forças de repressão marroquinas invadiram novamente a casa da ativista saharaui Sultana Khaya na cidade de Bojador ocupada. Nas imagens divulgadas, um grupo de polícias marroquinos, pelo menos 30 agentes, aparecem às portas da casa da família de Sultana, onde a agarram e espancam. Segundo a ativista, atacaram também a sua mãe Metou Najem, várias crianças e a sua irmã Luara Khaya.

Num ato completamente inesperado, Sultana foi selvaticamente atacada com pontapés, socos e pedras, e ficou ligeiramente ferida. Os autores são o brigadeiro-general e chefe da divisão de segurança da cidade ocupada de Bojador, cumprindo a ordem dos seus superiores em Rabat.

A Amnistia Internacional, através de vários comunicados, já fez apelos urgentes ao governo marroquino para pôr termo à onda de repressão nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, sublinhando que a situação poderia conduzir a cenários graves de massacre sistemático durante a festa do fim do Ramadão.

Há algumas horas atrás, a sua casa foi novamente sitiada pelas forças de ocupação marroquinas.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Sultana Khaya inicia greve de fome depois de ter sido de novo agredida e lhe ter sido roubado o telemóvel

 



Bojador cidade ocupada - 21/02/2021 - ECS - Afinal a aparente descompressão do aparato repressivo marroquino sobre a militante Sultana Khaya na cidade ocupada de Bojador durou apenas escassas horas. O canal 5 da televisão em Espanha havia emitido uma reportagem em que a militante confrarternizava com outros saharauis que a vieram saudar no seu domicílio. Foi sol de pouca dura.

Hoje, domingo, forças de segurança da força de ocupação marroquina agrediram violentamente (de novo) a defensora dos direitos humanos saharaui, Sultana Khaya, na cidade ocupada de Bojador, durante um ataque ao seu domicílio familiar, que se encontra sitiado por vários organismos militares há mais de três meses.
O website do portal informativo saharaui ECS recebeu imagens vídeo que documentam o bárbaro ataque à militante Sultana Khaya frente à casa da sua família, podendo-se ver a forma como foi arrastada na via pública depois do seu teelmóvel lhe ter sido roubado pelo responsável da segurança das forças de marroquinas, Abdel Hakim Amer, o qual já fora autor das pedradas que massacraram o rosto da combatente saharaui.
Após o bárbaro ataque, o cerco da casa e a impossibilidade de a família receber visitas, a militante da Comissão Saharaui contra a Ocupação Marroquina (ISACOM), Sultana Khaya, decidiu iniciar uma greve de fome ilimitada para denunciar a sua contínua exposição a agressões físicas, o roubo de seu telefone e a imposição de prisão domiciliária de forma totalmente arbitrária e ilegal.
Segundo notícias divulgadas há momentos na net, parece que toda a família que com ela habita a residência decidiu também aderir à greve de fome ilimitada. Um acontecimento a acompanhar e com o qual se apela à maior solidariedade internacional.

Fonte: ECS/AAPSO

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Autoridades marroquinas voltam a atacar o domicílio de Sultana Jaya na cidade ocupada de Bojador

 


Ontem ao meio-dia, Sultana Jaya saiu para receber visitantes e, num ato completamente inesperado, foi selvaticamente atacada com chutos, socos e pedras, resultando gravemente ferida ao nível da cabeça, olho esquerdo e com paralisia no lado facial esquerdo. Os autores são Abdel Hakim Amer, general-de-brigada e chefe da divisão de segurança da localidade de Bojador ocupada, que apedrejou Sultana, e no espancamento da ativista saharaui também participou o seu adjunto.

Durante o espancamento, numa rua de Bojador, a sua irmã Ouaari Jaya implorou aos agentes que parassem a agressão, mas estes ignoraram as súplicas e agrediram-na também, causando-lhe ferimentos e fraturas na boca.




A Frente Polisário, através da sua delegação em Espanha, lançou um apelo urgente ao Governo espanhol para que intervenha para evitar a vaga de repressão marroquina nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, salientando que a situação pode conduzir a graves cenários de massacre sistemático.

Abdel Hakim Amer
os assassinos e torturadores sanguinários têm rosto


Entretanto, as forças de repressão marroquinas lançaram um brutal e violento ataque contra o domicílio da família da combatente sarauí Sultana Jaya, impedindo que um grupo de militantes e militantes visitasse o domicílio familiar.

Também desembarcaram grandes reforços de forças repressivas no bairro onde mora a militante e a sua família.

Fonte: ECS

sábado, 22 de abril de 2017

Polícias marroquinos agridem violentamente mulheres saharauis em Bojador


Mulheres agredidas no Sahara Ocidental - foto de Jesús

El Aaiún, 22/04/2017 – ElConfidencialSaharaui - Polícias marroquinos agridem violentamente mulheres saharauis participantes num encontro sobre "Memória Histórica" em Bojador, no Sahara Ocidental ocupado.

