Mostrar mensagens com a etiqueta Suécia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Suécia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Greta Thunberg apela à solidariedade global com o Sahara Ocidental

 


14/01/2025 - (SPS) Greta Thunberg, a jovem ativista ambiental sueca de renome mundial, apelou à solidariedade global com o Sahara Ocidental através da sua conta no Instagram, após a sua recente visita aos Campos de Refugiados Saharauis, partilhando com os seus milhões de seguidores a ligação da luta saharaui pela autodeterminação e a luta global pela justiça social e climática.

Descrevendo os Campos de Refugiados Saharauis como “o lar de uma comunidade que suportou cinquenta (50) anos de deslocação sob a ocupação militar marroquina, Thunberg considera que a luta por um Sahara Ocidental libertado é a luta de todos, sublinhando a paciência e a resiliência do povo saharaui enquanto aguarda um referendo justo e o reconhecimento pela comunidade internacional”.

Greta critica "o silêncio global e a traição que agravaram os desafios enfrentados pelo povo saharaui e exorta a opinião pública e os seus seguidores a informarem-se sobre esta questão, a sensibilizarem e a juntarem-se às vozes saharauis para exigir justiça e responsabilidade".

O post destaca ainda as tentativas de Marrocos de “branquear e maquilhar ‘de verde’ as suas acções no Sahara Ocidental, incluindo a construção de projectos ambientalmente sustentáveis em terras ocupadas e a exploração de recursos naturais sem o consentimento dos saharauis”. Greta Thunberg classifica estas actividades como “violações do direito internacional e dos direitos humanos”.

“A descolonização não é uma metáfora”, declara, apelando ‘ao fim dos colonatos ilegais, da usurpação de terras e do colonialismo verde e sublinhando a necessidade de uma libertação que garanta os direitos de autodeterminação, de liberdade e de dignidade para todos, incluindo o povo saharaui’. (SPS)

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Greta Thunberg abraça a luta dos saharauis contra Marrocos: “É vergonhoso como o mundo trai estas pessoas”

 


6 de janeiro de 2025 | EFE - A ativista ambiental Greta Thunberg defendeu esta segunda-feira a partir dos campos de refugiados de Tindouf a “libertação do Saara Ocidental”, uma das regiões mais vulneráveis ​​às alterações climáticas e “um exemplo clássico de injustiça climática”.

“É um exemplo clássico de injustiça climática, uma vez que uma das regiões mais vulneráveis ​​é afetada pela crise climática, pela exploração dos recursos naturais e pelo colonialismo verde que Marrocos está a tentar alcançar”, disse Thunberg nos campos, que visita pela primeira vez por ocasião de uma conferência internacional de solidariedade com o povo saharaui.


Greta Thunberg nos campos de refugiados saharauis na região de Tindouf (Argélia)


A ativista sueca, de 22 anos, disse estar “a aprender muito com a actual ocupação, repressão, violência, roubo e exploração dos recursos naturais” do Sahara Ocidental, um território não autónomo controlado a 80% por Marrocos, cuja grande parte da população reside em campos de refúgio na província argelina de Tindouf.

“O mundo está a observar e tem estado em silêncio e eu quero ser uma das pessoas que acrescenta a sua voz à causa da libertação do Sahara Ocidental”, afirmou e defendeu o direito do povo saharaui “à autodeterminação livre, liberdade e a dignidade que foi violentamente negada”.

Thunberg manifestou a sua vontade de “fazer todo o possível para responsabilizar (Marrocos) e exigir justiça para o povo saharaui”.

“Estou indignada com o silêncio, com os meios de comunicação social e também com a comunidade e as instituições internacionais que falham constantemente em garantir a responsabilização, nada mais do que a impunidade para os responsáveis”, disse.

O jovem activista sublinhou que o povo saharaui “não fez nada para causar” a crise climática, que não é apenas o futuro, mas o presente que “já está a afetar as pessoas”.

Thunberg participa numa conferência internacional com ativistas de várias partes do mundo que se insere no encerramento da viagem à volta do mundo dos ciclistas suecos Benjamin Ladraa e Sanna Ghotbi, que iniciaram o seu percurso no Japão para sensibilizar os povos ponde passsaram sobre os saharauis “que vivem sob ocupação”.



sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Benjamin Ladraa e Sanna Ghotbi: Os dois ativistas suecos terminarão a sua longa viagem de bicicleta com a chegada aos campos de refugiados saharauis

 


A última etapa da sua longa viagem, que os levou a percorrer cerca de 32.000 quilómetros e a atravessar 25 países.

 

Dois ativistas suecos solidários com a causa saharaui, Benjamin Ladraa e Sanna Ghotbi, partiram hoje, sexta-feira, da capital argelina Argel, até aos campos de refugiados saharauis, concluindo assim a sua longa viagem de bicicleta a fim de exprimir a sua solidariedade com o povo saharaui, informa a agência noticiosa APS.

Em declarações à imprensa, os dois ativistas e fervorosos defensores da causa saharaui afirmaram estar “encantados” por poderem iniciar esta última etapa da sua longa viagem, que os levou a percorrer cerca de 32.000 quilómetros e a atravessar 25 países.

“Estou muito contente por iniciar a última etapa da nossa longa viagem de bicicleta, desde a esplanada de Riad El-Feth, perto do Santuário dos Mártires, um local histórico e muito simbólico, até aos campos de refugiados saharauis, cujo povo luta pela sua independência”, declarou Benjamin Ladraa, agradecendo à Argélia a hospitalidade e o acolhimento caloroso durante a sua estadia em Argel.

“A nossa luta e a nossa solidariedade com o povo saharaui e a sua justa causa continuarão até que os saharauis alcancem a sua vitória final”, acrescentou.

Por seu lado, a sua compatriota Sanna Ghotbi disse estar “muito feliz” por embarcar na última etapa da sua longa viagem de bicicleta, iniciada há mais de dois anos e meio, até aos acampamentos de refugiados saharauis.

