terça-feira, 11 de setembro de 2012

A "Alarmante situação" da saúde mental em Marrocos



O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) marroquino, entidade dependente do Governo, apresentou hoje um relatório sobre a saúde mental no país e alertou para a sua "alarmante situação" devido ao total alheamento das políticas públicas.

No relatório apresentado hoje em Rabat, o CNDH afirma que as principais deficiências são a grave escassez de pessoal médico e paramédico: só existem 172 psiquiatras no setor público e 131 no privado.

Marrocos dispõe apenas de 27 estabelecimentos públicos especializados no tratamento de doenças mentais, e a capacidade de camas no conjunto destas estruturas é de apenas 1.725, segundo dados do Ministério da Saúde, mas mesmo assim esse número tem vindo a diminuir.

O relatório destaca as más condições de vida a que estão submetidos os pacientes durante a sua hospitalização, a estigmatização geral dos doentes e daqueles que os tratam e a falta de interesse que se presta à saúde mental de crianças, adolescentes e anciãos.
O relatório afirma que a maioria dos estabelecimentos não dispõe de ambulâncias, a roupa de cama está em "estado deplorável", os quartos de isolamento são "inumanos e insalubres" e as casas de banho encontram-se, na maioria dos centros visitados, muito deterioradas.
Outro grave problema — refere o relatório — é que os estabelecimentos psiquiátricos concentram-se no eixo Rabat-Casablanca, enquanto as regiões do interior estão particularmente desprovistas de serviços especializados.

Fonte: agência EFE

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