domingo, 8 de outubro de 2017

Ahmed Bukhari reitera o firme compromisso da Polisario de colaborar com o novo enviado pessoal do SG da ONU

Nova Iorque, 07/10/2017 (SPS) – O representante da Frente Polisario junto das Nações Unidas, Ahmed Bukhari, reiterou na sua intervenção ante a 4.ª Comissão dedicada à descolonização, “a firme vontade da Frente Polisario de cooperar com a missão do Enviado pessoal”, Horst Köhler.

“A nossa posição tem sido constante, clara e transparente. É a posição da ONU e da UA sobre uma questão de descolonização regida pelo príncipio de autodeterminação”, afirmou o diplomata saharaui antes de “agradecer a todos os países que afirmaram uma vez mais ante esta Comissão o seu apoio à legalidade internacional inerente a um problema de descolonização”.

Ahmed Bukhari defendeu “que a nova situação criada no seio da UA após a adesão incondicional de Marrocos à União, de que o nosso país é Membro fundador, e o compromisso do Secretário General da ONU podem configurar duas dinâmicas capazes de se complementarem (e devem-no), se o Conselho de Segurança assumir a sua parte de responsabilidade”.

Finalmente, o representante da Frente Polisario junto da ONU, esclareceu que “O prolongamento desta ocupação é, antes que nada, um golpe à credibilidade da ONU. E, sobretudo, é o prolongamento do sofrimento do nosso povo”.

Texto da Intervencçãp de Ahmed Bukhari, Representante da Frente Polisario ante a IV Comissão da Assembleia  Geral da ONU

Nueva York, 6 de octubre  de 2017.

Señor Presidente

Un año más la cuestión de la descolonización de nuestro  país, ocupado militarmente por Marruecos desde 1975, es objeto de la atención de esta importante Comisión de la Asamblea General.

La prolongación de esta ocupación  es antes que nada un golpe a la credibilidad de la ONU. Es sobre todo  la prolongación  del sufrimiento de nuestro pueblo que ha perdido a miles de mártires en el campo de batalla y a centenares en las cárceles marroquíes, donde hoy yacen decenas de presos políticos, como el valeroso grupo de Gdeim Izik. Al mismo tiempo, la ocupación le permite saquear nuestros recursos naturales. Marruecos ha traído a nuestra región inestabilidad,  inseguridad,  desconfianza y toneladas de drogas que alimentan a redes terroristas en el Sahel.

Sr. Presidente,

Gracias a los esfuerzos que se emprendieron desde esta Comisión con la resolución 3437 de noviembre de 1979, el Frente Polisario y Marruecos, llegamos a un acuerdo de paz en 1990 para resolver el conflicto mediante  un referéndum de autodeterminación  que permita al pueblo saharaui elegir entre la independencia y la incorporación a la potencia ocupante. El Consejo de seguridad endosó el acuerdo creando una Misión de la ONU, la MINURSO,  con el único mandato de organizar ese referéndum. Todo estaba listo en el 2000 para su celebración pero Marruecos  rompió unilateralmente con su compromiso  y en abril de 2004,  comunicó al Secretario general de la ONU, Kofi Annan, que proclamaba unilateralmente su soberanía sobre nuestro país. Nadie se la reconoce, pero  tal decisión tomada con impunidad  refleja el origen del estancamiento del proceso de paz.

Desde ese año puso en marcha  una operación  de sabotaje al proceso de paz. En marzo del año pasado expulsó a gran parte de los efectivos de la MINURSO, tras denigrar públicamente al anterior Secretario General de la ONU, Ban Ki-moon. En agosto del año pasado, y en violación de los términos del alto el fuego, quiso  construir una carretera en la zona prohibida por los acuerdos militares en la región de El Gargarat, provocando una tensa situación que  nos llevó al borde del conflicto armado.

Hoy el Secretario general, Sr. Guterres, con el apoyo del Consejo de seguridad,  quiere re dinamizar el proceso de paz y ha elegido para ello al Presidente Khöler como su Enviado personal para el Sahara occidental, quien  se dispone a emprender su misión  en las semanas venideras.

Quiero hacer llegar a esta Comisión  la firme voluntad  del Frente Polisario de cooperar con la misión  del Enviado personal. Nuestra posición ha sido constante,  clara y transparente. Es la posición de la ONU y de la UA sobre una cuestión de descolonización regida por el principio de autodeterminación y deseo agradecer a todas los países que han reflejado una vez más ante esta Comisión su apoyo a la legalidad internacional inherente a un problema de descolonización. Son ellos, noble fruto de la autodeterminación,  la fuente de esperanza  de nuestro pueblo en un futuro de paz y justicia.