“Estou muito feliz por iniciar hoje a última etapa da nossa aventura solidária até aos campos de refugiados saharauís, um sonho que me é tão caro e que está finalmente prestes a realizar-se”, declarou, agradecendo à Argélia a sua generosidade e o seu empenhamento inabalável em causas justas, incluindo a dos saharauis.

domingo, 29 de setembro de 2024

Casal sueco percorre quase 50.000 quilómetros em solidariedade com o Sahara Ocidental


Jesús Cabaleiro Larrán| Periodistas en español - 28/09/2024 | Um casal sueco, Sanna Ghotbi e Benjamin Ladraa, iniciou uma viagem de bicicleta de quase 50.000 quilómetros com o objetivo de sensibilizar a opinião pública para a situação do povo saharaui.

A sua viagem, que começou há dois anos, a 12 de maio de 2022, na cidade sueca de Gotemburgo, abrange três continentes e deverá terminar em janeiro de 2025, tendo já percorrido 22 países.

O casal, que se encontra atualmente em Madrid, transportou nas suas bicicletas duas grandes bandeiras saharauis durante a sua viagem. A sua missão não é procurar novos lugares mas informar sobre a luta do povo saharaui e defender o seu direito à autodeterminação.

Em Espanha, passarão por Barcelona, Saragoça, pelas três principais cidades bascas, por Santiago de Compostela, Sevilha, Málaga e Valência, antes de apanharem um ferry para a Argélia, em Alicante, para chegarem ao fim da sua viagem aos campos de refugiados saharauis de Tindouf, em janeiro próximo.

Atualmente, Sanna Ghotbi, devido a uma lesão, teve de abandonar a marcha, mas deixa a sua mensagem: ″O povo saharaui está preso em campos de refugiados, à espera de um referendo que nunca chega. Estivemos lá e vimos o desespero, o sofrimento causado pela falta de comida e água, e a dor das famílias cujos entes queridos foram presos e torturados pelo simples facto de agitarem a sua bandeira”.

Benjamin Ladraa sublinha que o Sahara Ocidental não é apenas a última colónia em África, mas tem também o maior muro de separação do mundo. Considera que a situação no território constitui uma clara violação do direito internacional e sublinha a importância de descolonizar o território em conformidade com as resoluções da ONU.

Durante a sua viagem, o casal reúne-se com políticos, professores, académicos e jornalistas para sensibilizar para a situação no Sahara Ocidental ocupado. Financiam a sua viagem através de uma plataforma de crowdfunding e têm uma rede de apoio em diferentes países através da sua ONG Solidarity RisingNos países onde a causa sarahaui é pouco conhecida, utilizam a sua rede de contactos solidários com a causa palestiniana para difundir informações sobre a situação no Sahara.

O casal planeia produzir um documentário sobre a sua viagem, que espera apresentar nos Estados Unidos em 2025. Consideram que esse país é um ator crucial na procura de uma solução para o Sahara Ocidental.

Entre os países que já visitaram contam-se França, Itália, Suíça, Alemanha, Dinamarca, República Checa, Áustria, Eslováquia, Eslovénia, Bósnia, Croácia, Montenegro, Albânia, Macedónia do Norte, Grécia, Turquia e, na Ásia, fizeram escala na Indonésia, Japão, Coreia do Sul e Taiwan.


quinta-feira, 2 de maio de 2024

Casal sueco percorre 48.000 quilómetros de bicicleta para apoiar a causa saharaui

 


Correo Diplomatico Saharaui - 02-05-2024 | Sim, não leu mal: é mesmo essa considerável distância...

Um casal sueco aceitou o desafio de percorrer 48.000 quilómetros de bicicleta para sensibilizar a opinião pública para a causa saharaui em três continentes, numa viagem rica em encontros que deverá terminar em janeiro de 2025.

Sanna Ghotbi e Benjamin Ladraa, que chegaram na semana passada à Suíça com bandeiras saharauis, informam sobre a luta do povo saharaui onde quer que possam, sublinha o diário suíço Le Courrier, que refere que o casal já percorreu 21 países em dois anos.

Segundo Benjamin Ladraa, o Sahara Ocidental "não é apenas a última colónia de África, mas também a maior do mundo".

"Para nós, o Sahara Ocidental é um símbolo", acrescenta Sanna Ghotbi. "Se não aplicarmos o direito à autodeterminação a um caso tão claro como este, então este princípio nunca mais (...) será aplicado", afirma.

Durante a sua viagem, os dois aventureiros procuram encontrar o maior número de pessoas para falar com elas sobre a situação no Sahara Ocidental ocupado.

"Trata-se de identificar pessoas-chave para sensibilizar a opinião pública: políticos, académicos ou jornalistas", explica Benjamin. "Os meios de comunicação social estão sobretudo interessados no facto de estarmos a sacrificar três anos das nossas vidas para viajar, mas a sua curiosidade permite-nos enviar uma mensagem", afirma.

Para cobrir os custos da sua viagem, Sanna e Benjamin utilizam um sítio de angariação de fundos. Têm também uma rede de contactos em diferentes países. Alguns deles acolhem-nos, mas muitas vezes montam a tenda para dormir onde podem.

 


Palestina e Sahara, a mesma luta

Nos países onde a causa saharaui é pouco conhecida, Sanna e Benjamin contam com a sua rede de contactos solidários com a causa palestiniana para preparar o terreno e sensibilizar para a causa do povo saharaui.

Pela Palestina, Benjamin Ladraa já fez uma viagem de 5.000 quilómetros a pé em 2017. Uma viagem que passou principalmente pelos países do Médio Oriente, onde organizou conferências sobre vários temas relacionados, nomeadamente o bloqueio imposto à Faixa de Gaza e a situação dos refugiados palestinianos. Foi expulso pelo exército sionista quando tentou entrar nos territórios ocupados.

No mesmo ano, cria a associação Solidarity Rising para "a defesa da liberdade e das causas justas".