Após a intervenção de polícias marroquinos à paisana e outros uniformizados, Mina Baali ficou gravemente ferida, segundo informa uma fonte judicial saharaui.

Entre outros agredidos, estão duas outras mulheres saharauis, que foram agredidas pela polícia marroquina, o que lhes provocou feridas abertas na cabeça e contusões graves nos rins. Uma mulher saharaui, que recebeu fortes cassetetadas e pontapés por todo o corpo, ficou com grandes hematomas e nódoas negras.

A maioria dos feridos não puderam receber tratamento no hospital de Bojador porque a polícia cercou o local, impedindo o acesso ao centro hospitalar, segundo a mesma fonte.

A semana passada ocorreram acontecimentos semelhantes em El Aaiún. Uma intervenção brutal de efetivos policiais contra uma manifestação pacífica levou as autoridades saharauis a apelar à comunidade internacional à sua intervenção urgente para “proteger” os saharauis nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.




terça-feira, 22 de março de 2016

Autoridades de ocupação reprimem concentração pacífica em Bojador



O aparelho repressivo das forças de ocupação marroquinas reprimiu este domingo uma concentração pacífica que cidadãos saharauis organizaram na cidade de Bojador para manifestar o seu apoio e solidariedade aos presos políticos que se encontram em greve de fome.

Os manifestantes gritaram palavras-de-ordem condenando a ocupação e as suas políticas repressivas, responsabilizando o ocupante marroquino das consequências que possam resultar da greve de fome dos presos políticos saharauis.


A intervenção brutal do aparelho repressivo com todas as suas forças policiais, auxiliares e elementos das secretas causaram feridos entre os manifestantes; entre eles  Lamina Babeit, Aichatu Babeit, Zeinab Babi, Umemuminín Jachi, Fatimetu Hafed, Brahim Babeit, Hamdi Habádi, Ajdeiya  Záza, Umsaad Zaui, Mohamed Lamín Alkabári, Huda Bakna.

Fonte: SPS

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Kosmos Energy não acata parecer do departamento Jurídico da ONU

A Kosmos Energy prepara-se para fazer perfuções aos largo de Bojador até ao final do ano...

A petrolífera norte-americana Kosmos Energy anunciou em comunicado esta semana que tem o direito a perfurar no Sahara Ocidental – opondo-se assim ao parecer do Departamento jurídico da ONU.

Em 2002, quando foi concedida uma licença a uma empresa petrolífera para trabalhar em Bojador, nas águas do Sahara Ocidental, o Departamento jurídico da ONU declarou que qualquer exploração violaria o direito internacional se for contrária aos desejos da população do território.

Em 2006, essa licença foi transferida para a Kosmos Energy, que planeia agora realizar perfurações em finais deste ano. Atualmente a Kosmos Energy está a realizar estudos sísmicos nas costas do Sahara Ocidental: os últimos passos antes de iniciar as perfurações nos territórios ocupados.
 
William Hayes, da Kosmos
Numa estranha declaração aos órgãos de Comunicação social, a Kosmos afirma opor-se ao parecer jurídico da ONU: “Apesar de ser uma situação complicada, cremos que existe um caminho correto e que estamos nele… Marrocos tem direito a emitir estas licenças [de perfuração]”, declarou William Hayes, Primeiro Vice-presidente da Kosmos Energy.

“Não somos um grupo de rapazes de Dallas que vão clandestinamente ao Sahara Ocidental com a esperança de que tudo corra bem, [...] Sentimo-nos bem com a base de conhecimentos que temos, entendemos o outro lado da posição, e na verdade acreditamos que estamos a fazer o correto associando-nos a Marrocos”, afirmou. Estas declarações foram feitas à revista “Foreign Policy”.

Nos últimos meses têm-se registado numerosas manifestações contra a Kosmos. Algumas pessoas foram feridas pela polícia marroquina quando protestavam contra a empresa. O Governo saharaui no exílio protestou inúmeras ocasiões contra os planos de exploração, tanto ante a ONU como junto da própria empresa.


Fonte: wsrw.org

sábado, 11 de janeiro de 2014

Bojador: Intento de êxodo da população saharaui como protesto à ocupação marroquina




Na Cidade de Bojador, os serviços militares e de segurança da administração ocupante marroquina, impediram sexta-feira, um êxodo massivo da população para fora da cidade em protesto contra a política de ocupação, violação de direitos humanos e de marginalização social e económica.