Para concluir, Sr. Presidente, permítame hacer esta reflexión. Creemos que la nueva situación  creada en el seno de la UA tras la adhesión incondicional  de Marruecos a la Unión, de la que nuestro país es Miembro fundador, y el compromiso del Secretario General de la ONU pueden configurar dos dinámicas capaces de complementarse  y deben, si el Consejo de seguridad  asume su parte de responsabilidad, confluir hacia el mismo objetivo, hacer posible lo que hasta ahora no lo fue, es decir, el logro de una solución  justa y duradera, mediante la aplicación íntegra del mandato de la Misión de las Naciones Unidas para el referéndum del Sahara occidental, MINURSO.  En la paz reencontrada ganaremos todos, Ustedes Miembros de la ONU, la región y nuestra querida África.

Muchas gracias.

Senado dos EUA exige a aplicação da resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o Sahara Ocidental



 
Washington, 06 de outubro de 2017 (SPS)- O representante da Frente POLISARIO em Washington, Mouloud Said, afirmou que o Senado dos Estados Unidos pediram à Missão Permanente dos EUA nas Nações Unidas para trabalhar no sentido de acelerar a implementação da resolução do Conselho de Segurança 2351, aprovada a 28 de abril de 2017 sobre a questão do Sahara.
 
Mouloud Said afirmou que, durante o exame da questão do Sahara Ocidental, o Senado dos EUA enfatizou com base no terceiro ponto da resolução o apoio a prestar ao povo saharaui após consultas e coordenação entre os comités de apoio orçamental e os representantes da missão das Nações Unidas para o referendo no Sahara Ocidental.

O representante saharaui disse que o tratamento da questão do Sahara pelo Senado dos Estados Unidos ficaria sempre sob uma cláusula independente, o que significa a separação total entre Marrocos e suas fronteiras nacionais internacionalmente reconhecidas e o território do Sahara Ocidental, o qual se encontra sob a responsabilidade das Nações Unidas pendentes do processo de descolonização.
 
 



sábado, 7 de outubro de 2017

Encontro em Madrid de responsáveis da diáspora saharaui na Europa

Madrid, 07/10/2017 (SPS) - O membro do Secretariado Nacional da Frente Polisario e ministro das Zonas Ocupadas e da Diáspora, Mohamed El Ouali Akeik, inaugurou hoje sábado, na capital espanhola, o encontro de responsáveis de associações saharauis na Europa.

O encontro, que durará dois dias, contou com a presença da delegada da Frente Polisario em Espanha, Jira Bulahi, do secretário-geral da UESARIO, Mulay Amhamad, do responsável da diáspora saharaui na Europa e de vários representantes de associações saharauis.

O ministro das Zonas Ocupadas e da Diáspora, abordou a situação atual da causa, tanto a nível nacional, como internacional, assim como o papel dos saharauis na Europa na divulgação e transmissão da causa saharaui junto da opinião pública europeia.

Mohamed El Ouali elogiou a onde de solidariedade protagonizada pelos saharauis na Europa, com a épica militância dos que vivem nas Zonas Ocupadas e com os presos políticos saharauis, em especial os presos de Gdeim Izik.


O encontro será aproveitado para avaliar as atividades da diáspora. E, ainda, definir os programas e coordenar os futuros trabalhos a empreender.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Representante da Polisario junto da ONU recebido por António Guterres


Nova Iorque, 5 de outubro de 2017 (SPS) - o representante da Frente Polisario junto da ONU, Ahmed Bukhari, foi recebido na tarde de quarta-feira, 4 de outubro pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, a quem transmitiu uma mensagem do secretário-geral da Frente Polisario e presidente da RASD, Brahim Ghali. A reunião teve lugar a pedido da parte saharaui.

O presidente da República pediu em mensagens anteriores ao secretário-geral da ONU, uma intervenção urgente para pôr fim à persistência das autoridades de ocupação marroquinas na repressão às manifestações pacíficas nas Zonas Ocupadas do Sahara Ocidental. Também exigiu a libertação de todos os presos políticos saharauis.

Nesse sentido, Brahim Ghali responsabilizou as Nações Unidas e a comunidade internacional pelas consequências que poderiam ter a situação catastrófica dos direitos humanos nas Zonas ocupadas do Sahara Ocidental.