Voltando à questão saharaui, Benjamin sublinha a vontade do ocupante de esconder os seus crimes a todo o custo.

Tal como acontece com a entidade sionista na Palestina, as autoridades marroquinas proíbem a presença de meios de comunicação social e de ONG nos territórios ocupados.

Foi precisamente por isso que os dois suecos decidiram organizar a sua viagem de solidariedade. Planeiam também realizar um documentário que será exibido nos Estados Unidos em 2025.

Sanna recorda: "Os EUA são um país importante na procura de uma solução para o Sahara Ocidental. E quando vemos as actuais mobilizações nas universidades americanas a favor da Palestina, isso dá-nos esperança. "

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Suécia opõe-se ao recurso do Conselho sobre a decisão do Tribunal de Justiça da EU relativa ao Sahara Ocidental




Numa ação que não surpreendeu ninguém, o Conselho da UE apresentou recurso da sentença do Tribunal de Justiça da UE, que impede o comércio e a pesca da União Europeia no Sahara Ocidental ocupado. Mas o Conselho não foi unânime.

29 novembro 2021 - O Western Sahara Resource Watch (Observatório dos Recursos do Sahara Ocidental) soube que a Suécia votou contra a decisão do Conselho da UE de recorrer da decisão de setembro do Tribunal Geral da União Europeia, que anulou tanto o acordo agrícola UE-Marrocos como o acordo de pesca na medida em que os mesmos foram aplicados ao Sahara Ocidental ocupado.

A objeção sueca ao recurso está em conformidade com a posição declarada do país de que os acordos bilaterais UE-Marrocos não devem ser alargados ao Sahara Ocidental. Em 2018, a Suécia foi o único Estado-Membro da UE a opor-se à prática adotada pela UE em resposta a anteriores decisões do Tribunal de Justiça da UE que já tinha invalidado a aplicação dos acordos UE-Marrocos à última colónia em África: a abordagem de inserir uma emenda nos acordos contestados de modo a incluir explicitamente o Sahara Ocidental no seu âmbito geográfico, sem o consentimento da população do território. A Suécia explicou a sua recusa em apoiar tais emendas declarando que "os requisitos legais do Tribunal de Justiça Europeu não foram cumpridos", uma vez que "organizações vitais que representam o povo do Sahara Ocidental não deram o seu consentimento".

O povo do Sahara Ocidental tem de consentir que os acordos da UE afetem as suas terras, foi a conclusão que o Tribunal de Justiça da UE tinha feito no recurso do Conselho da UE sobre a decisão de 2015 que anulava o acordo agrícola UE-Marrocos no Sahara Ocidental. Foi a primeira das cinco decisões consecutivas do Tribunal de Justiça da UE que chegaram todas à mesma conclusão: como Marrocos não tem soberania ou mandato de administração sobre o Sahara Ocidental, e dado o estatuto separado e distinto do território em relação a qualquer outro país do mundo, a UE não o pode incluir nos seus acordos com Marrocos. Até agora, o Conselho apenas tinha recorrido dessa primeira decisão do Tribunal Geral da UE de 2015, depois apoiada por um Conselho unânime, uma vez que vários Estados-Membros alegadamente citaram a importância de esgotar todo o procedimento legal para ter plena clareza sobre a matéria.

O WSRW não tem conhecimento de outras potenciais posições divergentes expressas por outros Estados Membros da UE.

Como consequência da atual decisão de recurso, ambos os acordos que foram objeto do acórdão de Setembro de 2021 - o acordo comercial e o acordo de pesca - continuarão a ser aplicados ao Sahara Ocidental até que o Tribunal de Justiça da UE se pronuncie. Espera-se que o processo demore mais um ano.

A Frente Polisario, o representante reconhecido pela ONU do povo do Sahara Ocidental e outra parte nos processos do Tribunal da UE, condenou a decisão de recurso. "Demonstra a conspiração de alguns partidos europeus com o ocupante marroquino, para continuar a pilhar a riqueza do povo saharaui, e testemunha a tentativa de dificultar o processo de descolonização", lê-se num texto oficial da imprensa.

O apelo já tinha sido aprovado provisoriamente a nível de Embaixadores dos Estados-Membros da UE (COREPER) a 10 de novembro, mas ainda precisava de aprovação a nível ministerial. Esta foi concedida em 19 de novembro durante a reunião dos Ministros do Desenvolvimento da UE. A aprovação do COREPER veio apenas dias depois de o rei de Marrocos ter emitido uma clara ameaça em relação à União. Celebrando a invasão de Marrocos ao Sahara Ocidental a 6 de novembro, o rei declarou que "desejo dizer aos que têm atitudes ambíguas ou ambivalentes, que Marrocos não terá qualquer transação económica ou comercial com aqueles em que o Sahara marroquino não esteja incluído".



A UE considera Marrocos um importante parceiro comercial e de investimento. Como salientado por funcionários da Comissão Europeia em audições no Parlamento da UE no final de outubro, Marrocos é "o primeiro parceiro comercial na vizinhança sul, e o vigésimo em geral". O comércio entre a UE e Marrocos vale 35 mil milhões de euros: valor dos bens que são trocados. Este foi o valor em 2020, pelo que se trata de facto de uma relação importante e considerável".

A decisão de recurso surge no meio de uma tensão crescente sobre questões migratórias entre a UE e Marrocos. No final de outubro, o Plano de Ação da Comissão sobre Migração com países parceiros foi divulgado - um desses parceiros é Marrocos. O projeto recomenda que "uma parceria de igual para igual" seja implementada com Marrocos "através do diálogo, partilha de responsabilidades, confiança mútua e respeito". Descreve Marrocos como "um parceiro importante na vizinhança Sul" e qualifica a cooperação bilateral sobre migração como "sólida e de longa data". Apoiando-se no aumento dos fluxos migratórios de Marrocos e do Sahara Ocidental para a Europa, o documento sublinha a necessidade de "um compromisso reforçado de Marrocos".