Os manifestantes empunhavam bandeiras da república saharaui, gritavam palavras-de-ordem contra a ocupação e exigiam a prorrogação da missão dos capacetes azuis da ONU no Sahara para proteger a população das violações que comete o regime marroquino contra os cidadãos saharauis. Poucos minutos depois do protesto que teve lugar ontem, 10 de janeiro a este da cidade de Bojador, unidades da gendarmaria e polícia marroquinas carregaram brutalmente contra os manifestantes para impedir o protesto pacífico. Segundo fontes da “Oficina de los Territorios Ocupados”, do confronto resultaram dezenas de feridos, na sua maioria mulheres.


Fonte. Oficina de los Territorios Ocupados

sábado, 12 de outubro de 2013

A versão saharaui sobre a invasão marroquina em 1975 e a colaboração espanhola

 

A exumação das vítimas da repressão marroquina desencadeada antes Espanha sair do território saharaui está removendo o passado.

Afinal, que o deserto está cheio de valas comuns não é novidade em El Aaiún, onde há bairros-de-lata inteiros de beduínos obrigados a fixar residência na cidade face à política de terra queimada praticada durante anos pelos invasores: tratava-se de “varrer o interior” do deserto - hostil e desconhecido para as tropas marroquinas - , de nómadas que conheciam muito bem o território e poderiam servir de apoio aos guerrilheiros da Frente Polisario.

O que é novo é que agora surja a outra versão da invasão, a dos saharauis, que não tem nada a ver com a versão oficial que, entre outros “fadinhos” (como a da falsa legalidade dos Acordos de Madrid) afirmou aos espanhóis que o Governo tinha mantido uma posição de firmeza ante as pressões marroquinas para apoderar-se pela força da província espanhola número 53. Esta, por exemplo, é a narração de um ativista de direitos humanos que vive em El Aaiún, cuja identidade, por enquanto, não revelo por razões de segurança:

“Durante a invasão marroquina do Sahara Ocidental foram cometidos muitos massacres. Procurava-se o extermínio do povo saharaui, e esta operação teve o apoio do Exército espanhol, desde outubro de 1975 até finais de fevereiro 76. O apoio espanhol consistiu em facilitar ao invasor marroquino os mapas com as indicações das áreas onde tradicionalmente acampavam os saharauis, e dos pontos onde circulavam as guerrilhas da Frente Polisario.

Nesses mapas estavam também assinalados os pontos onde existiam poços de água. Além desta ajuda, helicópteros espanhóis sobrevoaram as tropas marroquinas para as guiar quando começaram a entrar no Sahara Ocidental pela parte nordeste, muito antes dos acordos tripartidos e da Marcha Verde, em direção às zonas mais seguras. Num diâmetro em torno de 50 quilómetros das principais populações de Housa, Smara, Amgala, Hagounía, Guelta, Um Draiga, Bir Anzarán… viviam muitos pastores saharauis. O mesmo ocorria nos arredores de El Aaiún, Cabo Bojador e  Bu Craa.

Nessas zonas, as tropas de ocupação mataram milhares de beduínos que nomadizavam com o seu gado. Simultaneamente, envenenaram os poços de água ou fecharam-nos, cimentando-os. Os caprinos e os dromedários também não se livraram desta matança: o objetivo era impedir a Polisario de se beneficiar com eles.

Os poucos camponeses que se livraram dos massacres fugiram ou foram trasladados à força em camiões militares para Smara e, sobretudo, para El Aaiún. Este processo prosseguiu por parte do invasor até meados de 1978. Nestas operações nunca se soube ao certo o número exato de saharauis desaparecidos, pois as famílias que estavam sob domínio do ocupante julgavam que os seus filhos se tinham juntado à Polisario, e os Polisarios pensavam que os desaparecidos tinham ficado nas zonas ocupadas. Como é normal, nada se soube dos desaparecidos devido à inexistência dos meios de comunicação. Além disso, ninguém podia perguntar sem receio de ser preso e torturado pelo ocupante marroquino.”

Por agora, este é o fim do seu relato. Aceitam-se outros testemunhos que possam completá-lo.


Fonte: Ana Camacho (12/10/2013). Jornalista, antiga correspondente do EL PAIS para o Magrebe. En arenas movedizas.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Menores saharauis torturados em Bojador


A polícia judiciária marroquina em Bojador tortura menores saharauis por participarem em marchas pacíficas contra a ocupação.



A Rede saharaui de Informação Radio Maizirat informou este sábado, 29 de junho, que vários saharauis menores de idade da cidade ocupada de Bojador foram submetidos a graves torturas pelos Serviços da Polícia Judiciária marroquina, que os submeteram a ilegais e degradantes interrogatórios, contrários às convenções internacionais de proteção de menores.



A Associação saharaui dos direitos humanos e da proteção dos Recursos Naturais condenou estas violações, reproduzindo um vídeo e fotos com o testemunho destas graves violações.

Fonte: Poemario por un Sahara Libre / Rede Info Radio Maizirat