O presidente da República, em sucessivas cartas ao SG da ONU, tem denunciado a grave situação dos presos saharauis, em particular a extrema situação dos presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Está na hora da MINURSO retomar com urgência a sua missão de organizar um referendo de autodeterminação ao povo saharaui" afirma o líder saharaui ao SG da ONU

Bir Lehlu (Territórios Libertados) 03 /10/ 2017 (SPS) - O Presidente da República e Secretário-Geral da Frente POLISARIO, Brahim Ghali, sublinha que "está na hora da MINURSO retomar com urgência a sua missão de organizar um referendo de autodeterminação ao povo saharaui para que o povo saharaui determine o seu destino."
A reivindicação consta na carta enviada a António Guterres, na sequência dos violentos ataques perpetrados pelas autoridades de ocupação marroquinas contra os cidadãos saharauis indefesos nas zonas ocupadas que participaram em manifestações pacíficas reclamando o direito do povo saharaui à livre determinação, à independência e a libertação dos presos políticos saharauis.
O Presidente afirma, que além de acelerar a execução do seu mandato de organizar um referendo para a autodeterminação ao povo saharaui, a MINURSO deve estar dotada de um mecanismo de proteção e vigilância dos direitos humanos no Sahara Ocidental, da proteção dos recursos naturais saharauis e de eliminação do muro da vergonha construído pela ocupação, “um crime contra a humanidade que divide o Sahara Ocidental, território e população, protegido por um arsenal  bélico de destruição e milhões de minas, incluindo minas antipessoal, proibidas internacionalmente”.
Brahim Ghali refere que o aumento do número de vítimas entre os manifestantes reflete a ampla participação dos cidadãos saharauis e a sua firme luta em defesa de um direito internacional sagrado, garantido pela Carta e as resoluções das Nações Unidas. Por isso – diz - a comunidade internacional está chamada a assumir as suas responsabilidades para proteger os cidadãos saharauis e garantir o exercício dos seus direitos fundamentais, contra a intensificação da repressão praticada pelo Estado de ocupação marroquino.
Ghali acrescenta que  “a existência  ainda de uma situação de descolonização no séc. XXI é um fenómeno estranho e vergonhoso para a comunidade internacional, assim como é vergonhoso também que a comunidade internacional continue indiferente ante as práticas atrozes e as violações flagrantes cometidas pelas forças militares de ocupação ilegal num território sob a responsabilidade das Nações Unidas e onde esta tem uma missão no terreno “.
Na carta, o Presidente saharaui reitera uma vez mais que “estas repetidas violações marroquinas refletem a intenção de provocação e obstrução que a ocupação marroquina prossegue em vésperas de de o Enviado Pessoal do SG da ONU, Horst Koehler, reincorpore o exercício das suas funções.
Ghali exige a libertação imediata de todos os presos políticos saharauis em presídios marroquinos e pede uma comissão médica internacional independente aos detidos de Gdeim Izik e sejam canceladas todas as medidas e sentenças tomadas injustamente contra eles. SPS

domingo, 1 de outubro de 2017

Perú: Amnistia Internacional toma posição sobre impedimento de entrada no país de Jadiyetu El Mohtar Sidahmed




Fonte: Amnistia Internacional - Publicado a 30 setembro, 2017

A Amnistia Internacional manifesta a sua preocupação ante a situação que levou à “expulsão” de maneira coerciva pela PNP e com a presença de altos quadros da Direção Geral das Migrações e do Ministério dos Negócios Estrangeiros da cidadã espanhola, de origem saharaui, Jadiyetu El Mohtar Sidahmed depois de ter passado 20 dias no aeroporto internacional Jorge Chávez de Perú, impedida de ingressar no território peruano apesar de contar com todos os seus documentos em ordem, segundo informou o seu advogado.

A organização fez chegar um pedido de informação aos ministérios do Interior e dos Negócios Estrangeiros peruanos, após 10 dias de retenção de Jaditeyu El Mothar, no aeroporto sem que tenha recebido qualquer tipo de resposta por parte das autoridades.

Segundo informação do seu advogado, o processo estava violado, pois a ordem de alerta emitida pela Superintêndencia Nacional de Migrações estava imbuída de várias irregularidades sem conter informação precisa e uma investigação adequada sobre os acontecimentos que fundamentam a recusa de ingresso no Perú. Segundo informação recolhida pela Amnistia Internacional a representante saharaui só por uma vez foi permitida reunir-se com o seu advogado durante a sua permanência mo aeroporto Jorge Chavez. Ainda assim, a defesa da Sra. El Mohtar Sidahmed havia interposto um Habeas Corpus que após 19 dias não produziu quaisquer resultados. A juntar a isso, existem sérios indícios de que o “reembarque” ocorrido de maneira forçada contra a Sra. El Mohtar ocorreu sem que tivesse sido resolvido o processo judicial que tinha pendente no país.


Amnistia Internacional recorda ao Estado Peruano que deve respeitar o direito à liberdade de expressão de todas as pessoas independentemente do seu estatuto migratório. 

A organização insta o governo que, como membro da comunidade internacional, e considerando a sua candidatura ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para o próximo período, deve permitir que representantes do povo saharaui, que de maneira pacífica queiram dar a conhecer no Perú a grave situação dos direitos humanos na República Árabe Saharaui Democrática, o podem fazer sem maiores restrições.