O recurso é dirigido contra a decisão do Tribunal Geral da União Europeia de 29 de setembro de 2021, que anula a decisão do Conselho da UE de alargar tanto o Acordo Agrícola UE-Marrocos como o Acordo de Pesca entre a UE e Marrocos ao Sahara Ocidental. Foi a quinta decisão consecutiva do Tribunal de Justiça da UE sobre a prática de aplicação dos acordos UE-Marrocos ao território. Todos estes acórdãos concluíram que o Sahara Ocidental tem um estatuto separado e distinto de Marrocos e, como tal, deve ser considerado como uma terceira parte de qualquer acordo UE-Marrocos. O alargamento do âmbito territorial de qualquer acordo deste tipo ao território requer necessariamente o consentimento do povo do Sahara Ocidental através da sua representação, o Tribunal repetiu - acrescentando que as consultas da população local levadas a cabo pelas instituições da UE não satisfaziam esse requisito, como tinha sido denunciado na altura, entre outros pela Western Sahara Resource Watch.

domingo, 7 de novembro de 2021

Partido Social Democrata Sueco renova apelo ao reconhecimento do Estado Saharaui


A nova líder do PSD da Suécia, Magdalena Andersson, e actual ministra das Finanças


Gotemburgo (Suécia), 7 de novembro de 2021 (SPS) - O Partido Social Democrata Sueco reafirmou o seu anterior apelo ao reconhecimento do Sahara Ocidental como Estado, bem como o seu apoio às conclusões do Tribunal de Justiça Europeu na sua última decisão de 29 de outubro de 2021, que afirma que o território do Sahara Ocidental não faz parte do Reino de Marrocos e, por conseguinte, não pode ser incluído nos acordos deste último com a União Europeia.

Esta posição foi reafirmada numa recomendação proposta nas conclusões do congresso do partido que hoje encerrou, onde foi expressa a frustração com a evolução dos acontecimentos, que não vão na direção certa no que diz respeito à questão do Sahara Ocidental, salientando a importância de prosseguir o regresso ao processo de paz da ONU entre as duas partes, Marrocos e a Frente POLISARIO.

A recomendação alerta igualmente para a frustração crescente no Sahara Ocidental, especialmente entre os jovens, apesar dos esforços feitos na Suécia a nível oficial e por organizações não governamentais para melhorar a situação da juventude saharaui. (SPS)

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Três moções a favor da questão saharaui apresentadas no Parlamento sueco




14 outubro 2021 - Estocolmo (APS) - Três moções propostas ao governo sueco, que defendem o reconhecimento do Sahara Ocidental como Estado independente, foram apresentadas por oito deputados membros do Partido Social Democrata, atualmente no poder na Suécia, para serem examinadas e votadas pelo Parlamento durante a sua próxima sessão 2021/2022.

As três moções, muito favoráveis ao Sahara Ocidental, apelam ao "reforço do papel da Suécia devido aos desenvolvimentos preocupantes nos territórios saharauis ocupados", e propõem ao governo de Estocolmo "reconhecer o Sahara Ocidental como Estado independente".
Os signatários consideram que "as condições legais são semelhantes quando a Suécia reconheceu a Bósnia Herzegovina, a Croácia e recentemente a Palestina".
Referem também a situação humanitária e as condições em que os Saharauis vivem nos campos de refugiados há mais de 40 anos, apontando "o papel da ONU e o empenho da comunidade internacional".
Além disso, os deputados salientam as violações dos direitos humanos e os flagrantes excessos exercidos pela ocupação marroquina, citando as provas recolhidas pela Amnistia Internacional (AI) e pela Human Rights Watch (HRW).
Consideram também o Sahara Ocidental como "a última colónia em África e um dos poucos países do mundo a viver sob uma opressiva potência colonial".
Numa das moções, os deputados suecos apelam à "retirada das empresas suecas de Marrocos a fim de não legitimar as violações dos direitos humanos". Pedem também para o Governo "estudar as possibilidades de celebrar acordos com representantes saharauis".

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Suécia: Juventude do Partido da Esquerda pede ao Governo que reconheça a República Saharaui

 



O Conselho Nacional da Juventude do Partido da Esquerda sueca aprovou uma resolução no seu último congresso em que solicita ao Governo do seu país que reconheça a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) como Estado independente e que ponha termo a todos os acordos económicos com o Reino de Marrocos que abranjam os os territórios saharauis ocupados.

A resolução solicita ainda à comunidade internacional que ponha termo ao lamentável comportamento de "fechar os olhos" face às "violações" dos direitos humanos cometidas contra o povo saharaui, e alerta para o aumento da tensão devido às tentativas de legitimar a ocupação marroquina do Sahara Ocidental.

O Conselho Nacional da Juventude da Esquerda Sueca criticou igualmente a "cumplicidade" da União Europeia (UE) com a força de ocupação marroquina na exploração ilegal dos recursos naturais do Sahara Ocidental e na legalização das violações dos direitos humanos e do direito internacional através da execução de uma série de acordos que estabeleceu com a potência ocupante do território não autónomo de África.

Por último, a resolução insiste na importância da organização do referendo de autodeterminação que o povo saharaui vem esperando desde há três décadas.

O Partido da Esquerda sueca conta atualmento com 28 dos 349 deputados que compõem o Parlamento do país escandinavo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Suécia adverte que só a autodeterminação pode solucionar o conflito do Sahara Ocidental

 

Ann Linde, ministra dos Assuntos Exteriores da Suécia

Estocolmo (Suécia), 03 de fevereiro de 2021 - A ministra de Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, deixa claro que o conflito no "Sahara Ocidental é um problema de descolonização no seio da ONU", lembrando assim mais uma vez que "o status do Sahara Ocidental só pode ser determinado através de uma solução negociada justa, sustentável e mutuamente aceitável que satisfaça o direito do povo do Sahara Ocidental à autodeterminação de acordo com o direito internacional, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. "

Respondendo a uma pergunta colocada pela deputada do Partido da Esquerda e vice-presidente do Parlamento sueco, Lotta Johnsson Fornarve, se o Governo sueco iria persuadir o presidente Joe Biden a reverter a proclamação dos EUA sobre o direito de Marrocos ao Sahara Ocidental, a ministra sueca responde:

“Lotta Johnsson Fornarve perguntou-me se a Suécia agirá energicamente junto do recém-eleito Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para persuadi-lo a retirar a proclamação anterior dos EUA que reconhece o direito de Marrocos ao Sahara Ocidental e, assim, defender a Carta da ONU e o processo em andamento da ONU sobre o direito do Saara Ocidental à independência.”

“O Sahara Ocidental - afirma a ministra dos Assuntos Exteriores sueca - é uma questão de descolonização dentro da ONU. O Tribunal Internacional de Justiça adotou um parecer consultivo sobre a situação da região em 1975. Isso significa que a comunidade internacional não reconhece a reivindicação de Marrocos de soberania sobre o território. O estatuto do Sahara Ocidental só pode ser determinado por meio de uma solução negociada justa, sustentável e mutuamente aceitável que satisfaça o direito do povo do Sahara Ocidental à autodeterminação de acordo com o direito internacional, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O reconhecimento das reivindicações de Marrocos sem levar em conta o direito internacional e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU não contribui para uma solução duradoura para o conflito”.

E prossegue a ministra:

“O governo continuará a apoiar o trabalho da ONU para uma solução da questão do Sahara Ocidental. É da maior importância - sobretudo à luz dos recentes desenvolvimentos no terreno em Guerguerat - nomear o enviado pessoal do Secretário-Geral o mais rapidamente possível, a fim de retomar o processo político. O governo está pressionando a ONU para que isso aconteça. Eu próprio levantei a questão ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

Também falei recentemente com o meu colega marroquino e sublinhei a importância de um retomar do processo político sob os auspícios das Nações Unidas. A mesma mensagem foi transmitida à Polisario a nível dos seus altos dirigentes.

O Governo continuará a deixar claro em todos os contextos, incluindo nos contactos com a administração Biden recentemente nomeada, da importância de trabalhar para um processo liderado pela ONU (retomado) para uma solução para a questão do Sahara Ocidental que esteja em conformidade com o direito internacional, a ONU e as resoluções do Conselho de Segurança”.

Ann Linde

Estocolmo, 3 de fevereiro de 2021

 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Suécia pede a Marrocos que acate aplicação das resoluções das Nações Unidas

 


A ministra de Exteriores de Suécia, Ann Linde, pediu hoje ao seu homólogo marroquino, Naser Bourita, a aplicação das resoluções das Nações Unidas sobre o Sahara Ocidental.

Num Tweet hoje publicado, a ministra afirma: “Discutimos áreas de cooperação reforçada entre os nossos países e a situação de segurança na região do Sahel. Também acordámos a necessidade de um processo facilitado pela ONU para o Sahara Ocidental”, referiu a ministra sueca sobre a reunião que manteve com o MNE marroquino.

A ministra de Assuntos Exteriores da Suécia havia sublinhado há dias a necessidade de um referendo livre de autodeterminação no Sahara Ocidental.



As declarações da chefe de diplomacia sueca foram proferidas durante uma entrevista digital organizada pelas Juventudes Socialistas Suecas, dedicada ao debate sobre a política exterior da Suécia, as relações internacionais e as posições políticas e de solidariedade do país em relação a determinadas causas de libertação, descolonização e direitos humanos.

Na ocasião, Ann Linde sublinhou que a Suécia "sempre se opôs a qualquer acordo ilegal dentro da UE, como o acordo de pesca, entre outros, defendendo a importância de dar ao povo saharaui acesso aos seus direitos humanos".

Fonte: agências

 

sábado, 12 de dezembro de 2020

As reações à decisão de Donald Trump de "reconhecer" a soberania marroquina sobre o Sahara Ocidental


ONU
O principal porta-voz do Secretário Geral da ONU, Stéphane Dujarric, anunciou minutos depois do anúncio de Trump, que a ONU considera o tema do Sahara Ocidental como um assunto de descolonização e que a sua posição em relação ao território e conflito não se alterava. 


União Africana 

Num ‘twit’ publicado por Ebba Kalondo, principal porta-voz do presidente da Comissão, a União Africana confirmou que a sua posição não se alterou a respeito do Sahara Ocidental. 

"A posição da União Africana em relação ao Sahara Ocidental mantem-se sem alterações, em conformidade com as resoluções pertinentes da UA e das Nações Unidas", afirma Kalondo. 


Rússia

O Ministério de Relações Exteriores da Federação Russa anunciou esta sexta-feira, que o reconhecimento de Washington da soberania de Marrocos sobre o Sahara Ocidental é uma violação do direito internacional.

A comunicação foi feita pelo vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov.

"Trata-se uma violação do direito internacional. Há decisões em relação ao tema. Há uma missão internacional para levar a cabo um referendo no Sahara Ocidental. O que os norte-americanos fizeram agora é uma decisão unilateral que atropela o direito internacional e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU em que votaram os próprios norte-americanos", afirmou Bogdanov. 


Espanha

A ministra de Assuntos Exteriores de Espanha, Arancha González Laya, na sequência do anúncio do presidente norte-americano, afirmou em Israel, onde se encontrava em visita oficial, que fossem respeitadas as resoluções das Nações Unidas sobre a questão do Sahara Ocidental.

Sobre a normalização das relações diplomáticas entre Israel e Marrocos, disse: "Saudamos esta normalização como saudamos cada uma das normalizações que ocorreram nas últimas semanas, como não poderia ser de outra forma". 

Acrescentando: «Mas, no entanto, a paz entre israelitas e palestinianos e a questão do Sahara Ocidental ainda estão por resolver e, em ambos os casos, a posição da Espanha é muito clara: respeito pelas resoluções das Nações Unidas para buscar um forma de resolução também para estas duas questões ».


França

A decisão de Marrocos reatar relações com Israel foi bem recebida por París, e em relação à decisão norte-americana de reconhecer a soberania de Marrocos sobre o Sahara Ocidental, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores francês, Agnes von der Molle, afirmou que  seu país "apoia uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável".

A porta-voz do Quai d'Orsay declarou: "O conflito no Sahara Ocidental dura há demasiado e representa um risco constante de erupção de tensão na região".

Agnes von der Molle acrescentou que a França "apoia uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que seja consistente com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

Destacou que "à luz desta visão, França considera o plano de autonomia marroquino como base para conversações sérias e credíveis".

Recorde-se que a França tem sido, ao longo da evolução do conflito, o grande bastião de Marrocos, nomeadamente a nível do Conselho de Segurança da ONU


Reino Unido

O Foreign Office acolheu com satisfação o anúncio da normalização das relações entre Marrocos e Israel e expressou o seu apoio aos esforços para se alcançarem soluções políticas através de negociações sobre a autodeterminação do povo palestino e dos habitantes do Sahara Ocidental.

Num comunicado do Foreign, Commonwealth & Development Office, o secretário de Estado dos Assuntos Exteriores, Hon Dominic Raab afirmou:

“Acolho com satisfação o anúncio da normalização das relações entre Marrocos e Israel, que consideramos um passo positivo entre dois parceiros próximos do Reino Unido.

O Reino Unido apoia os esforços para que sejam encontradas soluções políticas negociadas aceites por todos, que permitam a autodeterminação tanto do povo palestino como dos residentes do Sahara Ocidental. A nossa posição sobre a situação do Sahara Ocidental mantem-se sem alterações.”


Alemanha

Uma porta-voz do Ministério Federal de Relações Exteriores da Alemanha afirmou hoje que o seu país saúda "o anúncio da normalização das relações entre Marrocos e Israel através da mediação dos EUA. 

“A Alemanha considera que a aproximação entre Israel e os seus vizinhos árabes nos últimos meses também pode dar um novo impulso à resolução do conflito entre Israel e os palestinianos”. "Agora devemos aproveitar esta dinâmica" - disse. 

"A posição do governo federal sobre o conflito do Sahara Ocidental mantem-se sem alterações. Estamos comprometidos com uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável negociada pelas Nações Unidas", concluiu


Suécia

A Suecia acolhe com satisfação a normalização de relações entre Israel e Marrocos, após acordos similares entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Sudão. "A região do Médio Oriente e da África do Norte beneficiam da paz e das relações amistosas", anunciou al ministra de Exteriores de Suécia, Anna Linde. 

Linde afirmou que a posição da Suécia sobre o Sahara Ocidental se mantem sem alterações, que é a de seguir buscando uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável, que permita ao povo do Sahara Ocidental a sua autodeterminação, de acordo com o direito internacional. 

domingo, 6 de dezembro de 2020

A Suécia não reconhece a soberania de Marrocos sobre o Sahara Ocidental


Estocolmo, 06 Dez 2020 (SPS) - A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, confirmou ontem que o seu país nunca reconheceu as alegações ou reivindicações de Marrocos no Sahara Ocidental de acordo com a leitura jurídica da ONU sobre o conflito.

Em resposta a uma pergunta de uma deputada, Linde reiterou os esforços feitos pela Suécia para encontrar uma solução justa e duradoura para o conflito, que garanta o direito do povo saraui à autodeterminação de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança.

Acrescentando: '' Acredito que haja urgência na nomeação de um novo enviado pessoal do SG da ONU o mais rápido possível, a fim de relançar a operação política e os últimos desenvolvimentos comprovam essa necessidade ' '.

Sobre a situação em El Guerguerat, a ministra destacou que é mais do que necessário envidar mais esforços para manter o cessar-fogo. E insistir que a única saída para pôr fim a esta tensão é a realização de um referendo sobre a autodeterminação do povo saharaui. (SPS)

 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Reconhecimento da RASD, "a resposta mais firme à agressão marroquina"

 

 Estocolmo - Organizações e políticos e parlamentares suecos apelaram segunda-feira ao Governo sueco para que implemente a decisão do parlamento, aprovada por unanimidade em 2012, que prevê o reconhecimento da República Árabe Sarauí Democrática (RASD), afirmando que a implementação da dita decisão será "a resposta mais forte à agressão marroquina contra o povo saharaui".

Numa carta tornada pública segunda-feira pelos meios de comunicação suecos, a sociedade civil sueca apelou ao Governo do seu país para "agir com urgência para impor a organização de um referendo de autodeterminação sobre Sahra Ocidental, sob a égide da ONU ”.

A carta apelava também às Nações Unidas para "intervir para pôr fim às violações dos direitos humanos cometidas diariamente contra civis saharauis indefesos e prisioneiros políticos nas prisões marroquinas".

Por último, os autores da referida mensagem exortaram a Suécia a "reativar o seu papel no seio da União Europeia (UE), a fim de revogar todos os acordos assinados com Marrocos, incluindo os territórios ocupados do Sahara Ocidental".

Fonte: agência APS

sábado, 21 de novembro de 2020

Suécia pede a realização de um referendo no Sahara Ocidental como única forma de garantir a livre determinação do povo saharaui

 

A ministra sueca dos Negócios Estrangeiros, Ann Linde, expressou na sexta-feira a profunda preocupação do seu país com os recentes acontecimentos na violação ilegal de El Guerguerat, a sul do Sahara Ocidental, e reitera o seu apoio ao direito à autodeterminação do povo saharaui conforme o estipulado nas resoluções do Conselho de Segurança.

O chefe da diplomacia sueca, em resposta a uma pergunta da deputada Lotta Johnsson Fornarve, do Partido da Esquerda, indicou que ainda não foi realizado um referendo que estava previsto para determinar o estatuto final do Sahara Ocidental, destacando a necessidade de avançar no reatamento do processo político supervisionado pelas Nações Unidas.

Sobre a situação nas Zonas Ocupadas do Sahara Ocidental, Linde referiu-se ao último relatório do seu ministério sobre direitos humanos, democracia e Estado de direito no Sahara Ocidental, publicado em junho de 2020, que indicava a ocorrência de violações dos direitos humanos na região, detenções arbitrárias de defensores da autodeterminação e penas de prisão de jornalistas por cobrirem as manifestações.

Sobre as violações dos direitos humanos nas Zonas Ocupadas, a ministra disse que o seu país considera que a fiscalização dos direitos humanos deve ser incluída no mandato da missão da MINURSO.


Plenário do Parlamento Sueco

Questionada sobre se a Suécia está em contacto com a Espanha a respeito da sua responsabilidade no Sahara Ocidental como ex-potência colonial, disse que a ministra disse que a Suécia mantém um diálogo permanente com representantes da Espanha sobre a situação no Sahara Ocidental, especialmente nas Nações Unidas.

A deputada Lotta Johnsson Fornarve, comentando a resposta da Ministra dos Negócios Estrangeiros, sublinhou que os acontecimentos recentes e as razões que levaram à quebra do cessar-fogo são directamente atribuíveis ao fracasso das Nações Unidas e do Conselho de Segurança para impor a organização do referendo de livre determinação.

Fonte: SPS

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Marrocos expulsa membros da Emaús Internacional do Sahara Ocidental



El Aaiún (capital ocupada da RASD), 11 de maio de 2018 (SPS). Hoje, sexta-feira, as autoridades de ocupação marroquinas impediram uma delegação sueca de visitar as zonas ocupadas do Sahara Ocidental, onde pretendiam realizar uma reunião com membros da Associação Saharaui de Vítimas de Violações Graves cometidas pelo Marrocos (ASVDH).
A delegação era composta pelos cidadãos suecos, Caroline Nord e Juan Abergon, representantes da Emaús International, que planeavam fazer uma visita de trabalho ao Sahara Ocidental durante uma semana no âmbito da associação com a organização saharaui ASVDH e verificar o estado dos direitos humanos na região.
Os ativistas suecos foram expulsos de El Aaiún no mesmo avião em que haviam embarcado no aeroporto de Casablanca.
Embora as resoluções da ONU tenham exigido a Marrocos que abra o território a observadores internacionais, ativistas de direitos humanos e a jornalistas, a ocupação marroquina continua a vetar a entrada de qualquer observador internacional para continuar cometendo violações sérias de direitos humanos e reprimindo para os saharauis nas áreas ocupadas do Sahara Ocidental.
A Emaús International, criada por Abbé Pierre em 1971, é uma macro-organização formada por 350 organizações membros que trabalham em 37 países da África, América, Ásia e Europa e que lutam pelo respeito dos direitos humanos no mundo.

sábado, 28 de abril de 2018

Sahara Ocidental: resumo das intervenções dos membros do Conselho de segurança




Um breve resumo das intervenções dos membros do Conselho de Segurança na reunião sobre o Sahara Ocidental no dia 27 de abril de 2018
12 votos a favor 3 abstenções: China, Etiópia, Rússia

Estados Unidos (votação sim):
Nós, como CSNU, permitimos que o Sahara Ocidental se se transforma num conflito congelado – O nosso objetivo é enviar 2 mensagens: 1) não deixar as coisas como sempre no Sahara Ocidental. 2) total apoio a Kohler nos seus esforços. Os EUA querem finalmente ver progresso …. esperam que as partes irão retornar à mesa ao longo dos próximos 6 meses. O plano Marroquino de autonomia é ‘sério, realista e credível’ representa uma possível abordagem para resolver o conflito. Seria infeliz para qualquer um dissecar a linguagem da resolução para marcar pontos políticos. Citando John Bolton do seu livro e 2008 : “A minurso parecia estar no caminho para uma perpétua existência …”

Etiópia (absteve-se):
As sugestões aduzidas para adicionar equilíbrio / neutralidade à resolução não foram adotadas. Nós fomos flexíveis e estávamos prontos para participar numa renegociação, mas não nos foi dada a oportunidade. Não havia outra opção que não fosse a abstenção . A Etiópia apoia Koehler, o processo político, etc. Esperamos que 5º ronda direta de negociações tenha lugar o mais rapidamente possível. Reiteramos que o CS não deve fazer qualquer pronunciamento que prejudique o processo: o Conselho não deve ser visto ao lado de qualquer das partes.

Rússia (abstenção):
Não estivemos em condições de apoiar a resolução porque o processo não foi nem transparente, nem de consulta. Comentários da Rússia e de outros membros do Conselho não foram aceites. Decidimos não bloquear a resolução porque aceitamos o valor da missão. Nova terminologia “possível, etc” abre as portas a interpretações equívocas. A resolução aprovada hoje poderá ter efeitos negativo nos esforços de Koehler. Rejeição da línguagem em torno de métodos genéricos da missão de manutenção da paz que foi inserida na presente resolução. Não apoiamos os elementos sobre direitos humanos na resolução. O texto contém disposições que põe em causa a abordagem imparcial e com as quais nós não concordamos. Fórmula final deve ser aceitável para Marrocos e Polisario e deve fornecer a autodeterminação do povo de Sahara Ocidental.

França (votação sim):
Elogiou a adopção, agradeceu aos EUA. Resolução impede escalada, incentiva construtiva dinâmica. Renovação de 6 meses é voltado para a mobilização do Conselho, mas deve ser uma exceção. Renovação anual mantém a estabilidade. Importante que os membros do Conselho cheguem a consenso.

Suécia (votação sim):
Suécia votou a favor da resolução devido ao apoio a Koehler. Sublinhou a necessidade de uma solução política duradoura e mutuamente aceitável que preveja a autodeterminação do povo de Sahara Ocidental. “Business as usual” já não é uma opção. Mulheres e jovens devem ser totalmente incluídos no processo político e ter um papel significativo a desempenhar. Novos elementos na presente resolução que achamos não terem suficiente equilíbrio e não refletem completamente as realidades no terreno. Em relação aos procedimentos, buscamos unidade … A aceitação de sugestões que foram relativamente pequenas poderiam ter conseguido essa unidade. Apesar das deficiências no texto, este é um passo na direção certa. Necessidade das partes renovarem o compromisso com um Espírito de compromisso. Todas as possíveis soluções devem estar sobre a mesa. Isso inclui a realização de um referendo livre e justo.

China (abstenção):
Expressa apreciação pela minurso e observa prioridade de estabilidade Regional. Conselho deve permanecer unido e falar com uma só voz. Conselho deveria ter dado mais tempo para se atingir consensos … China expressa pesar que a resolução não tenha sido capaz de acomodar preocupações dos outros membros do Conselho – isto foi a razão para a sua abstenção. Expressa apoio a Koehler e encoraja as partes a retornar às negociações.

Reino Unido (votação sim):
Apoia a resolução por 3 principais razões. • apoio  escalada de pressão; • apoio para continuar o trabalho da minurso; • apoio ao objetivo global de uma solução duradoura e mutuamente aceitável que preveja a autodeterminação do povo de Sahara Ocidental; expressa forte apoio aos esforços de Koehler e de Stewart. Partes devem continuar num espírito de realismo e compromisso. Os 6 meses de renovação são uma indicação da importância da questão.

Kuwait (votação sim):
Resolução é um reflexo do desejo do SG da ONU em relançar negociações políticas entre as partes. Kuwait renova total apoio a uma solução política justa e mutuamente aceitável que garanta o direito à autodeterminação no âmbito dos parâmetros da carta das Nações Unidas e relevantes resoluções.

Guiné Equitorial (votação sim):
Felicita esforços de Koehler e Stewart e dá por bem-vinda a renovação do mandato. Saúda aqueles que têm feito sacrifícios neste conflito que durou décadas no continente africano. Votaram a favor em reconhecimento dos esforços em curso que podem levar a uma resolução do conflito.

Cazaquistão (votação sim):
Não há alternativa ao processo de compromisso, solução mutuamente aceitável, etc. Apoio a Koehler, etc. se a resolução tivesse sido adotada por consenso teria enviado uma mensagem mais forte. Importante para o Conselho manter a unidade …

Bolívia (votação sim):
Salientou a necessidade de relançar o processo político. Oferece total apoio a Koehler, Stewart, etc. importância das partes de prosseguirem com uma nova dinâmica e espírito de compromisso levando a uma solução política mutuamente aceitável que permita a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental. Expressa preocupação pela sugestões que não foram tidas em conta com um fim de tornar o texto mais equilibrado para que todos os membros do Conselho pudessem apoiá-lo. Reclamou que os 6 meses não foram discutidos com a Bolívia. Lamentou que a natureza arbitrária do sistema seja uma força negativa para os métodos de trabalho do Conselho

Costa do Marfim (votação sim):
Bem-vinda a aprovação. Bem-vindos os sérios e credíveis esforços feitos por Marrocos através da iniciativa da autonomia. Bem-vindo o convite aos Estados vizinhos para terem uma mais frutífera contribuição.

Holanda (votação sim):
A falta de apoio unânime não deve distrair do que é realmente importante: relançamento do processo político. Ambição comum deve centrar-se apenas numa solução política duradoura , mutuamente aceitável que preveja a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.

Polónia (votação sim):
Bem-vinda a resolução, oferece apoio a Koehler, etc.

Peru (votação sim):
Oferece apoio ao processo político que preveja uma solução política justa, duradoura e mutuamente aceitável que conduza à autodeterminação do povo de Sahara Ocidental. Expressa preocupação com o refugiados saharauis e releva a importância de melhorar a situação dos direitos humanos e situação humanitária.
Fonte: Por un Sahara Libre

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ministra dos Negócios Estrangeiros sueca reitera o apoio do seu governo à causa saharaui




Estocolmo, 25/10/2017 (SPS)- A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallstrom, afirmou que o seu governo “tem um firme compromisso com o apoio da causa saharaui”, negando assim qualquer “retrocesso na  sua postura de defesa do direito do povo saharaui à autodeterminação”.

A ministra, que prestou declarações à revista ‘Sahara Occidental’, pertencente à Associação Sueca de Amizade com o Povo Saharaui, num artígo entitulado ‘Suécia mantem a sua atividade pelo Sahara Ocidental’, negou o retrocesso quanto à implicação do Partido Social-Democrata na defesa do direito do povo saharaui à autodeterminação e independência.

Margot Wallstrom, defende que o “Governo da Suécia, desde 2016 intensificou as suas atividades em favor do Sahara Ocidental” e que sempre manteve “contactos de alto nível com as partes implicadas no conflito, a Frente Polisario e  Marrocos”.

A chefe da diplomacia sueca acrescenta que a presença da Suécia no Conselho de Segurança nos dois últimos anos “abre um novo marco para a nossa política em relação ao Sahara Ocidental” e que a “Suécia defendeu a inclusão dos direitos humanos no mandato da MINURSO”, disse Wallstrom, a qual reitera o apoio do seu país ao “novo enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental”, já que a “sua missão é decisiva para acercar as posições das partes”.

Em relação à proteção dos recursos naturais do Sahara Ocidental, a ministra esclarece que o Governo sueco trabalha no seio da União Europeia “para que se cumpra a sentença do Tribunal Europeu de Justiça”, que impede a exploração das riquezas do Sahara Ocidental sem o prévio consentimento do povo saharaui.


A ministra sueca assevera que a ajuda humanitária que o seu governo concede aos refugiados saharauis conheceu um aumento progressivo e que a “Suécia é um dos maiores doadores do Programa Mundial de Alimentos”.